33ª Bienal de Artes de São Paulo

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Resenha por Tatiane de Assis

A geografia pode ajudar a entender a 33a Bienal de Arte de São Paulo. Isso porque a figura do arquipélago orienta a distribuição das dezenove mostras que estão na edição. Doze das “ilhas” trazem obras de artistas escolhidos pelo curador-geral, Gabriel Pérez-Barreiro, e compõem um percurso com altos e baixos. No núcleo do guatemalteco Aníbal Lopez (1964-2014), o visitante é surpreendido já na entrada pela controversa obra O Empréstimo (2000), na qual ele conta que realizou um assalto à mão armada para financiar uma exposição. O ritmo eletrizante se mantém com o vídeo de uma performance de 1 tonelada de livros sendo despejados em uma das vias mais movimentadas da capital da Guatemala. A expografia falha, porém, ao “esconder” o espaço do goiano Siron Franco numa sala mal sinalizada. Parte do público acaba passando batido pela série histórica Césio/ Rua 57 (à dir.; 1987), que remete ao acidente radioativo em Goiânia. Dica: não faça isso. Desvende com calma esse território antes de percorrer a instalação Ilha Brasilis (2018), da paulistana Denise Milan, que é formada por pedras em diferentes estágios. Os sete outros braços da Bienal foram criados por artistas-curadores e são bastante distintos. Em comum, a maioria fica longe de questões sociais e políticas do país hoje. Enquanto o carioca Waltercio Caldas empreende uma viagem pela história da arte e passa por Milton Dacosta (1952-2016) e Jorge Oteiza (1915-1988), a paulista Sofia Borges prefere um mergulho na mitologia e no inconsciente junto a peças de Tunga (1952-2016), Leda Catunda e Sarah Lucas. O espanhol Antonio Ballester Moreno leva a atenção dos visitantes para bem perto do chão, onde espalha cogumelos de barro feitos por crianças. Pavilhão da Bienal. Até domingo (9).

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