Kollwitztrasse, 52

Espetáculo mistura teatro, cinema e instalação no MIS

Peça que estreia neste sábado (29) é a primeira experiência do cineasta Esmir Filho nos palcos

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

kollwitzstrasse
Espetáculo "Kollwitztrasse, 52" mistura mistura teatro, cinema e instalação no MIS. (Foto: Divulgação)

Diretor de curtas como Tapa na Pantera (que fez muito sucesso no YouTube) e do longa Os Famosos e os Duendes da Morte, o diretor Esmir Filho estreia nos palcos com Kollwitztrasse, 52. Nada mais apropriado a um cineasta que se volta ao tablado, pois o espetáculo – que estreia neste sábado (29) no Museu da Imagem e do Som (MIS) – é uma mistura de teatro e cinema. Aliás, esse híbrido também pode ser visto em outras montagens em cartaz na cidade.

Com roteiro do próprio Esmir e do ator Ismael Caneppele, a atração visa remontar a experiência de ambos e da pesquisadora Marta Machado durante um inverno em Berlim, na virada do ano de 2009 para 2010, quando os três, vivendo em comunidade, tinham câmeras ligadas e iam registrando "novas narrativas de si mesmos".

Mistura de realidade e ficção, Kollwitztrasse, 52 (nome do endereço alemão onde viveram) procura repetir em cena o que foi vivido pelo trio de brasileiros na cidade alemã, com Caneppele interpretando a si mesmo, Ernesto Filho (que faz o papel de Esmir) e Juliana Feldens (como Marta Machado). A peça de teatro-filme-instalação também conta com a atriz mexicana Ines Efrón (dos filmes argentinos XXY e Medianeras), Juliane Elting (Os Sertões) e o artista plástico alemão Daniel Beerstecher.

Ao transformar o coração do MIS no apartamento em que os artistas habitaram, a peça também tem câmeras ao vivo no palco – com edição de vídeos em tempo real feita por Esmir – e multitelas que dialogam com os atores em cena. Falado em quatro línguas, o espetáculo utiliza o recurso de legendas em português.

Além do espetáculo em si, haverá projeções durante o período de visitação da instalação (de 29/09 a 18/11) de cerca de 15 vídeos que contêm um recorte das 123 horas de material gravado. O cenário/instalação leva a assinatura do artista Marcelo Escanuela.

 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO