Virada Cultural

Ira! volta aos palcos e canta para uma plateia que sentia saudades

O grupo retomou a carreira na Virada Cultural, após um hiato de sete anos

Por: Laura Ming

Virada Cultural 2014 - Ira! - Palco Júlio Prestes
O Ira! no palco Júlio Prestes: a banda voltou aos palcos depois de sete anos separados (Foto: Laura Ming/VEJASAOPAULO.COM)

Depois de sete anos longe dos palcos – de brigas e reconciliações – a banda paulistana Ira! voltou. O local escolhido para marcar o retorno do grupo foi a 10ª edição da Virada Cultural.

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Nasi e Edgard Scandurra, os únicos que sobraram da formação original, abriram o evento às 18h10 do sábado (17) e fizeram uma apresentação recheada de hits para uma praça Júlio Prestes lotada.

Virada Cultural 2014 - Ira! - Público - Ricardo D'Angelo
O público no show do Ira! durante a Virada Cultural 2014 (Foto: Ricardo D'Angelo)

“Escolhemos um repertório para satisfazer o desejo dos fãs de ouvir grandes sucessos e uma música nova. Vão poder ver o passado e o futuro do Ira!”, contou à VEJA SÃO PAULO o vocalista do grupo, do camarim. Para abrir, Longe de Tudo, do primeiro disco da banda, e Mudança de Comportamento. Em seguida, mais sucessos como Gritos na Multidão e É Assim que me Querem. A canção inédita ABCD, que lembra a sonoridade da Jovem Guarda animou e o público, que misturava uma plateia mais madura com uma garotada que nem tinha nascido quando a banda foi formada, há 33 anos.

Virada Cultural 2014 - Ira! - Plateia - Ricardo D'Angelo
A platéia vibra com a volta do Ira! aos palcos (Foto: Ricardo D'Angelo)

O público cantou junto, pulou muito e aplaudiu empolgadíssimo durante a uma hora e meia de show provando que, apesar do visível cansaço, Nasi ainda consegue liderar uma apresentação. Edgard Scandurra parou para tirar foto da multidão. Nasi para falar da importância dos parques de São Paulo. O novo baixista do grupo, Daniel Scandurra (filho de Edgard) fez campanha pelo Parque Augusta.

Antes de deixar os palcos para o bis, o vocalista agradeceu. “Vocês são a razão da nossa existência”. Se depender de quem estava lá hoje, o Ira! vai existir por muitos anos mais.

Fonte: VEJA SÃO PAULO