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Conheça a moda do bigode

O tal do mustache estampa camiseta, sapato, colar, caneca e até livro

Por Fernanda Bonadia 2 ago 2012, 20h18 | Atualizado em 18 ago 2025, 10h47
Bigode Mustache Raisa Tatuagem Consumo
Bigode Mustache Raisa Tatuagem Consumo (Arquivo Pessoal/)
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Assim como ocorre com outras manias, é difícil rastrear onde começou a moda do bigode. A onda foi levada pela internet e, quando reparamos, já estávamos cercados por esse tal de mustache (termo em inglês). E não estamos falando exatamente daquela barba que cresce acima dos lábios dos rapazes, mas dos diversos objetos que a utilizam como estampa e que tomaram conta das lojas de design.

Há quem diga que o desenho de bigodinhos começou com a repercussão do trabalho da Fundação Movember. Em 2003, o grupo australiano fez uma campanha para conscientizar os homens sobre questões relacionadas à saúde, estimulando-os a deixar crescer o bigode. Desde então, todo mês de novembro a ação é repetida.

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Conforme mais apoiadores se envolveram com a causa, empresas passaram a realizar festas e criar folders e suvenires para divulgar o movimento. A marca americana Toms, por exemplo, desenvolveu uma edição limitada em 2011 para o Movember. Os sapatos eram estampados com um bigode branco na lateral (confira no site da campanha).

“Em alguns países, como no Brasil, não é comum o uso de bigode, logo, um homem com bigode chama atenção. A curiosidade gerada é o caminho para falarmos de assuntos que são tabus, como o exame de próstata”, detalha o especialista em Gestão de Pessoas e apoiador do Movember no Brasil, Marlon Stefenon.

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Agora, sobre como eles acabaram virando mania, Stefenon pondera: “Não posso afirmar que todo o sucesso seja apenas pelo Movember. Mas como o homem é um ser social e tende a reproduzir seus próprios modelos, quanto mais bigodes, mais bigodes!”.

Com uma tatuagem de bigode no braço, Raisa Terra, designer e proprietária da marca Fique Rica, pode ser considerada uma das pioneiras do modismo, ao menos por aqui. Ela explica que desde 2008 cria produtos com a estampa, mas que ninguém aderia à ideia. “Na época, eu pesquisei o trabalho de ilustradores internacionais. Os únicos que encontrei aplicados a produtos foram um colar de acrílico de bigode, que era bem feio e grande, e uma meia amarela estampada. E só!”

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A falta de interesse se transformou há dez meses. “De repente, comecei a receber muitos pedidos por e-mail e a ver mais marcas vendendo produtos com bigode, inclusive na Rua 25 de Março”, afirma. Assim, o que antes era usado por um grupo específico, hoje é visto em pessoas com os mais variados estilos. “É legal ver que a tendência pegou.”

De olho nessa febre, VEJINHA.COM garimpou produtos oferecidos em lojas da capital e na internet. Confira AQUI a galeria.

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