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Nasa matou 27 macacos em um só dia no ano passado

A maioria dos animais estava em idade avançada e doente; 21 sofriam de mal de Parkinson

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 22 dez 2020, 18h51 - Publicado em 22 dez 2020, 18h38

A agência espacial norte-americana, a NASA, injetou drogas letais em todos os macacos que estavam sob tutela da instituição – 27 no total – no dia 2 de fevereiro de 2019, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

Segundo documentos da agência, a maioria dos animais estava em idade avançada e doente: 21 deles sofriam de mal de Parkinson. Em acordo conjunto, os primatas viviam em um espaço da empresa LifeSource BioMedical, especializada em pesquisas farmacêuticas. 

De acordo com a empresa, nenhuma pesquisa foi conduzida com os primatas. Os animais foram doados ao laboratório há anos. “Concordamos em aceitar estes animais, servindo de santuário e providenciando todos os cuidados, a nosso cargo, até que a idade avançada e o estado de saúde em declínio dos mesmos resultou na decisão de os eutanasiar humanamente para evitar o sofrimento”, disse a diretora do laboratório, Stephanie Solis.

Com a revelação do jornal, defensores dos direitos dos animais e autoridades norte-americanas questionaram o porquê de os macacos não terem sido enviados a um santuário em vez de serem sacrificados.

Uma organização norte-americana que pretende acabar com a experimentação animal, a Rise For Animals, afirmou que “a NASA tem muitas qualidades, mas a prática do bem-estar animal é obsoleta”.

No Estados Unidos, o uso de macacos na realização de experimentos científicos é comum porque o organismo deles reage de maneira semelhante ao dos humanos. Em 2017, mais de 74 000 foram empregados em estudos no país. 

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