Cinema

'Mogli - O Menino Lobo' domina a maioria das salas

Filme da Disney tem estupendos efeitos visuais  

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Não vá pensando que Mogli - O Menino Lobo é tão fofo quanto o desenho da Disney e, muito menos, que é apenas um programa para crianças. Com efeitos visuais estupendos, que reproduzem os animais à perfeição, a aventura tem uma pegada mais adulta e resulta numa atração para todas as idades. 

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Também se destaca entre as estreias o drama Truman, um coprodução entre Argentina e Espanha, estrelada por Ricardo Darín e Javier Cámara e... Truman, o cão do personagem de Darín. É uma história triste, porém tratada com leveza e sensibilidade.

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Cinéfilos não podem perder Ave, César!, comédia satírica dos irmãos Joel e Ethan Coen sobre os bastidores de Hollywood dos anos 50. O elenco é sensacional e traz, entre outros, George Clooney, Channing Tatum, Scarlett Johansson, Tilda Swinton e Josh Brolin. 

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  • Comédia romântica

    A Três Vamos Lá
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    Sem avaliação
    Charlotte (Sophie Verbeeck) e Micha (Félix Moati) vivem juntos há quatro anos e acabaram de mudar para uma casa em Lille, na França. Sem que Micha suspeite, sua mulher tem um tórrido caso de amor com a advogada Mélodie (Anaïs Demoustier). Esta, por sua vez, está dividida: gosta de Charlotte, mas também se sente atraída pelo marido dela — e ele corresponde. Na comédia dramática francesa, há acertos quando o humor marca presença. No quesito romântico, contudo, os personagens agem como imaturos e a paixão não convence. O desfecho, para piorar, pode causar frustração ainda maior. Estreou em 14/4/2016.
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  • Os irmãos Joel e Ethan Coen têm tanto prestígio que, em Ave, César!, conseguiram levar às telas um filme para cair no gosto apenas dos cinéfilos. A comédia pode abranger um público maior, mas vai agradar, sobretudo, aos fãs do cinema da década de 50, já que são muitas as referências à Hollywood daquela época. Na trama, vários personagens orbitam em torno de Eddie Mannix (Josh Brolin), o poderoso presidente do fictício estúdio Capitol Pictures. Enérgico e sem papas na língua, Mannix tem várias produções em andamento. A principal delas, o épico bíblico Ave, César, é estrelada pelo galã Baird Whitlock (George Clooney), sequestrado durante as filmagens. O chefão ainda precisa encontrar um jeito de esconder da mídia o caso da mãe solteira DeeAnna Moran (Scarlett Johansson), rainha dos filmes de balé aquático, e convencer um refinado diretor (Ralph Fiennes) a aceitar em seu elenco o caubói Hobie Doyle (Alden Ehrenreich), um sucesso em fitas de faroeste. Embora as histórias sejam pouco aprofundadas, o roteiro cobre muito bem a variedade de correntes cinematográficas. Entre os pontos mais altos do longa-metragem, por exemplo, está o musical de marinheiros, protagonizado por Channing Tatum. O gênero noir também marca presença, assim como o suspense de espionagem. Esther Williams, Carmen Miranda, Charlton Heston, Gene Kelly são alguns nomes que passaram pelas mentes brilhantes dos Coen. Colunistas de fofocas, as gêmeas Thora e Thessaly (Tilda Swinton) são, obviamente, uma homenagem às célebres rivais Hedda Hopper e Louella Parsons. Estreou em 14/4/2016.
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  • Os roteiristas mexeram no clássico homônimo da literatura infanto-juvenil, escrito por Lúcia Machado de Almeida e lançado no início da década de 70. Trocaram, por exemplo, a idade do protagonista: no livro era um jovem; agora, um garoto. Ocorre que, com a mudança, o resultado ficou sem um público-alvo definido. Crianças podem achar violento e arrastado enquanto os adolecentes encontram séries policiais na TV muito mais instigantes. Os saudosistas da coleção Vaga-Lume também vão se decepcionar - é ingênuo demais (!). Em produção bem-acabada, a trama mostra uma investigação após a morte do irmão de Alberto (o empenhado Thiago Rosseti). O menino acredita que um assassino esteja à solta na fictícia cidade de Vale das Flores depois de descobrir a ligação do crime com um escaravelho. Estreou em 14/4/2016.
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  • Em missão investigativa e após negociar com um hacker, o agente do FBI Bill Pope (Ryan Reynolds) é assassinado. Como ele tinha informações importantes, um médico (Tommy Lee Jones) vai transferir a memória dele para Jericho (Kevin Costner), um presidiário sem emoções e extremamente violento. O cérebro de Jericho, porém, rejeita o “transplante” e ele consegue fugir. A partir daí, vira alvo de uma perseguição implacável de bandidos dos dois lados da lei. À vontade no papel, Costner demonstra vitalidade aos 61 anos e segura as pontas de uma trama fantasiosa, porém tratada com seriedade realista. Doses de humor e ambientação no futuro deixariam o roteiro de Mente Criminosa bem mais convincente. Estreou em 14/4/2016.
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  • O desenho da Disney, de 1967, era fofo e ainda permanece no imaginário de várias gerações. Assim como Malévola e Cinderela, Mogli — O Menino Lobo ganhou uma versão com atores (neste caso, apenas um ator) em que os efeitos visuais dão um show de perfeição técnica (alô, alô, eis um forte candidato ao Oscar de 2017!). A atração recebeu também um reforço de dramaticidade e violência para agradar a espectadores de todas as idades — e o encanto permaneceu. É impossível não ficar fascinado com a tecnologia da captura de movimento que dá vida à pantera Bagheera, ao urso Baloo, à serpente Kaa e a outros animais em meio a uma esplêndida natureza muito bem explorada em 3D. Defendido com simpatia pelo menino estreante Neel Sethi, Mogli foi salvo da morte por Bagheera e criado numa alcateia. Ao ver que sua presença divide os lobos, o garoto decide deixar a selva para procurar a “aldeia dos homens”. A jornada será repleta de surpresas e perigos, sobretudo porque seu maior inimigo, o tigre Shere Khan, está em sua cola. Estreou em 14/4/2016.
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  • Brasileira radicada em Londres, a coreógrafa Fernanda Lippi é uma das diretoras e protagonista de um romance de duas mulheres, ambientado no fim do século XIX. Com produção inglesa e rodado da Suécia, o longa‑metragem tem imagens deslumbrantes. Trata‑se, contudo, de um trabalho experimental e hermético. Em primeira pessoa, uma voz narra, em sueco (!), o drama da separação das jovens e o sofrimento do luto após a morte de uma delas. Estreou em 14/4/2016.
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  • Comédia / Musical

    Sinfonia da Necrópole
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    Sem avaliação
    Juliana Rojas dirigiu com Marco Dutra o excêntrico (e bom) Trabalhar Cansa. Seu primeiro longa‑metragem‑solo traz elementos do cinema fantástico (mal aproveitado) numa comédia musical (mal ajambrada). A premissa, porém, aguça a curiosidade e os dois protagonistas defendem muito bem seus papéis. Deodato (Eduardo Gomes) é aprendiz de coveiro, mas não tem aptidão para a profissão. Seu chefe, então, lhe dá uma segunda chance: ajudar Jaqueline (Luciana Paes), funcionária do serviço funerário, a recadastrar túmulos abandonados. Estreou em 14/4/2016.
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  • Comédia dramática

    Truman
    VejaSP
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    O drama não é mais um filme sobre o escritor Truman Capote — e, sim, o nome do cachorro do personagem de Ricardo Darín. O astro argentino está afiadíssimo no papel de Julián, um ator com os dias contados por causa de um câncer terminal que abriu mão da quimioterapia. Nesse momento delicado, ele recebe, em Madri, a inesperada visita de Tomás (Javier Cámara), seu melhor amigo, que trocou a Espanha pelo Canadá. Em quatro dias, a dupla não fará nada de excepcional nem tampouco ficará rememorando o passado. Eis aí uma das qualidades do longa-metragem do catalão Cesc Gay, o mesmo de O que os Homens Falam: trocar os excessos lacrimosos pela simplicidade de ações cotidianas, como um almoço, uma bebedeira, uma ida ao teatro... O roteiro, assim como Tomás, mantém-se objetivo, levemente emotivo e jamais piegas. Estreou em 14/4/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO