Toulouse-Lautrec em Vermelho
Resenha por Julia Flamingo

Quando Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) pintou Moulin de la Galette, tinha 25 anos e frequentava os cabarés franceses havia cerca de cinco. Ao representar uma mesa pela metade, o artista pretendia colocar o espectador como um dos participantes da cena. Prostitutas entediadas e um cliente (ou cafetão) viam passar figuras dançantes em uma das populares casas do bairro de Montmartre. Emprestado do Art Institute of Chicago, o quadro integra a coleção de 75 pinturas e gravuras que compõem a mostra Toulouse-Lautrec em Vermelho, a maior em sua homenagem por aqui, no Masp (nove peças são do acervo do museu). Cronista da vida noturna da cidade das luzes durante a belle époque, Toulouse-Lautrec retratava tipos marginais com técnicas de pintura que sugerem movimento. Afinal, ele viveu o êxtase do nascimento do cinema. Comissionado para criar pôsteres de cabarés como o Moulin Rouge — também presentes na atração —, o francês foi um dos primeiros a elevar a propaganda ao status de arte. Com o dinheiro ganho, podia ainda bancar seus vícios boêmios. O mergulho no mundo promíscuo e atraente do pintor também se deve ao conjunto de cinquenta cartas escritas por ele e seus conhecidos. “Peço-lhe que me mande uma mesada fixa (fixa, insisto)”, apela o artista em uma das correspondências endereçadas à mãe. Vítima de uma doença congênita que impedia seu crescimento (tinha apenas 1,54 metro de altura), morreu aos 36 anos, em razão da sífilis e do alcoolismo. Até 1º/10/2017.
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