Gritos
- Direção: André Curti e Artur Luanda Ribeiro
- Duração: 75 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.


Radicados na França na década de 90, o paulistano André Curti e o angolano criado no Rio de Janeiro Artur Luanda Ribeiro fundaram a companhia Dos à Deux há dezenove anos e, desde lá, montam espetáculos em que as imagens e os gestos substituem as palavras. Hoje, dividida entre o Brasil e a Europa, a dupla se especializou em um teatro coreográfico que, em um misto de instalação e performance, prende o espectador sem um texto convencional. Com o drama Gritos, Curti e Ribeiro alcançam o auge de uma fórmula apoiada no apuro estético e em movimentos corporais calculados. A encenação, que também recorre à manipulação de bonecos e ao uso de máscaras, apresenta três histórias sobre o amor em meio ao preconceito, ao desprezo e à guerra. Na abertura, Louise, a personagem-título nasceu em um corpo de homem. Enquanto sonha com a aceitação social, ela transfere o afeto para a mãe doente e dependente de seus cuidados. Mais metafórica, O Homem trata da angústia de um sujeito que perdeu a cabeça e busca se mostrar completo perante os outros. Por fim, Kalsun revela um amor em tempos de guerra, seguido pela violência. O público paulistano, que os aplaudiu em Fragmentos do Desejo (2011), Ausência (2013) e Irmãos de Sangue (2014), vai se surpreender com um enfoque crítico e, principalmente, se verá com um espetáculo incomum e de impressionante beleza. Estreou em 10/3/2017. Até 4/11/2018.
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