Religião

Devotos lotam igreja no dia de Santo Antônio

Pedaços de bolo são vendidos a 4 reais na porta da paróquia. Fiéis acreditam que a guloseima atrai casamento

Por: Jussara Soares - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

 

Passou o Dia dos Namorados sozinho? Não se desespere. Neste sábado (13), é  dia de Santo Antônio, e a paróquia dedicada ao santo casamenteiro no Pari, na região central da cidade, está trabalhando para ajudar a pôr fim a essa solteirice que lhe aflige. Desde às 6h, fiéis lotam as missas que estão sendo realizadas, a cada 90 minutos. Durante o dia, serão dez celebrações. A última está marcada para 19h30. Em seguida, sairá uma procissão pelas ruas do bairro.  "É o dia em que mais trabalhamos aqui", diz o frei Carlos Nunes Correio. 

+ Os planos do novo comandante da Santa Casa

Ao todo, nove freis franciscanos se revezam entre a celebração de missas e distribuição de bênção aos pães levados pelos devotos. O objetivo é estimular que as atitudes do santo em favor do pobres sejam copiadas pelo povo. 

+ Os melhores programas para curtir o fim de semana

Outro sucesso na paróquia é o bolo de Santo Antônio. Neste ano, foram preparados 3 000 kg do doce com recheio de goiabada e cobertura de marshmallow. Vendido a 4 reais, ele é um sucesso principalmente entre jovens em busca de um casamento. "Quem come com fé, consegue arumar um marido", diz Thais Castro, secretária da paróquia. 

Imagens do santo casamenteiro também estão sendo vendidas na porta da paróquia. Os preços variam de 3 reais a 60 reais. Há versões em imãs de geladeiras, panos, resina e gesso. Mas as que mais fazem sucesso são aquelas que permitem a remoção do Menino Jesus. Tirá-lo dos braços de Santo Antônio, creem os devotos, seria uma "tortura" para que o pedido tivesse mais efeito. 

"Muitas pessoas pedem o amor aqui em um ano e depois voltam sempre para agradecer", diz frei Carlos Nunes. 

Nascido em Lisboa em 1195, Santo Antônio também é conhecido por encontrar coisas perdidas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO