Marcas brasileiras centenárias que ainda estão ativas

O tempo passa e elas continuam firmes

A economia do país tem altos e baixos, e por conta disso, a grande maioria das empresas acaba sendo afetada de alguma forma negativa, e por vezes até fecham as portas. Na contramão dessa tendência, existem centenas de empresas brasileiras que foram fundadas há mais de 100 anos e continuam na ativa até hoje, seja por seus próprios meios, ou então foram adquiridas por outros conglomerados, que mantiveram suas marcas por conta da tradição. Veja algumas das marcas centenárias brasileiras que se mantém firmes no mercado até os dias de hoje.

 

  • Matte Leão

Fundada em 1901, a Leão Júnior SA era especialista em chás por infusão. Com o tempo, lançaram o chá mate que já vinha tostado de fábrica, o Matte Leão, o primeiro a ser comercializado dessa forma, e que se tornou um sucesso absoluto. A empresa foi adquirida pela Coca-Cola em 2007, mas continua nas prateleiras com seu nome original, o tradicional Matte Leão, e com uma variedade maior de produtos.

 (Matte Leão/Divulgação)

 

 

  • Batavo

A Cooperativa Central de Laticínios do Paraná foi fundada em 1911, numa vila de imigrantes holandeses no Paraná, com o objetivo de fornecer laticínios para o mercado local. A marca Batavo, no entanto, só surgiu em 1928. Em 1998, a companhia foi adquirida pela Parmalat, e em 2006, pela Perdigão. Quando a Perdigão se fundiu com a Sadia, a Batavo passou a ser controlada pela BRF. Recentemente, o grupo francês Lactalis comprou a marca Batavo da BRF.

 (Batavo/Divulgação)

 

 

  • Catupiry

O casal de imigrantes italianos Mário e Isaíra Silvestrini criou a receita de seu requeijão cremoso em 1911, em Lambari, Minas Gerais. A forte demanda fez com que uma nova fábrica fosse aberta na Barra Funda, em São Paulo, em 1934. A textura e sabor únicos do requeijão Catupiry tornaram-se tão marcantes que a marca do produto acabou se tornando sinônimo de requeijão cremoso.

 (Catupiry/Divulgação)

 

 

  • União

A Companhia União dos Refinadores foi fundada em 1910 pelos irmãos imigrantes italianos Giuseppe e Nicola Puglisi Carbone, que convenceram pequenos produtores de São Paulo a se unirem em uma só empresa. O açúcar União é até hoje o líder do mercado. A companhia foi adquirida pela Copersucar nos anos 70, que a vendeu ao Grupo Novamérica em 2005. Em 2009, a Cosan, que entre outras coisas, é dona da Comgás, adquiriu o Grupo Novamérica, sendo portanto a atual dona da União.

 (União/Divulgação)

 

 

  • Droga Raia

Fundada por João Baptista Raia, em 1905, na cidade de Araraquara, a farmácia manipulava receitas prescritas pelos médicos. O negócio cresceu muito, e quando laboratórios estrangeiros se instalaram no país, a farmácia se tornou uma drogaria. Com a expansão da rede, a Droga Raia acabou se unindo à Drogasil em 2011, e juntas se tornaram a maior rede de drogarias do país.

 (Droga Raia/Divulgação)

 

 

  • Casas Pernambucanas

O sueco Herman Theodor Lundgren chegou ao Brasil em 1855, desembarcando em Pernambuco. Ele se tornou um empreendedor de importação e exportação. Quase quarenta anos depois, seu filho (que tinha o mesmo nome) adquiriu uma fábrica de tecidos em São Paulo, e em 1908 abriu a primeira loja Casas Pernambucanas na cidade, que se tornou um sucesso graças à propaganda boca a boca.

 (Casas Pernambucanas/Divulgação)

 

 

  • Selmi (macarrão Renata)

Em 1887, o italiano Adolfo Selmi chegou ao Brasil e logo abriu uma pequena fábrica de massas, feitas artesanalmente, que ele mesmo vendia nas ruas de Campinas. A empresa foi formalizada em 1905, e em 1911 ele importou máquinas da Itália para modernizar a produção. A marca Renata existe desde 1964, para uma linha de farinhas e massas.

 (Salmi/Divulgação)

 

 

  • Klabin

Foi em 1899 que a Klabin iniciou suas atividades, como uma loja, oficina e importadora de artigos de escritório. Suas origens são duas famílias lituanas, os Klabin e os Lafer, que se uniram por causa de sua origem comum e pelo casamento de uma Lafer com um Klabin. Hoje, a empresa tem dezessete fábricas no Brasil e uma na Argentina, com um faturamento anual de R$ 5 bilhões.

 (Klabin/Divulgação)

 

 

  • Gerdau

Fundada em 1901 como uma modesta fábrica de pregos, a Gerdau se tornou uma das maiores empresas do país. Seu fundador, o alemão Johann Gerdau e seu filho Hugo deram início ao negócio, que hoje está presente em catorze países e tem mais de 45 000 funcionários.

 (Gerdau/Divulgação)

 

 

  • Souza Cruz

Fundada no Rio de Janeiro em 1903 pelo imigrante português Albino Souza Cruz, a empresa chegou a São Paulo em 1910, quando adquiriu a Imperial Fábrica de Rapé Paulo Cordeiro. Desde 1914, no entanto, a companhia pertence ao grupo British American Tobacco.

 (Souza Cruz/Divulgação)

 

 

  • Alpargatas

Foi o escocês Robert Fraser que fundou na Mooca, em 1907, a Sociedade Anonyma Fábrica Brazileira de Alpargatas e Calçados, cujos calçados foram fortemente adotados por trabalhadores das lavouras paulistas, fazendo o negócio decolar. Ícones da empresa surgiram no decorrer das décadas, como o tênis Conga, as sandálias Havaianas e o famoso Kichute. Desde 1982, o controle da empresa é do Grupo Camargo Corrêa.

 (Alpargatas/Divulgação)

 

 

  • Tramontina

O descendente de italianos Valentin Tramontina fundou uma pequena ferraria no município de Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, em 1911, onde fabricava talheres e canivetes. Hoje, a empresa fabrica mais de 17 000 itens, de talheres a cortadores de grama, em suas dez unidades espalhadas pelo Brasil.

 (Tramontina/Divulgação)

 

 

  • Granado

A fabricante do famoso polvilho antisséptico surgiu em 1870 como uma farmácia (naquele tempo “pharmácia”) de manipulação, fundada pelo português José Antônio Coxito Granado, no centro do Rio de Janeiro. O polvilho foi criado em 1903 e sua fórmula permanece a mesma até hoje, e a empresa tem agora uma variedade de produtos para o corpo.

 (Granado/Divulgação)

 

 

Comentários
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  1. Lucas Martins

    Muito legal a matéria. Mas é bacana anotar que o controle da Alpargatas já estava há um bom tempo com a J&F que, com toda a crise pela qual passou, vendeu à holding do Itaú.