Crise hídrica

Sem chuva, Cantareira fica estável pelo segundo dia seguido

O reservatório está com 11,7% de sua capacidade desde segunda-feira (2)

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Cantareira
Reserva Jaguari-Jacareí, na cidade de Piracaia, que integra o Sistema Cantareira (Foto: Luis Moura/WPP/Folhapress)

O nível do Sistema Cantareira manteve-se estável pelo segundo dia seguido nesta quarta-feira (4). Segundo dados da Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo, o reservatório que abastece mais de 6 milhões de pessoas na Grande São Paulo contabiliza 11,7% de água de sua capacidade total, o mesmo patamar registrado desde segunda-feira (2).

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Não houve chuva na região do manancial que pudesse fazê-lo recuperar mais volume de água. Nos quatro primeiros dias de março, o Cantareira observou uma pluviometria de apenas 2,1 milímetros, ante 322,4 milímetros em todo o mês de fevereiro. Por sua vez, nos quatro primeiros dias do mês passado, já havia chovido por ali 44,4 milímetros.

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Outros dois sistemas hídricos de São Paulo também não registraram chuva entre terça-feira (3) e quarta-feira (4): Guarapiranga e Rio Grande. O primeiro teve uma leve elevação do nível da água de um dia para o outro, passando de 62,8% para 63% de sua capacidade. Já o Rio Grande observou queda de 85,7% para 85,4% de um dia para o outro.

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Com 0,4 milímetro de chuva, o Alto Tietê manteve a estabilidade em 18,9% no mesmo período. O Alto Cotia, mesmo tendo recebido o maior volume de chuvas entre todos os mananciais, 7,8 milímetros, registrou queda, passando de 40,9% para 40,8%.

Por sua vez, o Sistema Rio Claro subiu um pouco, de 38,4% para 38,5%, com 0,2 milímetro de chuva no dia, conforme as informações da Sabesp.

Vale lembrar que, apesar da pequena alta, São Paulo ainda enfrenta sua pior crise hídrica, e, portanto, a recomendação é para que não haja desperdício de água. Algumas regiões da capital paulista enfrentam há vários meses restrições diárias no fornecimento do líquido, o que faz moradores e comerciantes conviver com escassez hídrica cotidianamente.

Fonte: VEJA SÃO PAULO