Cinema

Mostra Internacional traz à cidade 377 filmes

Entre as produções estão longas-metragens premiados 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Child's-Pose
Child’s Pose:o drama romenoganhou oUrso de Ourono Festivalde Berlim (Foto: divulgação)

Mesmo sem a figura de seu criador, Leon Cakoff (1948-2011), a Mostra Internacional de Cinema conseguiu seguir seu curso e, a partir de sexta (18), dá a largada para uma programação com 377 filmes, em 24 salas da cidade. Depois de conferir de perto as novidadesdo circuito dos festivais internacionais, Renata de Almeida, viúva de Cakoff e diretora do evento, notou algumas tendências na filmografia mundial. “Embora seja um país em crise, a Grécia vem despontando no cenário e será representada por onze fitas”, diz.

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Outro tema recorrente é, justamente, a difícil situação econômica europeia. Além do documentário grego Demokratia, a Via Crúcis, Renata cita mais dois exemplos: o italiano O Intrépido, de Gianni Amelio, e o espanhol Ontem Nunca Termina, de Isabel Coixet.Entre os títulos laureados estão o romeno Child’s Pose, Urso de Ouro no Festival de Berlim, Cães Errantes, do diretor malaio Tsai Ming-Liang, Grande Prêmio do Júri em Veneza, e, de Singapura, Ilo Ilo, vencedor da Camera d’Or, em Cannes.

Há ainda onze pré-indicados ao Oscar de 2014 de melhor filme estrangeiro, a exemplo de Duas Vidas (Alemanha) e Paradjanov (Ucrânia) .A mostra mantém sua identidade de exibir longas-metragens inéditos em São Paulo (no total, são 310) e, preferencialmente, de diretores consagrados no circuito alternativo, como Amos Gitai (Ana Arabia), Mohsen Makhmalbaf (O Jardineiro) e Hirokazu Koreeda (Pais e Filhos).

Duas retrospectivas devem também atrair um bom público: a de Stanley Kubrick, com dezesseis filmes, e a de Eduardo Coutinho, que fez questão de escolher seus 23 trabalhos. Ainda está prevista uma incursão pelo cinema sul-coreano por meio de dezenove produções.Como tem se repetido desde 2010, o festival aproveita a área externa do Auditório Ibirapuera para fazer projeções gratuitas ao ar livre. Dia 27, é a vez da cópia restaurada de Nathan, o Sábio (1922), clássico do cinema mudo alemão.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO