ABASTECIMENTO

Chuvas aliviam Cantareira, que volta a subir

Reservatório opera com 48,6% de sua capacidade, de acordo com dados da Sabesp 

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Cantareira
Represa do Jaguari, que integra o sistema Cantareira, na cidade de Jacareí (Foto: Nilton Cardin/Folhapress)

O nível do Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da capital paulista e da Grande São Paulo, voltou a subir nesta sexta (19) e registrou a quarta alta consecutiva, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Outros três sistemas tiveram aumentos, enquanto dois perderam volume de água armazenada.

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De acordo com a Sabesp, os reservatórios que compõem o Cantareira operam com 48,8% da capacidade, contra 48,6% nesta quinta (18). Esses porcentuais, tradicionalmente divulgados pela companhia, consideram a reserva profunda como se fosse volume útil do sistema.

A última queda do nível do Cantareira foi no dia 22 de outubro, quando o volume de água represada desceu de 15,7% para 15,6%.

Nas últimas 24 horas, choveu sobre a região do Cantareira 2,4 mm. A precipitação em fevereiro tem sido abaixo do esperado e soma 110,3 mm nos 18 primeiros dias do mês - a média histórica de todo o mês é de 202,4 mm.

Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o nível do manancial avançou 0,2 ponto porcentual e passou de 19,3% para 19,5%. Já o terceiro índice ficou em 37,6%.

Outros mananciais

O Rio Claro registrou a maior alta do dia - 0,6 ponto porcentual - e variou de 82,3% para 82,9%. Por sua vez, o Alto Tietê subiu 0,4 ponto porcentual e foi de 30% para 30,4%, considerado o volume morto adicionado no fim de 2014. Já o Rio Grande avançou 0,2 ponto porcentual e opera com 89% da capacidade.

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Responsável por socorrer o Cantareira durante a crise da água, o Guarapiranga registrou nesta sexta-feira mais uma perda de volume. O reservatório localizado na zona sul de São Paulo caiu 1,1 ponto porcentual e está agora com 84,4%.

Outro sistema que teve queda do nível foi o Alto Cotia, que oscilou de 100,7% para 100,5%.

Fonte: VEJA SÃO PAULO