Entrevista

3 perguntas para... Marcelo Jeneci

Na terça (16) e na quarta (17), músico lança seu primeiro disco, 'Feito pra Acabar', no Teatro do Sesc Vila Mariana

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

Marcelo Jeneci - 2191
Marcelo Jeneci: músico lança seu primeiro disco, 'Feito pra Acabar' (Foto: Divulgação)

O compositor, sanfoneiro, pianista e cantor Marcelo Jeneci, de 28 anos, pode não ser lá muito conhecido do grande público, mas as suas canções falam com a plateia por ele. Paulistano de Guaianases, na Zona Leste — e atualmente morador do Alto da Lapa, na Oeste —, ele começou a se interessar por música observando o pai consertar sanfonas em casa (Dominguinhos era um dos clientes). Jeneci tocou ainda jovem na banda de Chico César e emplacou ‘Amado’, parceria com Vanessa da Mata, e ‘Longe’, com Arnaldo Antunes (esta na voz do sertanejo Leonardo), nas trilhas sonoras das novelas ‘A Favorita’ e ‘Paraíso’. Na terça (16) e na quarta (17), o músico lança seu primeiro disco, ‘Feito pra Acabar’, no Teatro do Sesc Vila Mariana.

VEJA SÃO PAULO - Você tem dois temas de novela e, ao mesmo tempo, ainda não é um pop star abordado na rua. Gosta de fazer sucesso sem estar nos holofotes? Acho ótimo. Mas, se acontecer algum dia de ser parado para dar autógrafo, quero desmistificar essa história de que artista é inacessível. Nosso trabalho é normal. Já me reconheceram na rua, mas é algo bem raro.

VEJA SÃO PAULO - Como foi a composição de ‘Amado’?

Eu tocava na banda da Vanessa e, nessa época, ela estava fechando o repertório do disco (‘Sim’, lançado em 2007). Combinamos de fazer uma música. Comecei a compor a melodia na minha casa e terminamos juntos a canção na casa dela. Tenho até hoje na carteira, numa folha de caderno, a primeira versão da letra, que a Vanessa depois melhorou. É um papel dobradinho.

VEJA SÃO PAULO – A cidade influencia o seu trabalho?

Quando eu era adolescente, pegava lotação do metrô Itaquera para a Cohab Juscelino, onde morava. Ouvia muita música romântica no rádio. Era uma fase de formação, e isso acabou sendo marcante no meu trabalho. Hoje costumo me ver compondo no trânsito e sempre escuto algum som que modifica a ideia inicial.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO