O Bem Amado
- Direção: Guel Arraes
- Duração: 110 minutos
- Recomendação: 12 anos
- País: Brasil
- Ano: 2010
Resenha por Miguel Barbieri Jr







Guel Arraes cerca-se de um elenco estelar e de bons profissionais técnicos, a começar pelo diretor de arte Cláudio Amaral Peixoto, na tentativa de resgatar um dos mais famosos personagens do dramaturgo Dias Gomes (1922-1999). A fonte foi a peça homônima de 1962, mas é impossível não se lembrar da telenovela da década de 70, que imortalizou as atuações de Paulo Gracindo, Emiliano Queiroz e Lima Duarte. Na comparação, esta versão para o cinema perde pontos. Falta graça e reina um sabor de mesmice na trajetória de Odorico Paraguaçu (agora vivido por Marco Nanini). Prefeito populista da pequena e fictícia cidade nordestina de Sucupira, Odorico usa boa parte da verba orçamentária para a construção de um cemitério municipal. Mas, como ninguém morre, ele não consegue inaugurá-lo. Arraes, também diretor de “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro”, perdeu parte do timing cômico de seus filmes anteriores. Entre as interpretações, sobressai o intimismo de José Wilker, na pele do matador Zeca Diabo. Já Andréa Beltrão, Zezé Polessa e Drica Morais, embora corretas, não conseguem surpreender como as irmãs Cajazeiras. Estreou em 23/07/2010.





