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Carlos Dafé

Resenha por Juliene Moretti

Nome de calibre do movimento Black Rio, cujo objetivo era valorizar a cultura negra no Brasil por meio da música, o carioca José Carlos de Souza, o Carlos Dafé, ficou sumido depois que um acidente de carro, em 1978, o deixou sem memória por algum tempo. Fora de cena, suas canções foram cada vez menos tocadas e os lançamentos rarearam. Hoje com 67 anos, o cantor, que foi comparado a Marvin Gaye e ganhou o apelido de príncipe do soul (Tim Maia era o rei), está de volta à ativa com a voz impecável e o estilo de sempre no dançante álbum Bem-Vindo ao Baile (2015). O CD de doze faixas (seis são regravações) conta com participações do cantor Toni Garrido e do baterista Marcelo Yuka. Para celebrar o Dia da Consciência Negra, o músico apresenta clássicos como Acorda que Eu Quero Ver, Passarela, A Cruz, De Alegria Raiou o Dia, Escorpião. Dia 20/11/2015.

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