Blanche
- Direção: Antunes Filho
- Duração: 110 minutos
- Recomendação: 14 anos
Resenha por Dirceu Alves Jr.


Escrito em 1947 por Tennessee Williams, o drama Um Bonde Chamado Desejo é incapaz de acumular mofo e frequentemente ganha revisões nos palcos. Uma arrebatadora versão, dirigida por Rafael Gomes e protagonizada por Maria Luisa Mendonça, pode, inclusive, ser conferida no Tucarena. Um dos nossos maiores encenadores, Antunes Filho concebeu uma viagem pelo universo desse clássico e do dramaturgo americano que resultou em Blanche, título da montagem, que propõe uma radicalização sujeita a questionamentos. As palavras do texto foram substituídas pelo fonemol, uma língua imaginária criada por Antunes para exercitar os alunos em ensaios, aqui incorporada à íntegra da peça. Na trama, a falida e enigmática Blanche (interpretada pelo ator Marcos de Andrade) busca refúgio na casa da irmã, Stella (papel de Andressa Cabral) e entra em confronto com o cunhado, o truculento Stanley (Felipe Hofstatter), que decide vasculhar seu passado. Tudo bem que o enredo é bem conhecido, e o público inclusive tem a chance de ler um folheto com o resumo das cenas antes da apresentação. É inegável, no entanto, que a ausência de diálogos compreensíveis exige uma bagagem do público que limita o entendimento da história, mesmo para iniciados, e tira o impacto que o espetáculo poderia ter. Blanche, no entanto, não deixa de ser uma curiosa experiência e rende fortes interpretações para Andrade e, principalmente, Andressa, que imprime personalidade para sua Stella. Com Stella Prata, Alexandre Ferreira, Luis Fernando Delalibera e outros. Estreou em 23/3/2016.
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