Afinidades — Raquel Arnaud
Resenha por Laura Ming

Uma das galeristas mais antigas de São Paulo, Raquel Arnaud comemora seus quarenta anos de carreira com a exposição Afinidades, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Ela mesma, que ainda toca a galeria na Vila Madalena, escolheu as 116 obras que misturam sua vida profssional e pessoal (Raquel é amiga da maioria dos artistas com quem trabalhou) e a história da arte no Brasil. “Uma época a Lygia Clark (1920-1988) estava sem dinheiro e, então, começou a produzir com materiais baratos, como caixas de fósforo”, lembra. Ali estão exibidas três esculturas feitas com caixinhas pintadas, que hoje valem uma fortuna. A peça mais cara, aliás, é de outro amigo, Sergio Camargo (1930-1990), cujos trabalhos ainda são representados por Raquel. Trata-se de um relevo de madeira avaliado em 5 milhões de reais inspirado no Rio Sena. Willys de Castro visitava Raquel quase todos os dias. Tunga e Waltercio Caldas ainda eram jovens quando ela vislumbrou seus talentos. Além de itens deles, a mostra reúne Mira Schendel, Amilcar de Castro, Carmela Gross e Antonio Dias. Jovens como Carla Chaim também têm espaço. Boa parte dos exemplares pertence a coleções particulares — ou seja, uma oportunidade valiosa, afinal eles raramente são expostos ao público. De 19/3/2014 a 4/5/2014.
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