Coala Festival tem clima de celebração e ativismo, além de boa música

Festival rolou durante o fim de semana no Memorial da América Latina

Durante o último fim de semana, o Memorial da América Latina recebeu o Coala Festival, dedicado à música brasileira. Como em um universo isolado do resto do mundo, a folia trouxe jovens descolados, de figurinos elaborados (ou nem tento), em clima de Carnaval. Se lá fora as notícias eram de violência e homofobia, dentro do espaço o ambiente se mostrava de celebração.

Com o primeiro dia de ingressos esgotados, Dona Onete, e seu carimbó, foi uma das primeiras a entrar no palco, ainda que com a plateia mirrada. O horário e o sol fizeram a galera escapar em busca de sombra e de comidinhas, um tanto distantes do palco.

Já na hora de Duda Beat, o público cresceu para dançar mesmo. Da sua sofrência, apareceram Bédi Beat, Meu Jeito de Amar e as duas que levaram mais empolgação, Chega e Bixinho. Com horários calculados, ela foi uma das únicas a fazer discurso, mesmo que curto, contra o prefeito do Rio de Janeiro, que pediu a proibição de livros com a temática LGBT na Bienal do Livro.

 (Roncca/Veja SP)

Ela foi seguida por Elba Ramalho, que levou Mariana Aydar para um festa de forró, com direito a guitarradas vibrantes e ainda com faixas como Chão de Giz e Banho de Cheiro. A noite foi fechada com BaianaSystem, que encontrou a plateia lotada a fim de pular. Lucro (Descomprimido) e Capim Guiné foram duas das composições responsáveis por fazer a plateia suar. Para encerrar, Passapusso desafiou quem estava por lá a abrir grandes rodas. Enquanto os grupos se organizavam, gritos contra o presidente Jair Bolsonaro acabaram crescendo. A festa terminou com todo mundo abrindo e fechando as grandes rodas, sem parar de pular, claro.

O domingo, que não estava com os ingressos esgotados, recebeu mais cedo as pessoas. Por volta das 15h, o encontro de Chico César e Maria Gadú contava com boa parte dos participantes, mesmo debaixo do sol. Os artistas chamaram atenção ao recitarem juntos Béradêro, que rendeu um momento de contemplação na apresentação, encerrada por aplausos.

No roteiro, entrou uma versão para Shimbalaiê, da moça, e À Primeira Vista e Mama África, de Chico. Pausa para descansar, não teve como não prestar atenção na Orkestra Rumpilezz e Letieres Leite, com uma levada de jazz com a inclusão de sons bem brasileiros, a exemplo da percussão baiana. Teve até a participação de Passapusso, do BaianaSystem, com uma empolgante versão de Lucro (Descomprimido).

 (Wesley Allen/Veja SP)

Ney Matogrosso foi o responsável por encerrar a noite (e o festival). Mas antes, quem aqueceu os presentes foi a discotecagem do trio de DJs da Discopédia, que rendeu belos momentos da plateia. Um deles foi Como Nossos Pais, cantada pela turma em coro. Assim como Vou Festejar, na voz de Beth Carvalho.

Com o show Bloco na Rua, Ney manteve o clima de celebração com Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, Jardins da Babilônia e O Beco. Deu uma esfriada em seguida, com canções como Iolanda, quando as pessoas começaram já a se despedir. Para o fim, um dos grandes momentos foi a sua interpretação para Como 2 e 2. O público até esqueceu dos banheiros químicos e eventuais cheiros de urina que subiam com o calor. A alegria cantou mais alto.

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