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Carol Pascoal - Passagem de Som Por Blog Dicas e novidades sobre o universo musical.

Mallu Magalhães: “não estava ganhando dinheiro e a minha música não tinha expressão”

Em 2007, aos 15 anos, Mallu Magalhães estourou na internet com o hit Tchubaruba. Após dois discos homônimos, lançados em 2008 e 2009, ela surgiu com Pitanga (2011). Hoje com 19 anos (ela completa 20 anos no dia 29 de agosto ), é possível notar não apenas a mudança física. No seu novo e melhor […]

Por Leonam Bernardo Atualizado em 27 fev 2017, 12h22 - Publicado em 25 jun 2012, 17h36

A cantora e compositora: satisfeita com o resultado de Pitanga (Foto: Marcelo Camelo)

Em 2007, aos 15 anos, Mallu Magalhães estourou na internet com o hit Tchubaruba. Após dois discos homônimos, lançados em 2008 e 2009, ela surgiu com Pitanga (2011). Hoje com 19 anos (ela completa 20 anos no dia 29 de agosto ), é possível notar não apenas a mudança física. No seu novo e melhor trabalho — produzido pelo namorado Marcelo Camelo —, os versos ingênuos dão espaço a canções mais envolventes. Escolhida para promover o trabalho, a graciosa canção Velha e Louca diz “nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho / que hoje eu passei batom vermelho” e “pode falar que eu nem ligo / agora eu sigo o meu nariz”. Uma bela maneira de resumir o momento que a paulistana vive. Radicada no Rio de Janeiro, Mallu já exibiu o show de Pitanga por lá. Com ingressos esgotados, no sábado (30) e domingo (1º), ela mostra o novo repertório no Sesc Vila Mariana.

 Você começou a cantar muito nova. Quando teve a certeza de que era isso que você queria como profissão e não apenas como um hobby?

Foi muito recentemente. Durante o processo de Pitanga para falar a verdade. O meu encontro com o Marcelo [Camelo] — tanto emotivo quanto profissional — fez com que despertasse em mim uma segurança e uma autenticidade. É muito louco. Apesar deste ser o meu terceiro disco, eu tenho a impressão de que seja o primeiro.

Depois que tomou essa decisão, o que mudou na maneira de gerenciar a sua carreira?

Mudou a intensidade e a seriedade. Hoje, eu me dedico em tempo integral ao que faço. Também tento inserir a minha personalidade em cada detalhe, como textos, shows, imagens, interpretação e jeito de me vestir…

Como fez para superar a timidez dos primeiros anos? 

Eu não tenho outra opção, né? Quando você quer muito fazer alguma coisa e encontra um obstáculo, você atravessa ou desiste daquilo. Acho que acabei atropelando o fator timidez. Isso pela idade também. Tenho quase cinco anos de carreira. E carreira mesmo! Com vários shows por semana, passagem por programas de televisão e decisões importantes. Eu fui aprendendo. Quando você cresce e vira adulta, cria uma paz em fazer aquilo.

Você se sente 100%  adulta ou ainda tem uma lado menina?

Sempre falo que eu me sinto super mulher para, eventualmente, as pessoas acreditarem nisso. Mas, na verdade, eu não me sinto assim. Morro de medo das coisas como antes. Atualmente, é claro que algumas características da minha vida se encaixam mais no conceito de vida de mulher do que de menina, como o corpo, a relação com o amor. Não acho que tenha a ver com a idade, mas com a maneira que a gente reage às coisas que acontecem.

A música que promove o seu novo disco, Velha e Louca, você fez pensando nisso?

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Claramente eu não sou uma pessoa velha, tenho 19 anos. É uma relação com as experiências que passamos. É um amadurecimento. Quando eu passo por alguma coisa, eu vivo mesmo, sofro mesmo, comemoro mesmo. Sou muito intensa. A música Velha e Louca representa bem isso: “poxa estou ficando velha e estou aprendendo com isso”. E louca porque todo mundo é louco, não existe normalidade.

No clipe, o seu visual faz uma referência a Brigitte Bardot. Ela é uma inspiração?

Totalmente. No meu trabalho, eu procuro não reproduzir e copiar as coisas conscientemente, porque inconscientemente é só o que a gente faz. O ser humano é uma cópia desgramada. A Brigitte é uma referência tão forte para mim, que no clipe ela aparece bem evidente. Acho que é o olho marcado, o cabelo…  Também tem a afinidade com o corpo e a feminilidade. Ela não é uma inspiração só de imagem. As músicas que ela canta, a maneira como canta, a essência dela mesmo.

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Os seus dois primeiros trabalhos se chamam Mallu Magalhães. Por que sentiu a necessidade de dar um nome para Pitanga?

Que difícil essa… (risos) A diferença da Mallu de antes para a atual é que hoje eu respeito o que sinto. Eu considero mais a minha opinião e não só a dos outros. Não foi uma necessidade do disco ter um nome, mas, de certa forma, protegê-lo. Foi para servir de cereja no bolo. Um dia eu estava na cozinha e pensei que o disco estava bonito demais para eu não dar um nome para ele. Veio a palavra pitanga na minha cabeça. Eu amo a fruta. Acho ela pequena, mas forte e consistente. É isso…

Qual era a sua principal vontade para esse álbum?

Eu estava em um momento da minha carreira muito complicado, não poderia ficar pior. Não estava ganhando dinheiro, visibilidade e a minha música não tinha nenhuma expressão. Não me sentia artisticamente ativa. Por isso, decidi fazer exatamente da maneira como eu queria. Tomei as decisões em cada detalhe, em cada pontinho, na mixagem, em tudo.

Em maio, você cantou durante o desfile da 2nd Floor, no Fashion Rio. Como foi a experiência?

Foi um trabalho em equipe. Inclui elementos que eles queriam e acreditavam, mas também músicas que eu me sentia à vontade em cantar. Acabamos estendendo a parceria. Em agosto, sai uma coleção de camisetas com estampas assinadas por mim.

Você fez curso de corte e costura…

Eu tenho curso técnico. Não costumo fazer peças que dão trabalho e não dão um resultado legal. Camisa, por exemplo, dá um trabalho desgraçado para fazer. É mais fácil comprar na loja. Prefiro fazer uma peça que não exista, algum tipo de calça ou um bordado.

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