Vinhos

Paulo Abreu e Fabiola Bio: degustação de vinhos da Romanée-Conti

Casal gasta 3 000 reais para provar os tintos da vinícola francesa

Por: Roberto Gerosa - Atualizado em

Os consultores Paulo Abreu e Fabiola Bio – assim como a grande maioria dos apreciadores de um bom vinho – só conheciam os tintos da Domaine de la Romanée-Conti por livros. Essa histórica vinícola da região de Vosne-Romanée, na Borgonha, França, produz poucas garrafas por ano, disputadas por enófilos milionários de todo o mundo. Por isso, Abreu resolveu desembolsar 3.000 reais para que ele e sua mulher participassem de uma degustação inédita, realizada na última terça-feira em Alphaville. O evento reuniu vinte bebedores dispostos a pagar 1.500 reais cada um por quatro taças de vinho "grand cru", a mais alta classificação que a bebida pode atingir na região. Foram provados o Grands-Échézeaux (1.950 reais a garrafa), o Romanée-Saint-Vivant (2.600 reais), o La Tâche (2.980 reais) e a estrela da noite, o Romanée-Conti (8.900 reais). "Viemos checar o que há de tão diferente nesses vinhos para custarem tão caro", disse Fabiola. Todos os anos, o Brasil recebe cinqüenta caixas com doze unidades de toda a linha da Domaine. O preço parece não assustar os bebedores mais endinheirados. Importadas pela Expand desde 1990, as garrafas do Romanée-Conti são vendidas em seis meses, 60% em São Paulo. O proprietário da loja de Alphaville em que se realizou a degustação, Sidnei Brandão, explica que a idéia surgiu na sua confraria. Ele e alguns de seus amigos costumam se cotizar para comprar a bebida e depois tomar juntos. Foi essa matemática que viabilizou o encontro da última terça. Cada grupo de dez participantes dividiu o custo de quatro garrafas. As taças, com 75 mililitros de vinho (um décimo da garrafa), foram servidas sem identificação. No final, uma votação informal elegeu o favorito da noite. Deu a lógica: o Romanée-Conti foi o preferido, seguido pelo La Tâche, o segundo rótulo mais famoso da vinícola. O executivo Ricardo Miranda era um dos raros participantes que já haviam provado um Romanée-Conti: "Na primeira vez eu me decepcionei", lembra. "Hoje foi maravilhoso." Apesar do que gastou, o médico Jair Monaci saiu comemorando: "Mais vale um gosto que um vintém". Haja vintém!

Fonte: VEJA SÃO PAULO