Ídolos

Neto: o eterno xodó da Fiel

Dono de um chute potente e de efeito, foi um dos maiores cobradores de faltas que o Brasil já teve

Por: Celso Unzelte - Atualizado em

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(Foto: Nelson Coelho)

Certa vez, a frase “Neto, o eterno xodó da Fiel” pôde ser lida via satélite, por todo o planeta, em uma faixa estendida por torcedores nas arquibancadas do Estádio La Beaujoire, em Nantes, na França, antes do jogo Espanha e Nigéria pela Copa do Mundo de 1998. Três dias depois, naquele mesmo local, o Brasil enfrentaria o Marrocos, e muitos brasileiros já estavam por lá. Quatro anos depois, a mesma frase inspiraria o título da própria biografia do ex-jogador, Eterno Xodó, escrita pelos jornalistas Renato Nalesso e Fabrício Bosio.

A idolatria dos corintianos por Neto é assim, ultrapassa o tempo e a distância. Afinal, dos 23 gols marcados pelo Corinthians campeão brasileiro pela primeira vez, em 1990, nove foram de Neto, cinco deles dentro de sua especialidade, as precisas cobranças de falta. E isso a Fiel jamais vai esquecer. Ótimo lançador, dono de um chute potente e de efeito com a perna esquerda, foi um dos maiores cobradores de faltas que o Brasil já teve. Chegou do rival Palmeiras, envolvido em uma troca desigual com o apenas regular meia Ribamar. Fez muito pelo Timão até 1993 e retornou uma vez mais ao Corinthians, entre 1996 e 1997, quando foi campeão paulista como reserva.

Nome: José Ferreira Neto

Nascimento: Santo Antônio de Posse (SP), 9/9/1966

Posição: meia-esquerda

Período: 1989 a 1993 e 1996/97

Jogos: 227 (104 vitórias, 74 empates, 49 derrotas)

Gols: 80

Títulos pelo Corinthians: Brasileiro (1990) e Paulista (1997)

Fonte: VEJA SÃO PAULO