Céus
- Direção: Aderbal Freire-Filho
- Duração: 110 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.

O libanês Wajdi Mouawad é o mesmo autor de Incêndios, ótima peça protagonizada por Marieta Severo com direção de Aderbal Freire-Filho. Logo, o drama Céus, sob o comando do mesmo Freire-Filho, estreou cercado de expectativas. As frustrações sentidas, no entanto, vão além da comparação com o exemplar bem-sucedido. A montagem apresenta um grupo de especialistas isolados em uma espécie de bunker. Um atentado terrorista pode acontecer a qualquer momento, e eles buscam decifrar pistas que os façam impedir a tragédia iminente. O clima claustrofóbico da encenação contribui para conquistar, em um primeiro momento, a empatia do público. Um debate geracional em torno do relevante tema também é esboçado, mas não se concretiza. À medida que a trama evolui, a frieza imposta pela direção e os personagens carregados de impessoalidade levam a um crescente desinteresse do qual nem a solução da história escapa. Enquanto os atores Isaac Bernat e Marco Antonio Pâmio defendem com relativo empenho seus papéis, Felipe de Carolis, Karen Coelho e, principalmente, Rodrigo Pandolfo pecam pelo tom monocórdico na maior parte do tempo. 14 anos. Estreou em 27/10/2017.
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