Cinema

Três filmes com interpretações masculinas marcantes

Thiago Mendonça, Robert Downey Jr. e Mohamed Saïd Fellag são destaque nas telas

Por: Tiago Faria - Atualizado em

Somos Tão Jovens - Thiago Mendonça
'Somos Tão Jovens': Thiago Mendonça é um dos pontos altos da cinebiografia de Renato Russo (Foto: Divulgação)

Thiago Mendonça, Robert Downey Jr. e Mohamed Saïd Fellag  são destaque nas telas. Confira abaixo:

 

  • Assim como o Cazuza de Daniel de Oliveira e o Gonzaguinha de Julio Andrade, o Renato Russo de Thiago Mendonça é um assombro. Com excelente trabalho vocal, que o fez cantar à semelhança do líder da Legião Urbana, a interpretação do ator mostra-se o maior mérito de Somos Tão Jovens. A cinebiografia leva, portanto, três estrelas pela atuação dele e pelos empolgantes números musicais. Quem é fã provavelmente vai relevar a direção comportada e a estrutura didática do roteiro para contar como Renato Manfredini Júnior (1960-1996), carioca radicado em Brasília a partir de 1973, virou Renato Russo. Da doença na adolescência ao “descobrimento” do punk rock, estão lá o surgimento e o fim da banda Aborto Elétrico, o amor platônico por Flávio Lemos (do Capital Inicial) e a amizade incondicional por Aninha (Laila Zaid), uma personagem ficcional. E, claro, não faltam hits como Ainda É Cedo e Eduardo e Mônica. Estreou em 03/05/2013.
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  • Ninguém duvida do sucesso da franquia Homem de Ferro. E muito desse êxito é devido ao carisma e talento de seu protagonista, Robert Downey Jr., de 48 anos. Os fãs podem nem notar, mas o astro faz de Homem de Ferro 3 um espetáculo para lustrar seu ego. Há uma ótima (e praticamente única) cena em que o herói surge para salvar da morte os passageiros do avião presidencial. De resto, o milionário Tony Stark (ou Downey Jr.) se livra da armadura para localizar um terrorista que atende pelo nome de Mandarim (Ben Kingsley). Numa sequência espetacular, o criminoso destruiu a cinematográfi ca residência de Stark e pôs em risco a vida de sua amada (Gwyneth Paltrow). Enquanto isso, um cientista (Guy Pearce) ressurge do passado com intenções duvidosas. Os efeitos visuais são bons, a direção melhorou com a saída de Jon Favreau e o humor ganhou espaço. Ainda assim, falta ação à altura de uma aventura extraída dos quadrinhos. Estreou em 26/04/2013.
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  • De tempos em tempos, o cinema dá uma repaginada na história do professor que, aos trancos, tenta ganhar a confiança de uma turma complicada. A premissa,  eternizada em Ao Mestre, com Carinho, de 1967, volta à baila neste drama sobre  um migrante argelino (o ótimo Mohamed  Said Fellag) escolhido por uma escola de Montreal para conduzir uma classe de pré-adolescentes abatidos pela perda  trágica de uma professora. Segredos do novo funcionário  — e também dos jovens, não tão inocentes quanto parecem  — serão revelados por um roteiro  bem amarrado e plausível, clichês à parte. O enredo surpreende no retrato do luto  infantil e ao enfocar, sem pieguice, o cotidiano incerto dos refugiados políticos. Em 2012, o longa do Canadá perdeu o Oscar de melhor filme estrangeiro para o iraniano A Separação,  favorito absoluto ao prêmio. Em uma disputa menos apertada, a fita teria boas chances de conquistar a estatueta. Estreou em 10/05/2013. Do palco para a tela: o roteiro do filme baseia-se na peça Bashir Lazhar, de Évelyne de la Chenelière.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO