Memória

João Ubaldo Ribeiro morre aos 73 anos

Embolia pulmonar teria sido a causa do falecimento do escritor baiano, autor de Viva o Povo Brasileiro

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

O escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro morreu ao 73 anos na madrugada desta sexta-feira (18) em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele teria sofrido as consequências de uma embolia pulmonar, segundo o telejornal Bom Dia Rio, da TV Globo.

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João Ubaldo Ribeiro nasceu em Itaparica, na Bahia, mas viveu alguns anos em Sergipe, Lisboa e Rio antes de sua família se fixar na ilha baiana. Formado em Direito e pós-graduado em Administração Pública, nunca chegou a advogar. Foi professor universitário e trabalhou em diversos jornais. Atuou como repórter, redator, chefe de reportagem e colunista do Jornal da Bahia; colunista, editorialista e editor-chefe da Tribuna da Bahia. Atualmente, assinava colunas para os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.

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Enquanto trabalhava na imprensa, começou a carreira como escritor e romancista. Seu primeiro livro, Setembro Não Tem Sentido, foi publicado quando tinha apenas 21 anos. O segundo trabalho o consagrou: o romance Sargento Getúlio garantiu a ele o primeiro prêmio Jabuti, em 1972. De acordo com texto publicado pela ABL, o livro "o filiou a uma vertente literária que sintetiza o melhor de Graciliano Ramos e o melhor de Guimarães Rosa".

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Em 2008, foi vencedor do Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa. Entre suas obras estão Viva o Povo Brasileiro e A Casa dos Budas Ditosos. O autor era o sétimo ocupante da cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito no dia 7 de outubro de 1993, na sucessão de Carlos Castello Branco.

João Ubaldo era casado com Berenice de Carvalho Batella Ribeiro e tinha quatro filhos: Bento, Francisca, Emília e Manuela. Seu corpo deve ser velado na sede da ABL no centro do Rio a partir das 11h. Tradicionalmente, integrantes da Academia são enterrados no mausoléu da entidade, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO