Cinema

As dez adaptações de Shakespeare que fizeram mais sucesso no cinema

Apesar da grande quantidade de versões, poucas fitas com a grife do inglês, que retorna à programação com Muito Barulho por Nada, se tornaram fenômenos de bilheteria

Por: Redação VEJINHA.COM

Adaptações de Shakespeare: 'Romeu + Julieta', 'O Rei Leão', '10 Coisas que Odeio em Você' e 'Hamlet'
Adaptações de Shakespeare: 'Romeu + Julieta', 'O Rei Leão', '10 Coisas que Odeio em Você' e 'Hamlet' (Foto: Divulgação)

Em quantidade de adaptações para o cinema, William Shakespeare (1564-1616) segue imbatível: suas peças inspiraram cerca de 400 produções audiovisuais, entre longas e curtas para o cinema e para a TV. Atualmente, doze filmes com a grife do bardo estão em produção.

Apesar dessa influência ainda assombrosa, clássicos como Romeu e Julieta, Hamlet e Ricardo III resultaram em poucos sucessos de bilheteria. O lançamento da versão de Muito Barulho por Nada dirigida por Joss Whedon (de Os Vingadores), que estreia nesta sexta (23), pouco faz para mudar essa aparente contradição. Nos Estados Unidos, a fita arrecadou apenas 4 milhões de dólares. 

Muito Barulho por Nada (2013)
Muito Barulho por Nada (2013) (Foto: Divulgação)

Para se chegar a uma lista de maiores bilheterias shakespearianas, é preciso desconsiderar clássicos como Hamlet, de 1948, e Henrique V, de 1944, cuja arrecadação não é divulgada pelos estúdios que os produziram. Números de sucessos como Romeu e Julieta (1969), de Franco Zaffirelli, e Amor, Sublime Amor (1961) também devem ser compreendidos como aproximações dos valores originais.

Nos últimos vinte anos, apenas uma produção extraída de livros do escritor foi além da marca dos 100 milhões de dólares: o desenho animado O Rei Leão (1994), que se apropria das tramas de Hamlet e Macbeth com muitas licenças poéticas (o nome do autor não é sequer citado nos créditos). Ainda que não tenha sido adaptado de uma obra shakespeariana, a comédia romântica vencedora do Oscar Shakespeare Apaixonado, de 1998, seria o segundo filme da lista, com bilheteria de 289 milhões de dólares.

A seguir, veja o top 10: 

O Rei Leão
O Rei Leão (Foto: Divulgação)

1. O REI LEÃO (1994) – US$ 951 milhões

A trama de uma das animações mais populares da Disney foi criada a partir de várias referências, entre histórias bíblicas, além de Hamlet e Macbeth, de Shakespeare. O nome do autor não aparece nos créditos do desenho, mas a saga de Simba não esconde a origem. 

Gnomeu e Julieta
Gnomeu e Julieta (Foto: Divulgação)

2. GNOMEU E JULIETA (2011) – US$ 99 milhões

O desenho inglês, lançado também em 3D, surpreendeu ao fazer sucesso também nos Estados Unidos, onde teve distribuição da Disney. O clássico Romeu e Julieta ganha uma versão encenada por... duendes de jardim. A crítica torceu o nariz, mas uma continuação está a caminho. 

Romeu + Julieta - Romeu e Julieta - Claire Danes e Leonardo Di Caprio
Romeu + Julieta (Foto: Divulgação)

3. ROMEU + JULIETA (1996) – US$ 46 milhões

O diretor australiano Baz Luhrmann, de Moulin Rouge e O Grande Gatsby, irritou puristas com uma versão atualizada, extravagante e violenta para uma as peças mais conhecidas do inglês. Leonardo DiCaprio e Claire Danes interpretam os papéis principais. Apesar de todas as mudanças, os diálogos originais sobrevivem às invencionices. 

Amor, Sublime Amor
Amor, Sublime Amor (Foto: Divulgação)

4. AMOR, SUBLIME AMOR (1961) – US$ 43 milhões

O nome de Shakespeare não é mencionado nos créditos de um dos musicais mais conhecidos de Hollywood, mas a peça de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim foi extraída de Romeu e Julieta. O romance trágico é transposto ao cenário urbano da Nova York dos anos 50. Em vez de famílias rivais, os personagens principais estão ligados a gangues inimigas. 

10 Coisas que Odeio em Você
10 Coisas que Odeio em Você (Foto: Divulgação)

5. 10 COISAS QUE ODEIO EM VOCÊ (1999) – US$ 38 milhões

Apesar de não ter sido um grande sucesso à época do lançamento, a comédia, que atualiza o enredo de A Megera Domada, se tornou cult entre o público adolescente e revelou astros como Heath Ledger, Joseph Gordon-Levitt e Julia Stiles. 

Romeu e Julieta
Romeu e Julieta (Foto: Divulgação)

6. ROMEU E JULIETA (1968) – US$ 38 milhões

Dirigida pelo italiano Franco Zeffirelli, trata-se de uma das mais populares adaptações shakespearianas, que ganhou sobrevida em VHS, na TV, em DVD e seguramente arrecadou mais que 38 milhões de dólares – os números de bilheteria, no caso, são imprecisos. Foi indicado ao Oscar de melhor filme e ganhou estatuetas nas categorias de melhor figurino e fotografia. 

Muito Barulho por Nada
Muito Barulho por Nada (Foto: Divulgação)

7. MUITO BARULHO POR NADA (1993) – US$ 22 milhões

Especialista em Shakespeare, o inglês Kenneth Branagh (de Thor) já havia dirigido e atuado no elogiado Henrique V, em 1989. Talvez para demonstrar a diversidade da obra do autor, ele mudou o tom e encenou as reviravoltas de Muito Barulho por Nada em um tom leve e gracioso. 

O Mercador de Veneza
O Mercador de Veneza (Foto: Divulgação)

8. O MERCADOR DE VENEZA (2004) – US$ 21 milhões

A versão do diretor Michael Radford (de O Carteiro e o Poeta) rendeu menos que o esperado, já que seu elenco trouxe astros como Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes (esse último, o ator principal de Shakespeare Apaixonado). O tom convencional da adaptação não entusiasmou os críticos. 

Hamlet
Hamlet (Foto: Divulgação)

9. HAMLET (1990) – US$ 20 milhões

Com Mel Gibson à frente do elenco, o segundo filme dirigido por Franco Zeffirelli a aparecer nesta lista foi o primeiro longa-metragem produzido pela Icon, produtora do ator. A trama, ainda que não tome muitas liberdades em relação ao texto original, acrescenta climas de fitas de ação para fisgar os fãs de Gibson. Glenn Close e Helena Bonham Carter também participam. 

Jogo de Intrigas
Jogo de Intrigas (Foto: Divulgação)

10. JOGO DE INTRIGAS (2001) – US$ 19 milhões

Encenar Othello em um colégio, com um elenco de jovens astros, pode parecer uma péssima ideia. Mas o longa dirigido por Tim Blake Nelson, com Josh Hartnett e Julia Stiles no elenco, surpreendeu boa parte da crítica e se tornou um pequeno sucesso, para padrões do cinema independente.

Fonte: VEJA SÃO PAULO