Comportamento

Como é ser mãe na internet

Conheça as blogueiras da cidade que compartilham informações, dilemas e emoções em páginas sobre a arte de criar os filhos

Por: Helena Galante

Capa 2269 - Mães blogueiras
Na web: Mariana Zanotto, Marina Xandó e Veridiana Toledo são algumas mulheres que compartilham suas experiências em forma de post (Foto: Fernando Moraes)

Até algum tempo atrás, cada passo dos recém-nascidos, literalmente, tornava-se tema de um capítulo do diário do bebê. As mães anotavam nesse livro coisas como o resultado do teste do pezinho, as consultas ao médico e as primeiras palavras balbuciadas pelos pequenos. Tudo era escrito para ser dividido entre familiares e amigos. Hoje, na era digital, o dia a dia do desenvolvimento das crianças ganhou as páginas da internet e deixou de ser um assunto compartilhado apenas pelas pessoas mais íntimas. Um dos aspectos mais interessantes do fenômeno é a proliferação de blogs sobre o assunto. Em São Paulo, surgiu nos últimos anos mais de uma dezena de sites desse tipo abordando os mais variados aspectos e desafios da arte de criar os filhos. As autoras desses endereços fazem parte do grupo de paulistanas homenageadas neste domingo, 13 de maio, Dia das Mães.

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Baseadas em suas próprias experiências, elas postam desde sugestões de lojas que vendem roupas estilosas para meninos e meninas até indicações de lugares para passear ao ar livre, incluindo relatos de parto e discussões sobre amamentação e o papel da tecnologia na infância. “É uma forma saudável de trocar informações”, afirma o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz. “Ao botarem angústias para fora, elas curtem mais esse momento mágico.”

Surgidos quase sempre de forma despretensiosa, muitos blogs são tão interessantes que conquistaram um público considerável. O Ask Mi, criado pela advogada Marina Xandó para esclarecer dúvidas das grávidas de primeira viagem, por exemplo, tem mais de 500.000 acessos por mês. Ainda que alguns abriguem anúncios pagos, pouquíssimas vivem dessa renda. “Meu objetivo não era ganhar dinheiro, era registrar a memória de um tempo que passa muito rápido”, diz Mariana Zanotto, do Pequeno Guia Prático para Mães sem Prática. Conheça na reportagem a seguir essa e outras histórias de mulheres que criaram na web uma conexão especial com a maternidade.

Fonte: VEJA SÃO PAULO