Cidade

Skatistas da Roosevelt se reunirão na sexta-feira

Moradores, prefeitura e frequentadores discutem novas regras de utilização da praça

Por: Bruna Ribeiro

Roosevelt
Praça Roosevelt: moradores e frequentadores entram em conflito (Foto: Fernando Nicholls/Divulgação)

Foram dois anos de reforma na Praça Roosevelt, na região central de São Paulo, até a reinauguração no dia 29 de setembro. A obra custou R$ 55 milhões e cumpriu o objetivo de tirar o local do abandono. Agora, a badalação na praça e a presença de skatistas se tornaram motivos de discussões entre representantes dos moradores, frequentadores e a Prefeitura de São Paulo. A próxima reunião liderada pela Confederação Brasileira de Skate está marcada para sexta-feira (9), na própria praça.

Segundo o vice-presidente da Confederação Brasileira do Skate, Edson Scander, o encontro com os principais skatistas e frequentadores da Roosevelt pretende discutir os próximos passos para a reforma do espaço que foi destinado ao skate no local. A decisão veio depois de uma comissão composta por moradores entregar um documento ao subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni, reivindicando novas regras de utilização do espaço, na terça-feira (6). “Queremos que o espaço reservado para o skate seja reformado e disponibilizado de forma segura”, disse Scander.

Novas regras

O documento reúne reivindicações para a praça, como a construção de uma área para skatistas próxima à Rua da Consolação - com funcionamento entre 8h e 23h, reserva de quiosques para floricultura e cafeteria, instalação de portões para o cachorródromo, cercamento do playground com grades, proibição de comércio ambulante e instalação de uma ciclovia no entorno da área, além de mais segurança.

De acordo com o presidente da Ação Local, Jader Nicolau Júnior, que lidera o movimento dos moradores, é preciso haver uma nova reunião com a Subprefeitura da Sé na próxima semana, para que as novas medidas sejam autorizadas. “Queremos colocar placas que  indiquem as áreas onde é proibida a presença de skatistas”, afirma.

Conflitos

Os desentendimentos causaram um processo administrativo na prefeitura onde, segundo Nicolau Júnior, os moradores também protocolaram um ofício com todas as exigências. Um processo no Ministério Público em relação ao barulho, que segundo os grupos desrespeita a Lei do Silêncio, também está em andamento. Um conselho gestor será criado para mediar o conflito e também determinar quais festas podem ser realizadas na praça e em quais condições. As comemorações têm sido frequentes e motivo de discussão. O conselho será formado pelas secretarias municipais de Esportes, Verde e Meio Ambiente, Segurança Urbana e de Coordenação das Subprefeituras, por meio da Subprefeitura da Sé, junto com a Secretaria Estadual de Segurança Pública.

A Subprefeitura da Sé confirmou o recebimento do documento assinado pelos presidentes das Ações Locais Roosevelt, Avanhandava e Nestor Pestana, lideradas por Jader Nicolau Júnior. O subprefeito, Nevoral Bucheroni, se comprometeu a "dar continuidade à iniciativa dos moradores, comerciantes e frequentadores de buscar o diálogo”. A previsão é que, até o final do ano, esse conjunto de medidas seja executado.

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO