Aeroporto de Guarulhos

Problemas e curiosos no primeiro dia de funcionamento do terminal 3

Entre as principais reclamações dos usuários estão a falta de sinalização e a logística dos funcionários

Por: Tatiane Rosset

Terminal 3 do Aeroporto de Guaurulhos
O novo terminal, espaço de cinco pavimentos: só voos internacionais desembarcarão ali (Foto: Mario Rodrigues)

O primeiro dia de funcionamento do terminal 3 do Aeroporto Internacional de Internacional de Guarulhos foi marcado por alguns problemas, além da presença de muitos curiosos. O novo anexo é exclusivo para voos internacionais e receberá ao menos 12 milhões de passageiros por ano. 

A maioria das pessoas que passou pelo local neste Dia das Mães queria apenas conhecer o espaço. "Hoje tem muitos curiosos", disse a recepcionista do balcão de informações na área de check-in, Bruna Silva.

Amplo, espaçoso e bem maior do que os terminais 1 e 2, o espaço mostrou que ainda faltam alguns reparos e acertos da parte administrativa para entrar em pleno funcionamento. Era possível perceber uma confusão por parte de parentes e amigos que iriam recepcionar os passageiros em virtude da falta de sinalização. Apesar de uma placa gigantesca indicar o local de desembarque, muitos eram os visitantes que não sabiam exatamente por onde os viajantes chegariam. Um segurança local explicou que uma das saídas era de quem deixava o free shop, enquanto a outra era para quem passava direto pela zona sem impostos da nova área. 

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Foram realizados quatorze voos de três companhias neste domingo: sete partidas e sete chegadas, sendo o último da TAP Portugal, marcado para as 18h30. Lufthansa e Swiss Airlines também encabeçam esta primeira fase. No dia 18 de maio, Air China e Air Canada passam a utilizar o novo terminal, e no dia 25 do mesmo mês, as empresas Emirates Airlines, Turkish Airlines e United Airlines aderem ao novo local. 

Apesar da inauguração tranquila, alguns passageiros reclamaram do novo terminal. Entre os principais problemas estavam a falta de sinalização, a logística da organização e, para os mais idosos, a ausência de bancos. É o caso de Adelso Tavares de Lima e Conceição Aparecida. Casados, eles vieram recepcionar a filha Eliana, que mora há dez anos em Portugal, onde atua como freira em uma casa de repouso. Para eles, a maior dor de cabeça foi a distância do estacionamento "É tudo muito longe neste aeroporto", comenta Adelso.

Eliana também não teve uma viagem muito tranquila, tendo essencialmente o mesmo problema dos pais. Apesar de achar o novo espaço muito bonito, ela comenta que a falta de informação atrapalha os passageiros: "O terminal é muito grande. Precisa de mais pessoas para orientar, principalmente quando se precisa de um elevador. O terminal é muito grande para poucas pessoas."

O casal Elizabete Pereira e Cláudio Oliveira foram passar uma temporada juntos em Lisboa, mas cada um tinha uma opinião sobre o recém inaugurado terminal. Para Elizabete, a experiência foi prazerosa: "Foi tudo muito tranquilo. Muito bonito, por sinal, grande e arejado". Cláudio, no entanto, percebeu que ainda falta sintonia entre os membros da equipe: "É um terminal fraco, a logística entre as pessoas que estão trabalhando aqui ainda está meio perdida". Ele também achou os preços do free shop pouco competitivos, ao contrário do que tinha sido anunciado.

No entanto, a experiência foi 100% positiva para outros passageiros. É o caso de Márcia Prado, que viajou de férias para Portugal e foi recepcionada pela irmã mais nova, Andrea. Para ela, o serviço agradou: "Tudo tranquilo. O free shop é bem organizado, bem abastecido. Em linhas gerais, tá bacana."

Sobre a falta de bancos, a assessoria de imprensa do Aeroporto Internacional de São Paulo soltou o seguinte comunicado: "A administração do aeroporto esclarece que o projeto do terminal 3 foi concebido para que essas áreas tenham amplos espaços livres para facilitar o fluxo de passageiros até o acesso à área restrita. De qualquer forma, a concessionária irá avaliar o funcionamento dessas áreas nos próximos dias e tomar a decisão mais adequada."

Fonte: VEJA SÃO PAULO