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Estrelas brilham em filmes na Netflix

A hora das divas na plataforma de streaming

Por Miguel Barbieri Atualizado em 27 nov 2020, 10h57 - Publicado em 27 nov 2020, 06h00

Era uma Vez um Sonho

Uma história autobiográfica, descrita no livro homônimo de J.D. Vance e com o personagem interpretado por dois atores em fases distintas. Quando criança, J.D. (Owen Asztalos) foi criado por Bev (Amy Adams), uma mãe solteira que trabalhava como enfermeira. A família era do Kentucky e se mudou para Ohio. Adulto, J.D. (Gabriel Basso) conseguiu cursar direito na prestigiada Universidade Yale, mas, sem ter dinheiro para pagar a faculdade, precisa ganhar uma vaga num estágio de verão. e é nessa hora que sua irmã mais velha telefona pedindo ajuda: a mãe foi internada após uma overdose de heroína. O roteiro se estabelece em dois anos (1997 e 2011) para mostrar o passado, em meio a turbilhões emocionais, e o presente, onde permanecem as incertezas. A avó de J.D, interpretada pela grande Glenn Close, dá um direcionamento decisivo em sua trajetória. Ron Howard dirige uma trama de superação em que o ensino e a dedicação são fundamentais para levantar a poeira e dar a volta por cima. Trata-se daquelas lições (reais) de vida muito propícias para a virada de um 2020 caótico.

Rosa e Momo

Aos 86 anos e afastada das telas desde Nine (2009), a diva italiana Sophia Loren aceitou o convite para interpretar a emblemática madame Rosa, personagem do livro de Romain Gary e já vivida por Simone Signoret em A Vida à Sua Frente (1977). Na adaptação do diretor Edoardo Ponti, filho de Sophia, o ofício de ex-prostituta não fica explícito. Rosa mora em Bari, no sul da itália, e ganha uns trocados como babá do filho de uma vizinha e também de um garoto que foi abandonado pela mãe. A “família” vai crescer com a chegada de Momo (Ibrahima Gueye), um senegalês muçulmano de 12 anos que mora nas ruas e está inclinado a ganhar dinheiro no tráfico de drogas. Rosa resiste, mas acaba aceitando o rebelde adolescente em sua casa. A diversidade se faz presente nesta versão italiana, seja pela origem ou religião dos coadjuvantes, seja pela inclusão de uma atriz trans (a espanhola Abril Zamora). A finitude da protagonista, uma judia que passou pelo campo de concentração de Auschwitz, está, contudo, no centro das atenções. Sophia não se intimida em se deixar fotografar sem maquiagem e envelhecida. E, nas cenas mais tristes, o pequeno gigante Ibrahima Gueye, frente a frente com a maior estrela do cinema italiano, se deixa levar pela emoção do momento.

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Publicado em VEJA São Paulo de 02 de dezembro de 2020, edição nº 2715

 

 

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