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MPL convida Haddad e Alckmin para "reunião aberta" após protesto

Movimento quer prefeito e governador no térreo da prefeitura no final da manifestação marcada para quinta-feira (28); nesta terça (26), grupo faz novo ato

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Movimento Passe Livre
Rafael Siqueira, Luisa Cytrynowicz e Leticia Cardoso em coletiva de imprensa nesta terça (26) (Foto: Folhapress)

O Movimento Passe Livre (MPL) protocolou um pedido de reunião aberta com o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governo Geraldo Alckmin (PSDB) para discutir a revogação do aumento da passagem do transporte público. A intenção do grupo é fazer um protesto na próxima quinta (28) que partirá do Largo do Paissandu, na região central, até a prefeitura, onde a discussão poderia ocorrer em local aberto. Os políticos ainda não se manifestaram.

Nesta terça (26), o coletivo promove o sexto ato de 2016. A concentração será às 17 horas na Estação da Luz. O trajeto - motivo de discussão entre MPL e Polícia Militar - só será divulgado na hora. 

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Os manifestantes consideram que a discussão sobre divulgar ou não o percurso se mostra uma forma de "desviar o foco" do tema principal, o valor da passagem. "Consideramos um retrocesso deixar a polícia e a Secretaria de Segurança Pública determinarem qual é o trajeto da manifestação. E é um retrocesso não só para a gente, como movimento, mas para todos os outros que se coloquem na cidade", disse a militante Luísa Cytrynowicz, de 20 anos.

A discussão sobre o caminho da passeata é nova - tanto em junho de 2013 quanto nos protestos dos anos seguintes, o caminho sempre foi deliberado na concentração. "A gente nem discute isso, a manifestação é um direito", defendeu Rafael Siqueira, de 40 anos, também militante do MPL.

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O movimento negou ter jogado uma garrafa em Haddad na segunda (25) depois da missa de aniversário da cidade, na região central. "Em nenhum momento alguém do Passe Livre tentou agredir o Haddad ou o Alckmin", disse Siqueira. Eles voltaram a afirmar que a violência nos protestos tem partido da polícia. 

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO