Comportamento

Portadores de nanismo driblam limitações e conquistam espaço

O geneticista, a executiva de banco, a fashionista do Instagram e outras histórias de quem superou as adversidades e o preconceito

Por: João Batista Jr. - Atualizado em

Natalia Cruz - Capa 2332
Natalia Cruz: 6.600 seguidores em dois meses (Foto: Lucas Lima)

Nos anos 70, Nelson Ned, dono de um vozeirão inversamente proporcional ao seu tamanho (1,12 metro), estourou com músicas românticas como a autorreferente Tamanho Não É Documento. O “pequeno gigante da canção”, como ficou conhecido, vendeu mais de 40 milhões de álbuns, virou ídolo na América Latina e apresentou-se algumas vezes no prestigiado Carnegie Hall, em Nova York. Hoje, aos 66 anos de idade, enfrenta problemas de saúde e vive em uma clínica de repouso na cidade de São Roque, a 62 quilômetros de São Paulo. “Meu pai teve de viajar para o exterior para galgar sua própria história”, diz um de seus três filhos, Nelson Ned Junior, cuja estatura de 1,08 metro não o impediu de se tornar um baterista profissional. Ele estudou em uma escola de jazz na Suíça, tocou com artistas internacionais do porte de Cesaria Évora e Tito Puente Jr. e vive no México desde 2011. “No Brasil, anão só se destaca no programa Pânico, desabafa.

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+ Atrações no showbizz: alguns anões que ficaram famosos na TV, no cinema e na música

Segundo estimativas, existem no país aproximadamente 20.000 pessoas com nanismo. Cerca de 10% desse total mora na cidade de São Paulo. Nas últimas décadas, a medicina conseguiu amenizar vários dos efeitos colaterais da deficiência, como o sobrepeso e o desgaste da cartilagem dos ossos. Esses avanços, entretanto, foram insuficientes para acabar com todos os estigmas relacionados ao problema. Além de serem apontados muitas vezes na rua como se fossem aberrações da natureza, os anões sofrem para realizar tarefas simples. Precisam de ajuda para apertar os botões do elevador, entrar no ônibus, subir escadas ou assistir a um filme no cinema, por exemplo. “Dentro do grupo de deficientes, eles enfrentam mais preconceitos que os cadeirantes e os cegos”, entende o ortopedista João Thomazelli, o principal especialista em nanismo do país. “Já tive paciente que tentou se matar por causa de depressão”, afirma ele, que atende em um consultório no Itaim e faz cirurgias no Hospital Santa Catarina.

Nesse contexto, histórias de gente que conseguiu superar tantas barreiras ainda representam uma exceção na capital. Ter o apoio em casa é fundamental para a aceitação. Foi o caso do médico geneticista Wagner Baratela, de 33 anos e 1,08 metro, morador do Tatuapé. Em 1980, seu pai ajudou a fundar a Associação Gente Pequena. O objetivo era trocar informações com outros casais que tinham filhos na mesma condição. Hoje, a entidade reúne cerca de 1 000 associados no Brasil. “Sempre recebi auxílio dos meus velhos para seguir com os estudos”, conta Baratela. A designer Natalia Cruz, 23 anos e 1,28 metro, também considera a assistência da família como um dos fatores decisivos na sua evolução profissional. “Eles me incentivaram muito”, afirma ela, que virou sensação no Instagram ao postar fotos de seu visual no perfil que criou, chamado Mini Look do Dia.

A inserção no mercado de trabalho melhorou a partir de 2004, quando o nanismo foi incluído na lei de cotas para deficientes. “Temos móveis adaptados e treinamento específico para recebê-los”, enumera Fátima Gouveia, superintendente de recursos humanos do Santander. O banco possui 50.000 funcionários, dos quais 2 700 são deficientes. “Há 45 anões trabalhando hoje conosco”, afirma a executiva. Judite Rosa, 37 anos e 1,23 metro, entrou como estagiária na empresa em 2005 e atualmente ocupa o cargo de analista sênior de treinamento. Neste ano, ela concluirá um MBA na USP. “No passado, cheguei a fazer figuração em programas do Gugu e do Ratinho”, diz Judite. “Mas larguei tudo porque não queria ser alvo de chacota.” Nas páginas a seguir, conheça melhor esses e outros casos dos pequenos gigantes da superação.

Wagner Baratela - Capa 2332
Wagner Baratela: 25 operações corretivas entre 1 e 14 anos de idade (Foto: Lucas Lima)

UM MÉDICO ESPECIAL

Filho de um dentista e de uma professora, Wagner Baratela, de 33 anos, nasceu com displasia diastrófica, que é um tipo raríssimo de nanismo (ocorre numa proporção de um em cada 100.000 nascimentos). Trata-se de uma doença recessiva, ou seja, herdada de um gene de cada progenitor. Seus pais são portadores dessa mutação genética (ele tem duas irmãs, ambas de estatura normal). “O ser humano possui entre 20.000 e 30.000 genes”, diz. “Eu tenho apenas um deles alterado.” A diferença costuma provocar transtornos enormes na estrutura física. O médico nasceu com os pés extremamente tortos, em forma de arco. Também não consegue fechar as mãos como uma pinça, o que o impede de realizar gestos banais, como segurar uma garrafa. Baratela fez 25 operações corretivas entre 1 e 14 anos de idade. Só os pés ele “quebrou” cinco vezes para que ficassem na posição correta. Também passou por intervenções nos quadris e nos braços. Os procedimentos foram realizados no Hospital Johns Hopkins, um dos principais centros ortopédicos dos Estados unidos, mundialmente reconhecido pelos tratamentos e cirurgias feitos em anões. Apesar das dificuldades, ele acabou sendo bem-sucedido nos estudos. “Na faculdade, minha maca para dissecar cadáver era bem baixa”, lembra. Despertado para o problema por seu próprio caso, escolheu fazer residência em genética na USP e se especializou em doenças esqueléticas. Hoje, além de dar expediente em uma clínica particular no Tatuapé, atende no Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas, onde ajuda a mapear o DNA de bebês nascidos com nanismo. Com 1,08 metro, ele usa para se locomover uma scooter movida a bateria. Apesar da pouca idade, já sofre de artrose. Palmeirense roxo, adora ver jogos em estádios e passear no shopping com sua namorada, que tem 1,60 metro. “Se não fossem meus pais, que investiram muito tempo e dinheiro para me ajudar, eu jamais teria chegado até aqui”, agradece. “Posso garantir que sou um cara de muita sorte.” 

Natalia Cruz - Capa 2332
A blogueira e seus looks: "o mundo fashion é plural e não precisa segregar" (Foto: Lucas Lima/Reprodução)

MINIFASHIONISTA

Ela consegue usar brilho com naturalidade durante o dia, não erra jamais nas sobreposições e faz o estilo moderninha do Baixo Augusta. Inspirada nas blogueiras que publicam o visual adotado no dia, Natalia Cruz, de 23 anos, criou no Instagram o Mini Look do Dia. Na página, posta as combinações escolhidas para ir trabalhar ou sair à noite. Em dois meses, ganhou 6 600 seguidores. “Muita gente elogiou minha atitude”, conta. “O mundo fashion é plural e não precisa segregar.” Uma de suas regras é jamais divulgar as marcas que usa. “Tem gente que veste as peças porque as recebeu de presente, e não porque as escolheu na loja.” Nascida no Uruguai, ela se mudou com a família para São Paulo aos 5 anos de idade. Formada em design gráfico pela Faap, mora com o pai e a irmã em Alphaville e trabalha em uma agência de publicidade no Brooklin. Com 1,28 metro, realiza suas compras em lojas como a Maria Filó. “Peço ao costureiro para cortar as mangas das blusas”, revela. Recorre a butiques de crianças quando precisa de sapatilhas. “Eu calço 32”, explica. Natalia namora há cinco anos o artista plástico Silvio Senne, de 26 anos e 1,85 metro. “Nós nos conhecemos na boate Glória, na Bela Vista”, lembra. Ele virou o fotógrafo oficial das fotos postadas no Instagram.

Judite Rosa - Capa 2332
Judite Rosa: "sou um exemplo de que é possível ter uma vida profissional bacana" (Foto: Lucas Lima)

EX-AJUDANTE DO RATINHO

Até os 3 anos, Judite Rosa parecia uma criança normal e com a estatura compatível para a sua idade. Até que sofreu um problema nas pernas que a deixou imóvel. Como sua família era pobre, vivia no interior de Mato Grosso do Sul e seus pais tinham outros doze filhos para criar, eles resolveram mandá-la para São Paulo aos cuidados de um padrinho. Na investigação sobre as causas da paralisia (soube-se depois que ela era decorrente de um reumatismo sanguíneo), os especialistas descobriram também que Judite sofria de nanismo. O tratamento para voltar a andar foi difícil e lento. “Fiquei de cama até meus 6 anos. A partir disso, fiz fisioterapia até os 15”, relata. No fim da adolescência, preocupada em pagar as próprias contas, ela fez bicos de faxineira, garçonete e figurante de TV, em programas dos apresentadores Ratinho e Gugu. “Desisti para não ser alvo de chacota”, diz. Graças a uma bolsa de estudos, cursou administração de empresas e entrou como estagiária no Santander em 2005. Depois de algumas promoções, hoje é analista sênior no setor de treinamento de novos funcionários do banco. Como a instituição contratou 45 anões nos últimos anos para preencher as cotas reservadas a deficientes, vários deles foram recebidos por Judite. “Falo da minha história e digo que sou um exemplo de que é possível ter uma vida profissional bacana”, afirma. Ambiciosa, ela planeja agora os próximos passos da carreira. “Termino neste ano meu MBA”, orgulha-se. Dona de um sorriso largo, Judite, de 37 anos, chama atenção pela beleza. “Sou muito bem casada e meu marido, que tem altura normal, é ciumento”, brinca. Ela tem um veículo Honda Fit adaptado, mas prefere ir de sua casa, em Perdizes, até o escritório, na Vila Olímpia, de ônibus fretado. Fez uma cirurgia corretiva no fêmur esquerdo, então 6 centímetros menor que o direito, no ano passado. “Meu médico diz que meus ossos são de uma mulher de 70 anos.”

Adriana e Mila Cabral Capa 2332
Adriana e Mila Cabral: luta diária para não se abalar com o preconceito (Foto: Lucas Lima)

AS EMPRESÁRIAS DAS MINIATURAS

Quem entra na loja de 30 metros quadrados parece se transportar para um universo paralelo. Na verdade, “universinho”. Por ali, estão expostos 15.000 itens em versão miniatura. Mesa, prato, garrafa, jogo de cozinha, máquina fotográfica e bonecos da escritora Clarice Lispector e do cineasta Woody Allen. Tudo tão delicado que cabe na palma da mão. Os preços variam de 1 a 300 reais. O item mais caro é uma minicristaleira. A ideia de criar o negócio, batizado de Casinha Pequenina, veio das irmãs Adriana Cabral, de 47 anos e 1,28 metro, e Mila, de 44 anos e 1,18 metro (na foto, a caçula está à dir.). Antes de virarem empreendedoras, elas pensavam em seguir carrreira artística. A mais velha estudou artes plásticas e a caçula fez curso de atuação no Teatro Escola Macunaíma. Depois de receberem muitos “nãos” na busca por emprego, abriram há vinte anos o comércio no Shopping Eldorado. O lugar é bastante procurado por decoradores e colecionadores em geral. “Mandamos fazer com exclusividade os objetos, que são encontrados apenas aqui”, explica Mila. Apesar das dificuldades que enfrentaram, não concordam com as políticas para facilitar o acesso de pessoas como elas ao mercado de trabalho. “O anão deve ser contratado por méritos próprios”, acredita Mila. Seu namorado, Valdiney Monteiro de Melo, tem 1,10 metro e trabalha como auxiliar administrativo da NET. Foi agraciado pela lei das cotas. “Mas o Ney é bom, faz faculdade e conseguiu promoção por merecimento”, diz. Um tablado de madeira está disposto no chão atrás do balcão da loja para que elas ganhem uns centímetros na hora de encerrar a compra dos clientes.. “A nossa autoestima é muito debilitada”, reconhece Adriana. “É uma luta diária para não nos abalarmos com tanto preconceito.” Elas abrem o sorriso quando lembram dos anões que já visitaram o endereço. “Eles se sentem motivados a seguir em frente ao saber que somos as donas”, afirma Mila.

