Cinema

Duas sequências são as principais estreias da semana

Invocação do Mal 2 e Truque de Mestre - O Segundo Ato entraram em grande circuito 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Para quem gostou de Invocação do Mal e Truque de Mestre, ambos lançados três anos atrás, vai encontrar motivos para ver (e aprovar) da sequência dos longas-metragens. Mas tanto Invocação do Mal 2 quanto Truque de Mestre - O Segundo Ato oferecem mais do mesmo ao espectador.

Relembre a história de Muhammad Ali em filme na Netflix

Melhor opção para quem curte filmes mais intimistas, deve arriscar A Despedida, que conta com atuação estupenda de Nelson Xavier, premiado no Festival de Gramado.

Fox vira alvo de críticas com cartaz de ‘X-Men — Apocalipse’

E por falar em cinema nacional, eis que, seis anos depois de filmado, estreia (em circuito mínimo) Os Sonhos de um Sonhador - A História de Frank Aguiar - e o resultado é uma bomba!

 

  • Jenny (Katherine Heigl) chegou a uma idade em que já está sendo cobrada para encontrar um marido. Sua irmã e seu irmão casaram e os pais (Tom Wilkinson e Linda Emond) não entendem as razões de a querida filha ser solteira. O motivo é um só: Jenny mantém, há cinco anos, um relacionamento secreto com Kitty (Alexis Bledel). Não aguentando a pressão e cansada de levar uma vida de mentiras, Jenny decide sair do armário. Na teoria, Casamento de Verdade tem ótimas intenções, sobretudo numa época em que os relacionamentos homossexuais ainda são vítima de preconceito. O roteiro chega a explorar bem a intolerância da família conservadora e, em seu desenrolar, a aceitação do matrimônio. Faz falta, contudo, aprofundar os conflitos. As situações se resolvem superficialmente e, embora personagem secundária, a cara-metade da protagonista mais parece um enfeite na trama. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais
  • O começo do dia para Almirante (Nelson Xavier) é extenuante. A passos muito lentos, esse idoso se apronta para sair, embora uma doença comprometa os movimentos de seu corpo. A felicidade, porém, está estampada em seu rosto quando ele vai às ruas de andador. Seja provando maconha, pagando a pendura no bar ou reencontrando um velho amigo, Almirante quer acertar as contas com o passado. Mas o presente ainda reserva a ele uma noite de amor com a jovem amante, interpretada por Juliana Paes. Diretor dos fraquinhos Lado B (2007) e Colegas (2011), Marcelo Galvão se dá melhor no drama A Despedida, com personagem inspirado no próprio avô. Além da atuação fabulosa do protagonista (não à toa premiado no Festival de Gramado), o roteiro, mesmo abordando a velhice com incômoda realidade, faz transpirar o prazer pela vida que resta. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais
  • Surgem nos créditos finais de Invocação do Mal 2 velhas fotos da família inglesa que, com o perdão do trocadilho, comeu o pão amassado pelo diabo num caso de possessão em 1977. As imagens, certamente, apavoram muito mais do que a ficção extraída da realidade. Na sequência de Invocação do Mal, sucesso de três anos atrás, um espírito ronda, no norte de Londres, a humilde residência de Peggy Hodgson (Frances O’Connor). Ela foi abandonada pelo marido e, a duras penas, cria quatro filhos. Na menina Janet (Madison Wolfe), o encosto encontra um corpo para querer expulsar os moradores de “sua” casa. Depois de uma hora de sustos previsíveis e raras sequências de gelar a espinha, o casal americano de paranormais chega para averiguar o caso. Os médiuns Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) dão, então, início à investigação. Arrastada em sua primeira metade, a história de terror é solucionada nos cinco minutos finais. Perde-se tempo em momentos dispensáveis para, na prorrogação do segundo tempo (são mais de duas horas de duração!), apresentar um desfecho chocho. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais
  • Única mulher a bordo do navio de cargas Fidelio, a marinheira Alice (Ariane Labed) terá de enfrentar algumas barreiras, como o assédio de um chefe abusado e as conversas machistas durante os jantares regados a muito álcool. Ao longo da viagem da França à África, ela terá, porém, de tomar uma decisão delicada: resistir ou entregar-se ao comandante Gaël (Melvil Poupaud), uma antiga paixão. Detalhe: Alice tem um namorado em terra por quem é apaixonada. No calor da hora em que se discute a condição atual da mulher no país, vem muito bem a calhar um filme como A Odisseia de Alice. O comportamento da protagonista foge ao padrão, digamos, convencional e, acima de tudo, estão seus desejos. Mas uma personagem talhada para agradar/desagradar a ambos os sexos não ganha um roteiro à altura de sua importância. Prevalece, então, a polêmica vazia. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais
  • No drama do diretor lituano, três personagens passam por uma fase delicada. Um homem (papel do cineasta) perdeu a mulher e não sabe como lidar com a filha de 16 anos. Quem também passa o fim de semana com eles é a namorada do pai, uma violinista que vive um impasse entre a profissão e o amor. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais
  • “Clássico” do cinema bagaceiro nacional, Cinderela Baiana (1998), que registrava a história da dançarina Carla Perez, encontrou um filme à altura. Com seis anos de atraso, chega ao cinema o drama do forrozeiro do Piauí. Tão pobre quanto a origem humilde do biografado é a produção. O fiapo de roteiro cobre desde a infância de Francineto até a primeira apresentação num famoso programa de TV, já com o nome artístico de Frank Aguiar (interpretado por Gustavo Leão). Ao lado de bons atores, como Nelson Xavier e Chico Anysio (o pai e o empresário, respectivamente), coadjuvantes anônimos tornam as cenas ainda mais constrangedoras. Em muitos momentos, a história, sem conteúdo dramatúrgico, ganha imagens de paisagens ao som das canções de Frank Aguiar. Em resultado pífio e canhestro, o filme não deve agradar nem mesmo aos fãs do cantor. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais
  • Truque de Mestre - O 2º Ato é um filme que faz sentido e tem mais graça para quem viu o original, lançado em 2013. A história aqui se passa um ano após a trama do anterior. Livres e ainda na ativa, Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt (Woody Harrelson) e Jack (Dave Franco) continuam fazendo shows de ilusionismo, ganhando dinheiro ilícito e fugindo da perseguição do FBI. Com a saída da atriz Isla Fisher, a competente Lizzy Caplan a substitui bem no grupo Os Quatro Cavaleiros. O mote deste “segundo ato” está no roubo de um chip de computador a mando do empresário Walter Mabry (Daniel Radcliffe). Seguem-se, então, os truques mágicos improváveis para deixar a plateia boquiaberta. Há, claro, a pegadinha final para surpresa de todos. Em time que ganhou, não se mexeu e, portanto, a sequência oferece mais do mesmo para não desapontar os fãs do primeiro longa-metragem. Prepare-se: a franquia vai continuar em um terceiro episódio, já anunciado. Estreou em 9/6/2016.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO