Cinema

Filmes em cartaz para esquecer o Dia dos Namorados

Está solteiro e quer ignorar a data romântica? O cinema tem várias opções

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Mad Max - Estrada da Fúria
'Mad Max - Estrada da Fúria': aventura na telona (Foto: Divulgação)

Quem disse que cinema no Dia dos Namorados é reservado apenas para casais apaixonados? Para os que quiserem esquecer a data e se divertir nas salas da cidade, VEJA SÃO PAULO selecionou filmes que não vai deixar ninguém lembrar do clima romântico da data. Confira:

+ Mais de oitenta opções de presentes para o Dia dos Namorados

  • Assim como Mad Max — Estrada da Fúria, Jurassic World — O Mundo dos Dinossauros é uma espécie de recriação da cinessérie. Embora tenha elementos em cena do primeiro filme (uma camiseta e um crachá, por exemplo), não se trata de uma continuação do longa-metragem dirigido por Steven Spielberg em 1993. Com produção executiva e o aval do grande mestre, o novo trabalho dá o que o espectador espera: entretenimento com sabor de matinê, recheado de efeitos visuais de ponta em uma história de aventura, tensão e terror — tudo muito bem calculado e dosado para deixar a molecada grudada na poltrona. Jurassic World é um parque temático localizado numa ilha da América Central. Para lá, partem o adolescente Zach (Nick Robinson) e seu irmão caçula (Ty Simpkins). Eles devem ficar aos cuidados da tia Claire (Bryce Dallas How ard), poderosa coordenadora do megaempreendimento de um indiano (Irrfan Khan). A principal atração do local, um híbrido maior e muito mais feroz do que o T-Rex, ainda está em cativeiro. Segue-se, então, a trama de praxe: o bichão consegue escapar, os garotos se perdem e Claire pede ajuda a um valente tratador de animais (papel de Chris Pratt) para encontrá-los. Como se nota, o roteiro se vale de uma cartilha pouco original com personagens esquemáticos. Contudo, Jurassic World apresenta à nova geração um universo de fantasia com fascinantes dinossauros digitais. Conclusão: programa-pipoca sem medo de divertir. Estreou em 11/6/2015.
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  • Era a virada dos anos 70 para os 80 quando o diretor australiano George Miller criou um policial com sede de vingança para o filme Mad Max. Interpretado pelo então novato Mel Gibson, Max virou um símbolo da cultura pop e retornou em outros dois longas-metragens, Mad Max — A Caçada Continua (1981) e Mad Max — Além da Cúpula do Trovão (1985). Três décadas depois, o realizador estreia um quarto episódio da cinessérie. Mad Max — Estrada da Fúria não é uma sequência nem uma refilmagem. Miller aproveitou a ambiência pós-apocalíptica e o clima árido das fitas anteriores e substituiu Gibson, de 59 anos, pelo musculoso Tom Hardy, de 37, o vilão Bane de Batman — O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No início da história, Max dá uma ideia da transformação do (fim) do mundo e de como grupos rivais disputam a água e o petróleo no deserto. Logo em seguida, o protagonista passa a ser caçado por uma gangue de carecas e é conduzido aos domínios do mascarado Immortan Joe, o todo- poderoso que controla um povo carente. Braço-direito do líder, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) o trai ao fugir com uma turma de belas parideiras. Para agradar a Joe, o jovem Nux (Nicholas Hoult) encara uma perseguição a Furiosa e leva junto o prisioneiro Max. Além da frenética abertura, Estrada da Fúria traz uma renovação à franquia com cenas alucinantes de ação — Velozes & Furiosos 7, por exemplo, já vai parecer “datado”. Miller não economiza em nada e não poupa ninguém. São duas horas agitadíssimas em um roteiro basicamente trivial, mas cuja violência extrema e insana combina perfeitamente com o caos explicitado na trama futurista. Estreou em 14/5/2015.
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  • No mesmo ano do lançamento de E.T. — O Extraterrestre, o diretor Steven Spielberg, apenas como roteirista e produtor, estreou Poltergeist — O Fenômeno. Ambos os filmes, de 1982, marcaram época. Poltergeist deu uma revitalizada nas histórias sobrenaturais e, até hoje, possui um cena emblemática — a da garotinha tocando uma tela de TV e conversando com “amiguinhos imaginários” do outro lado do tubo. Por mais que a refilmagem apresente a mesma sequência e siga o roteiro original, tudo conspira contra o remake. A trama gira em torno da família Bowen. Como o patriarca, Eric (Sam Rockwell), perdeu o emprego, eles são obrigados a mudar para uma casa modesta. Lá, fatos estranhos têm início, e a situação piora numa noite em que Eric e a esposa (Rosemarie DeWitt) saem para jantar. A filha adolescente (Saxon Sharbino) fca presa numa gosma negra e seu pequeno irmão (Kyle Catlett) entra em desespero ao ser capturado pelos galhos de uma árvore. Após o sumiço da caçula (Kennedi Clements), o casal pede ajuda a um trio de caça-fantasmas para detectar o problema. Além da frágil tensão e do insípido clima de suspense, o novo Poltergeist carece de carga dramática. Uma resolução sem clímax só tende a tornar o programa bastante dispensável. Estreou em 21/5/2015.
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  • Em seu primeiro longa-metragem, o diretor argentino Damián Szifrón faz um trabalho repleto de frescor e criatividade. São seis histórias, também assinadas por ele, tão boas e surpreendentes que, em muitos momentos, terminam com um gosto de quero mais. O prólogo já arrebata. Num avião, os passageiros percebem ter algo em comum: todos conhecem um sujeito chamado Pasternak. A coincidência vai acabar de forma assustadoramente divertida. A partir daí, os demais relatos trazem a vingança como tema — e o humor negro reina. Fica fácil notar as influências do realizador, que vão de Tarantino aos irmãos Agustín e Pedro Almodóvar (produtores da fita), passando pelo “terrir” de Sam Raimi (Arrasta-me para o Inferno). Outra boa notícia é o resultado da comédia: embora seja uma trama em episódios, há uma afinada unidade entre eles. Estreou em 23/10/2014.
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  • O judeu polonês Jacobo Kaplan (Hector Noguera) tem 76 anos e, ainda criança, foi enviado pelos pais ao Uruguai para fugir da perseguição nazista durante a II Guerra. Proibido de dirigir por causa da visão prejudicada pela velhice, mas com um espírito inquieto, Kaplan se envolve numa investigação: ele quer saber se um misterioso idoso alemão, dono de um restaurante na praia, participou das atrocidades cometidas por Hitler. Wilson Contreras (Néstor Guzzini), um ex-policial desempregado, vai ajudá-lo na empreitada servindo inicialmente como motorista particular. Com bom equilíbrio entre humor e drama, o longa-metragem foi o representante uruguaio na corrida pelo Oscar 2015, mas não chegou sequer a ser indicado. O diretor e roteirista Álvaro Brechner, inspirado no romance El Salmo de Kaplan, de Marco Schwartz, dá leveza a um tema sisudo e escapa da armadilha do lugar-comum com um desfecho surpreendente. Funciona bem também a sintonia entre os dois protagonistas. Estreou em 26/2/2015.
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  • Roland Emmerich é hoje o maior especialista em filme-catástrofe, um gênero que teve seu auge na década de 70 com os já “clássicos” Terremoto, Aeroporto 75 e Inferno na Torre. Da mente de Emmerich, saíram de Independence Day a Godzilla, de O Dia Depois de Amanhã a 2012. Um diretor tão afiado no assunto faz falta em Terremoto — A Falha de San Andreas, comandado por Brad Peyton, responsável pelas fitas infantis Como Cães e Gatos 2 e Viagem 2: a Ilha Misteriosa. O roteiro segue o protocolo para apresentar personagens esquemáticos. Chefe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Ray (Dwayne Johnson) está se divorciando da mulher (Carla Gugino), que vai se casar com um arquiteto milionário (Ioan Gruffudd). O casal perdeu uma filha e, por isso, zela por cada segundo da vida da outra, a adolescente Blake (Alexandra Daddario). Um terremoto vai reaproximar Ray de sua ex quando, após os tremores, a garota fica sob os escombros de um prédio em São Francisco. Além dessa família, há, entre os tipos importantes, dois irmãos ingleses, um sismólogo e uma repórter. São poucas pessoas para muitos desastres movidos a efeitos visuais, alguns deles arrebatadores. O cinema digital domina o espetáculo e raras cenas são feitas na raça. Se o tsunami engolindo a Golden Gate impressiona, pouco se vê a população em desespero. Trata-se, enfim, de um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar. Estreou em 28/5/2015.
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  • Diretor das animações Ratatouille e Os Incríveis, Brad Bird entrou para o time dos bons realizadores de filmes de ação com o espetacular Missão: Impossível — Protocolo Fantasma. O cineasta volta ao comando de atores, agora em uma ficção científica de fantasia, típico produto dos estúdios Disney. Tomorrowland — Um Lugar Onde Nada É Impossível, porém, fica no meio do caminho. Agrada aos adultos pelo sabor de nostalgia e frustra pela infantilidade do enredo. As crianças, certamente, vão ficar fascinadas com os efeitos visuais, mas podem sentir o peso das mais de duas (cansativas) horas de duração. Dois terços do longa-metragem são dedicados a narrar a trajetória dos protagonistas, e ambas as histórias cativam pela energia e originalidade. Quando criança, na década de 60, Frank Walker (Thomas Robinson) participou de uma feira de invenções e, prodígio, foi chamado por uma estranha menina para conhecer a secreta Tomorrowland, a terra do futuro. A outra ponta da trama, ambientada nos dias de hoje, flagra a espevitada Casey Newton (Britt Robertson) tentando burlar o sistema de segurança da Nasa. Após sair da prisão, ela encontra um pin mágico que lhe dá permissão para entrar em outra dimensão. Quem vai explicar à garota o sentido da magia é o agora maduro Frank (George Clooney). Embora extensos, os casos dos personagens são intrigantes e escorados no humor. A decepção fica por conta da chegada de Frank e Casey a Tomorrowland— o que seria a cereja do bolo se torna uma patacoada missionária para salvar a Terra. Estreou em 4/6/2015.
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  • Adam Sandler tenta fazer uma mudança radical em seus personagens, como no recente Homens, Mulheres & Filhos, mas as histórias de seus filmes quase sempre se repetem. Humor e magia se misturam em Trocando os Pés, uma trama de boa arrancada, que perde o fôlego ao ser atropelada por situações sentimentais. Na pele de Max, Sandler faz de novo o tipo solitário, zeloso com a mãe judia e à procura da cara- metade aos 40 e lá vai fumaça. Herdeiro de uma velha sapataria em Nova York, o cara descobre um poder até então desconhecido. Ao calçar o par de sapatos de um cliente, ele se transforma no próprio. Isso traz diversão à primeira vista. Porém, ao usar os de um bandido (Cliff Smith), Max decide se meter numa investigação. Embora escorregadio na graça, o filme tem alguns risos garantidos e a bem-vinda participação de Dustin Hoffman. Estreou em 28/5/2015.
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  • Aos marmanjos fissurados em fitas de ação, uma dica: lencinhos de papel (sim, acredite) são recomendados nas sessões de Velozes e Furiosos 7. Na parte final do longa-metragem, um tributo a Paul Walker deve sensibilizar até os fãs mais turrões. A “licença poética”, embalada em trilha chorosa, dura pouco. Antes disso, e felizmente, o ator é homenageado de uma maneira menos óbvia: este é o tipo de blockbuster vibrante, divertido e exagerado que apetecia ao astro californiano. Apesar das muitas turbulências no percurso (Walker morreu em novembro de 2013, aos 40 anos, quando as filmagens ainda estavam longe do fim), o esforço de recorrer a dublês e a efeitos digitais para concluir a “saga” compensou. A fórmula, aliás, não muda (nem precisaria mudar). Com uma pegada “quanto menos plausível, melhor”, semelhante à do capítulo anterior, ela combina cenas de perseguição inacreditáveis, paisagens de revistas turísticas (das praias da República Dominicana aos prédios espelhados de Abu Dhabi) e personagens sempre prontos para disparar frases de efeito engraçadinhas. Até o alvo da turma liderada por Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Walker) deixa sabor de reprise: o vingativo Deckard Shaw (papel de Jason Statham) é irmão de um vilão do sexto episódio. A trama? Serve apenas para costurar um e outro espetáculo de explosões e acrobacias, como de hábito. Firme no comando de uma máquina de saborosos absurdos, o diretor James Wan (das fitas de terror Jogos Mortais e Invocação do Mal) acerta ao pisar fundo no acelerador e, sem culpa, não se levar nem um pouco a sério. Estreou em 2/4/2015.
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  • Ao fim da sessão para a imprensa de Vingadores — Era de Ultron, boa parte da plateia bateu palmas, algo raro em exibições aos críticos. Isso significa que o segundo longa-metragem com seis heróis da Marvel agradou. Com um universo todo voltado para quem curte as HQs, a fita traz citações e até mesmo piadinhas endereçadas apenas aos milhões de fãs. Quem não faz parte dessa turma vai encontrar uma história de ação costurada por grandiosos efeitos visuais e dramas íntimos, que acabam por fazer a diferença. Nos primeiros minutos, uma longa sequência apresenta os protagonistas numa missão na Europa. Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Hulk (Mark Ruffalo) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) mostram seus poderes para invadir uma unidade da H.I.D.R.A. e recuperar o cetro de Loki. Na sequência, durante uma descontraída festa, eles encaram o desafio de levantar o martelo de Thor — e eis aí um dos raros momentos divertidos do filme. O vilão da vez, Ultron, é resultado de um projeto de inteligência artificial de Tony Stark, que tomou a forma de um robô. Quando ele entra em cena, o restante da trama fica dividido em lutas, batalhas e destruições intercaladas com os problemas pessoais dos personagens. Entre eles, Gavião Arqueiro vive um dilema em família, enquanto a atração de Natasha Romanoff/Viúva Negra pelo Dr. Banner/Hulk fica mais evidente. São mais de duas horas para entreter o espectador e um desfecho sem clímax que não mantém o pique de antes. Estreou em 23/4/2015.
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  • Nuri Bilge Ceylan, de 56 anos, é o mais importante cineasta turco da atualidade e um cronista afiado de seu país — vide seus trabalhos em Climas (2006) e 3 Macacos (2008). Winter Sleep, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado, tem mais de três horas de duração, recompensáveis ao fi m da sessão. Ambientada na Capadócia, a trama está centrada em Aydin (Haluk Bilginer). Esse ator aposentado e prestes a escrever um livro possui um gracioso hotel, além de ter herdado outras propriedades na região. Aydin leva um cotidiano a passos lentos, ao contrário da esposa (Melisa Sözen), ligada em causas sociais, e da irmã (Demet Akbag), que sente falta da agitação de Istambul. Um fato, porém, vai mexer com a rotina do protagonista. Ex-presidiário, Ismail (Nejat Isler) aluga uma casa dele e está com as prestações atrasadas. Por ver o pai em situação humilhante, seu pequeno filho atira uma pedra no carro de Aydin, detonando conflitos familiares e sociais. O roteiro, inspirado em contos de Tchecov, não rotula os personagens de bons ou maus nem de vilões ou mocinhos. Cada um, à sua maneira, se acha dono da razão diante das contradições da vida. Estreou em 7/5/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO