Teatro

Mulheres sozinhas em cena

Quatro monólogos que estão em cartaz na cidade protagonizados por atrizes

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Dramáticos ou cômicos, esses quatro monólogos são protagonizados por mulheres. Confira:

 

  • O dramaturgo e diretor Roberto Alvim transformou o conto de Franz Kafka (1883-1924) no monólogo dramático. Juliana Galdino tem impressionante interpretação. Apoiada pela ótima história e suas ironias sobre o tênue limite entre humanos e animais, a atriz se transfigura — de macaco se torna homem. Com Vinicius Tardelli. Estreou em 4/3/2009. Até 27/5/2015.
    Saiba mais
  • Monólogo cômico

    Fale Mais sobre Isso
    VejaSP
    4 avaliações
    Além de atriz, Flávia Garrafa é psicóloga e professora. Nas três atividades, a comunicação estabelecida com o outro, seja o público, seja o paciente ou o aluno, é a chave do sucesso. Sob a direção de seu irmão Pedro Garrafa, ela apresenta o  monólogo cômico Fale Mais sobre Isso, também de sua autoria, em que une um pouco de cada talento. Flávia interpreta uma terapeuta um pouco perdida em inquietações pessoais, tarefas familiares e futilidades. Por seu consultório, quatro pacientes (todos representados pela própria atriz) dividem questionamentos e alguns motivos para o público dar boas risadas. Comediante de mão-cheia, Flávia manda bem, mas deve se soltar mais, assim que estiver relaxada no seu palco e também no divã. Estreou em 14/3/2015. Até 26/7/2016.
    Saiba mais
  • Monólogo dramático

    A Lista
    VejaSP
    4 avaliações
    Ainda cultivando o sucesso de A Alma Imoral, a atriz Clarice Niskier se impôs mais um desafio. No monólogo dramático da canadense Jennifer Tremblay, a intérprete dá vida a uma mulher dominada pelas tantas atribuições do dia a dia. Perfeccionista, ela anota cada obrigação a cumprir, dos serviços domésticos aos favores devidos aos amigos próximos. A morte de uma vizinha a faz atravessar um turbilhão emocional e, inclusive, questionar a validade de sua agenda. A estrutura da montagem é muito próxima à de A Alma Imoral, e Clarice injeta uma naturalidade tão grande na personagem que, muitas vezes, parece promover um bate-papo. Apoiada na simplicidade, a atriz acerta nessa nova tentativa de comunicação com o público e põe o dedo em questões bastante profundas. Dessa forma, muitos espectadores são gradativamente conduzidos às lágrimas. Estreou em 14/11/2014. Até 13/12/2015.
    Saiba mais
  • Monólogo dramático

    Salamaleque
    VejaSP
    2 avaliações
    Para o espectador acomodado no subsolo do Instituto Cultural Capobianco, a sensação não é a de que uma peça de teatro virá pela frente. Assim que a atriz Valéria Arbex desce a escadaria para iniciar o monólogo dramático escrito por Alejandra Sampaio e Kiko Marques, fica assumida a identidade de uma anfitriã diante dos seletos convidados. O local se transforma em uma cozinha, com mesa, forno, geladeira e tudo o que será necessário. Valéria veste o avental e começa um bate-papo informal de caráter afetivo e memorialista. Ela é uma mulher recém-chegada aos 30 anos, neta de imigrantes árabes, que repassa histórias de seus avós e bisavós, muitas anteriores à chegada deles no Brasil. Em meio à conversa, a atriz prepara receitas típicas ensinadas pelos antepassados. Coalhada seca, homus (pasta de grão de bico com tahine), babaganuche (pasta de berinjela com tahine) e o delicioso raha, o doce de goma aromatizado com almíscar, são alguns exemplos, todos devidamente servidos ao público no final. Não deixe de beber a refrescante água aromatizada (com essência de romã, hortelã e limão-siciliano). Sob a direção de Denise Weinberg e Kiko Marques, Valéria conduz a montagem com uma despretensão cativante. O surpreendente final explica as intenções de cada detalhe da encenação e torna a experiência da degustação uma celebração que enriquece a dramaturgia. Estreou em 31/5/2013. Até 27/8/2016.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO