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A Tal Felicidade Saúde, bem estar e alegria para os paulistanos

Sugestões para ser feliz acompanhado (ou sozinho)

As dicas são de Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora, autora do livro 'Novas Formas de Amar'

Por Alvaro Leme Atualizado em 9 nov 2018, 12h09 - Publicado em 9 nov 2018, 06h00

> Estamos no meio de uma transformação dos modelos de relacionamento. As pessoas estão se permitindo experimentar novos formatos. Não somos monogâmicos por natureza.

> Os dias de hoje são marcados pelo surgimento de uma ética sexual mais lúdica e recreativa. O sexo ganhou uma dimensão central, sem necessariamente resultar em compromisso, como vemos na ascensão dos aplicativos de encontros.

> Não é grave desejar um par amoroso, o grave é achar que só dá para ser feliz com um par amoroso.

> A condição essencial para ficar bem sozinho é o exercício da autonomia pessoal. Além de alcançar nova visão do amor e do sexo, é preciso libertar-se da dependência amorosa exclusiva e “salvadora” de alguém.

> “Estou precisando me apaixonar!” Geralmente é com essa certeza que se parte em busca de um parceiro. As pessoas, na verdade, amam estar amando, apaixonam-se pela paixão mais do que por alguém em especial.

> A maioria das pessoas só repete o que aprendeu, sem refletir. É necessário ter coragem para romper o moralismo. A forma como a gente ama é uma construção social. Casar por amor, por exemplo, é algo recente.

> O amor romântico defende a ideia de que quem ama só tem olhos para o amado. Isso não é verdade, mas muitos acreditam nisso. Quando descobrem que seu parceiro se relacionou com outra pessoa, concluem que não são amados.

> As preocupações sobre relacionamentos deveriam se limitar a duas perguntas: eu me sinto amado e desejado? Se sim, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Isso vale para amor a dois, a três…

> Um casamento pode ser ótimo. Mas, para isso, é fundamental respeitar o jeito de ser do outro, seu comportamento e suas ideias. Deve haver liberdade de ir e vir, ter amigos em separado e fazer programas independentes. E, principalmente, não ter controle algum da vida do outro.

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