Vera Helena Ribeiro dos Santos - Capa 2332
Vera Helan Ribeiro dos Santos: "nunca deixei o preconceito impedir o meu trabalho" (Foto: Lucas Lima)

A ADVOGADA DE 1,32 METRO

Vera Helena Ribeiro dos Santos, de 59 anos, nasceu com dois problemas: síndrome de Turner (anomalia cromossômica que impede o desenvolvimento do aparelho reprodutor) e deficiência no hormônio docrescimento. Desenvolveu-se até 1,32 metro de altura.“Por meio centímetro, não tenho 1,33”, brinca. Ela jamais menstruou sem a ajuda de hormônios, tirou os dois ovários aos 12 anos para evitar complicações futuras e os pais nunca falaram abertamente de seu nanismo.“Minha mãe me fazia usar saltos altos, iguais aos da Carmen Miranda, para eu sair de casa”, lembra. O caso de Vera é bastante raro. Todos os seus membros são proporcionais, mas em tamanho reduzido.Ela ingressou aos 23 anos no curso de jornalismo da Cásper Líbero. Depois, cursou direito no Mackenzie. Formada, atuou nas áreas de família e trabalhista, sempre como autônoma. “Nunca deixei o preconceito impedir meu trabalho.” Ela se recorda de ter sido olhada de cima a baixo por alguns juízes e advogados adversários.“Você tem idade para advogar?”, diziam, jocosamente. Vera casou-se com um piloto de corrida em 1997. O relacionamento teve várias idas e vindas. No total, durou doze anos. Hoje, está solteira. “É difícil arrumar parceiros, pois nem todos os homens gostam de baixinhas.” Vera trabalha atualmente como advogadade conciliação no Fórum João Mendes, onde já resolveu mais de 300 casos. Também ocupa a presidência da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Pinheiros. “Dou orientações sobre processos que envolvam minorias.” Nunca teve um anão como cliente. “Muito sdeles são tímidos e evitam brigar na Justiça para não se expor.”

Bruno e Rosey Correa com o filho Matheus - Capa 2332
Bruno e Rosely Correa, com o filho Matheus: "anão trabalha, namora, joga futebol e beija na boca como qualquer pessoa" (Foto: Lucas Lima)

"PAPAI E MAMÃE SÃO ADULTOS PEQUENOS"

 Ele faz bico como ator de propaganda e ganha a vida como gestor de recursos humanos do Itaú. Ela estudou marketing e trabalha no segmento de consignados do Santander. Bruno e Rosely Corrêa se conheceram numa festa de amigos anões, trocaram olhares e ficaram juntos logo no primeiro encontro. “Anão trabalha, namora, joga futebol e beija na boca como qualquer pessoa”, diz Bruno, que tem acondroplasia (o tipo que acomete 75% dos portadores de nanismo). Rosely não sabe qual é o fator responsável por sua baixa estatura. Casados e morando em apartamento próprio de 54 metros quadrados em Santo Amaro, eles tomaram a decisão de ter um filho. Rosely passou os últimos meses de gravidez dormindo sentada. “Valeu todo o sacrifício.” Matheus veio ao mundo sem a mesma deficiência. “Minha mãe jamais me escondeu dos amigos e dos parentes, algo que aconteceu com muitas amigas anãs”, conta Rosely. “Nunca tive problema de aceitação.” Ela se diz receptiva a pessoas que perguntam sobre sua situação e, em alguns casos, pedem para tirar foto na rua. Não admite, no entanto, mães que ficam alheias a risadas e apontamentos feitos por parte de seus filhos. “Fazer caçoada de mim, nem a pau.” Prestes a completar 4 anos, Matheus tem 1,03 metro (seu pai mede 1,21 e sua mãe, 1,23). Na definição do garoto, “papai e mamãe são adultos pequenos”.

ANOMALIA NO CRESCIMENTO

Os principais tipos e características da deficiência caracterizada pela baixa estatura

O que é nanismo?

Trata-se de uma anomalia no crescimento. A estatura das pessoas que sofrem de nanismo varia de 80 centímetros a 1,40 metro. Em média, a probabilidade de ocorrência da doença é de um caso a cada 20 000 nascimentos. Os distúrbios do tipo se dividem em dois grandes grupos: genéticos (irreversíveis na questão do tamanho) e hormonais (há possibilidade de crescer com a ajuda de remédios). 

Qual é o tipo mais comum?

A acondroplasia — cabeça grande, quadris largos e membros curtos — ocorre em 75% dos casos de nanismo. Trata-se de uma mutação genética que inibe o crescimento no fim dos ossos. Problemas no ouvido são bastante comuns, pois a deformidade óssea facilita o acúmulo de secreção na região. Os órgãos sexuais são de tamanho normal e é possível ter filhos.

Há tratamento?

Para os tipos de origem genética, não. No caso de problemas de deficiência na hipófise, a glândula do crescimento, são indicadas injeções diárias do hormônio GH durante a infância. Alguns médicos realizam cirurgias de alongamento ósseo, um processo dolorido e com risco de complicações e inflamações. Em geral, são feitas com objetivos estéticos e por pacientes que sofrem de depressão.

Quais são as complicações de saúde?

A expectativa de vida é a mesma do restante da população. Alguns, no entanto, sofrem uma espécie de envelhecimento mais rápido das articulações e dos ossos. É comum terem, já aos 30 anos, problemas como artrose. Anões do tipo acondroplásico têm o estômago e o apetite de uma pessoa comum, o que aumenta o índice de sobrepeso e suas consequências, como diabetes e doenças cardíacas.

Qualquer pessoa pode ter um filho anão?

Sim. O anão acondroplásico é fruto de uma mutação dos genes. Portanto, todos estão sujeitos. Um anão com acondroplasia, nascido de pais normais, tem 50% de probabilidade de gerar um filho com a mesma deficiência. Já aquele com nanismo diastrófico tem 50% de probabilidade de gerar um filho com a mesma deficiência (se casar com uma portadora da mutação) ou zero (se ela não for portadora).

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    Le Manjue Organique

    Rua Domingos Fernandes, 608, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3034 0631

    VejaSP
    4 avaliações

    Como transformar a comida natureba em um prato gastronômico? Pergunte ao chef e sócio Renato Caleff. Ou, melhor, prove das atraentes receitas dele, que priorizam ingredientes orgânicos e os chamados funcionais. Não há como fugir da moqueca de cogumelo shiitake e palmito pupunha na companhia da agradável farofinha e molho de pimenta (R$ 59,00). Se carne é a sua “fraqueza”, o chamado cordeiro fit em tiras vem com mix de arroz integral, lentilha, passas e grão-de-bico (R$ 72,00). Para encerrar, a pera cozida em tangerina é incrementada com a saborosa ganache de cacau sem lactose (R$ 22,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Árabes

    Brasserie Victória

    Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 545, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3040 8897

    VejaSP
    7 avaliações

    Especializado no rodízio típico (R$ 92,00), o restaurante quase setentão e sempre movimentado mantém um salão lateral onde é possível pedir alguns pratos e salgados. Ao contrário da opção existente em outras casas do gênero, aqui não há um trio de pastas. Para escolher só uma, fique na sedosa porção de homus (R$ 19,00 a pequena). Com sabor marcante de zátar, a esfiha manaich leva ainda queijo mussarela e vem em dois tamanhos (R$ 8,80 e R$ 30,00). Bem ácido, o kibe labaine chega à mesa frito e mergulhado em coalhada (R$ 26,80).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Refeição em bufê

    Badebec - Cidade Jardim - Hotel Radisson

    Avenida Cidade Jardim, 625, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3079 0840

    VejaSP
    1 avaliação

    A chef e sócia Lourdes Bottura é queridinha dos executivos. Seu quarteto de casas de ambiente amplo e agradável enfIleira especialidades em bufê para uma refeição rápida. A mesa fria traz itens frescos e sem invenção como tubérculos assados e folhas com crocantes sementes de abóbora. Plaquinhas identifcam os itens da seção quente, que variam sempre, como paleta suína e ravióli de mussarela ao molho de tomate. Dependendo do dia, o penne com ragu de ossobuco fica um pouco molenga. O preço por pessoa, com sobremesa, é R$ 49,70, no almoço de segunda a sexta, e R$ 58,90, nos domingos e feriados. No jantar e nos sábados, são oferecidos ainda pratos à la carte.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Piselli

    Rua Padre João Manuel, 1253, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3081 6043

    VejaSP
    4 avaliações

    Desde o ano passado não é mais um, mas são dois Pisellis na cidade, com a abertura do Sud, no Shopping Iguatemi. Na matriz,que também continua sob o comando de Juscelino Pereira, o salão permanece disputado. O cardápio regular traz opções como o ravióli no estilo piemontês recheado de gema com queijo taleggio ao creme de trufa branca (R$ 78,00), por vezes, um tanto salgado. O saboroso beijupirá vem com a pele sequinha na companhia de brócolis e alcachofra (R$ 85,00). Na calda de mirtilo, pera e especiarias, a panacota de açafrão deixa uma doce saudade (R$ 31,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Bolovers

    Rua Moliére, 385, Jardim Marajoara

    Tel: (11) 5677 7471

    VejaSP
    6 avaliações

    Ao contrário de muitas marcas especializadas em vender bolos inteiros, essa loja tem apenas uma unidade na capital paulista. O pequeno salão de decoração rústica abriga os quitutes em uma estante de madeira. As receitas, que variam diariamente, são da avó do proprietário Pedro Luiz Gramani de Magalhães. Bolos tradicionais, como fubá, laranja e cenoura (R$ 25,00 cada um), são assados em duplas no forno convencional a gás. Não tenha medo de arriscar em pedidas como batata-doce e gengibre (R$ 35,00). Fiel à fruta, a versão de ameixa (R$ 28,00) com calda do mesmo ingrediente surpreende pela maciez.

    Preços checados em 7 de junho de 2016.

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  • Hamburguerias

    Buddies Burger & Beer - Itaim

    Rua Professor Atílio Innocenti, 419, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3078 2864

    4 avaliações

    Sim, seu primeiro nome é igualzinho ao do pub que funcionava ali mesmo no Itaim. Mas agora a proposta do endereço reformulado, que já ganhou uma filial em Higienópolis, é ser uma hamburgueria. As cervejas, a exemplo das belgas Hoegaarden e Leffe Blond (R$ 14,00 cada uma), continuam no cardápio, ao lado de lanches. Na maior pedida da casa, apelidada de empire state (R$ 35,00), dois hambúrgueres de 130 gramas ganham a cobertura de queijo mussarela, molho barbecue feito com cerveja malzbier, largos anéis de cebola empanada, salada, picles e bacon. Para uma entrada diferente e gostosa, vá de crocantes palitos de abobrinha empanada para mergulhar no molho de cebola caramelada (R$ 18,00). 

     

    Preços checados em 13 de agosto de 2014.

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  • Fruto de quatro anos de pesquisas feitas em onze países pelo curador espanhol Horacio Fernández, Fotolivros Latino-Americanos explora um gênero mais conhecido pelos iniciados em arte do que pelo grande público. Fotolivros são publicações nas quais o fotógrafo possui um papel tão fundamental no resultado final quanto o editor ou o autor dos textos encontrados neles. Estão reunidos no Instituto Moreira Salles cinquenta livros realizados entre 1921 e 2009, além de 100 imagens e oito vídeos. Logo na entrada, o espectador depara com Candomblé, estudo de José Medeiros sobre rituais afro-brasileiros. Dos cenários urbanos, sobressaem a Buenos Aires de Horacio Coppola, Maracaibo, por Graziano Gasparini, e São Paulo, retratada por Wesley Duke Lee para ilustrar o livro de poemas Paranoia, de Roberto Piva. Nada na mostra, porém, supera o impacto de Nakta, de Miguel Rio Branco. O conjunto registra a degradação da periferia de Curitiba em cores intensas e saturadas. De 19/7/2013 a 10/11/2013.
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  • Tido como o celeiro da música country, o estado americano do Tennessee revelou aos adolescentes, em 2004, o grupo de pegada roqueira Paramore. Para deixar o título de alternativa e alcançar visibilidade internacional, a banda da vocalista Hayley Williams contou com alguns aliados. Foram eles a internet, a receptividade ao segundo disco da carreira, Riot! (2007), e as faixas que entraram para a trilha sonora da saga Crepúsculo, entre elas Decode e I Caught Myself. Nem mesmo a saída de dois dos seus fundadores, em 2010, os irmãos Josh (guitarra) e Zac Farro (bateria), abalou a trajetória do grupo. Pela terceira vez na cidade, a cantora de cabelos coloridos vem acompanhada por Taylor York (guitarra) e Jeremy Davis (baixo) para fazer um show baseado no disco mais recente, que leva o nome da banda. Lançado em abril, o trabalho é o primeiro com a nova formação e revela-se mais maduro em relação aos antecessores. Em duas noites, os jovens — alguns já acampados pelas redondezas do Espaço das Américas — podem esperar por Still Into You e Now. Dias 30 e 31/7/2013. Saiba tudo sobre o Paramore aqui.
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  • O festival preparou uma robusta e diversificada seleção de artistas em sua quarta edição. Nesta semana, o pianista americano radicado na França Laurent de Wilde toca ao lado de Donald Kontomanou (bateria) e Bruno Rousselet (contrabaixo) na quinta (27/8), às 21h. No mesmo dia, o trio israelense de improviso LayerZ ocupa a Choperia com o repertório de Memory Towers (2013). Com músicos da Áustria e da Inglaterra, o quarteto Barcode Quartet se apresenta na sexta (28/8), dia da programação em que também aparecem os brasileiros da Orquestra Atlântica, que unem MPB e jazz. O sábado (29/8) e o domingo (30/8) são os dias das parcerias. Nas ocasiões a cantora Tânia Maria divide o palco com o percussionista Armando Marçal, e a americana Marlena Shaw é amparada pelos instrumentistas do Bixiga 70. O Jazz na Kombi se exibe gratuitamente no Deck, às 17h, com o QN Quarteto no domingo (30/8/2015).
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  • O longa estreia neste fim de semana e traz um herói com coração e menos espaço às cenas de ação
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  • O longa estrelado por Ben Affleck e Olga Kurylenko é narrado em cenas de encher os olhos
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  • O cinema argentino é conhecido e quase sempre elogiado por suas crônicas autênticas. Aí surge uma fita policial que parece querer imitar os concorrentes americanos. Embora tecnicamente competente e de arrancada promissora, Tese sobre um Homicídio vai pelo caminho dos clichês e das reviravoltas muitas vezes previsíveis. O final frustra ainda mais. Na trama, o eficiente Ricardo Darín (O Filho da Noiva) interpreta o irredutível Roberto Bermúdez, um advogado aposentado que se dedica a passar sua experiência aos jovens. Entre os novos alunos de seu seminário está o carreirista Gonzalo (Alberto Ammann). Além de achar o rapaz arrogante, o professor tem quase certeza de que ele estuprou e matou uma moça no estacionamento da universidade. A obsessão para incriminá-lo serve de guia para o enredo. Estreou em 26/7/2013.
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  • Comédia dramática

    Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

    Atualizado em: 1.Dez.2016

    O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas
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  • Diretor francês de 55 anos, Bruno Dumont não é unanimidade. Enquanto os fãs elogiam o tom naturalista de seus filmes, outros consideram os trabalhos arrastados. Para o público conhecer ou rever a polêmica filmografia do cineasta, o CineSesc exibe de sexta (2) até 8 de agosto a Mostra Bruno Dumont, que reúne seus sete longas-metragens. Três são inéditos: 29 Palms (2003), Flandres, de 2006 e lançado em DVD, e Fora Satã (2011). Com estreia prevista para meados de agosto, o drama Camille Claudel 1915 deve ter sessões concorridas. Nessa cinebiografia com projeções agendadas para sábado (3/8), às 19h30, e para 8 de agosto, às 21h30, Juliette Binoche interpreta a escultora que foi amante do artista Auguste Rodin. O ingresso custa 8 reais.
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  • Na quinta (1º/8/2013), o Centro Cultural São Paulo dá início à mostra O que as Crianças Dizem — Clássicos do Cinema e da Animação. O título é pomposo, mas há uma justificativa. Antes da sessão, vídeos exibem a reação das crianças e entrevistas com elas a respeito de filmes como o recente As Aventuras de Pi e Playtime — Tempo de Diversão, realizado em 1967 pelo francês Jacques Tati. Serão projetados catorze longas-metragens até 19 de agosto. Entre eles, bem-vindas reprises, a exemplo das animações O Fantástico Sr. Raposo e Valente, que têm vez, respectivamente, na quinta (1º/8), às 19h30, e na sexta (2/8), às 17h.
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  • Comportamento

    Trocadinho

    Atualizado em: 26.Jul.2013

Fonte: VEJA SÃO PAULO