Resgate de identidade

A Coach revira o passado da marca e traz para 2012 as bolsas que fizeram sucesso nos anos 1960 e 1970

Quando já se tem alguns anos de estrada fashion, com direito a criações que deram certo pelo caminho ,pode ser uma boa escolha investir, de tempos em tempos, nos próprios traços. Esse movimento vem sendo visto há algumas temporadas, com grandes grifes revisitando seus baús e trazendo para as coleções presentes o que marcou o passado. A septuagenária Coach, marca americana conhecida pelos acessórios, é mais uma a apostar nesse resgate de identidade. Depois de lançar, em 2011, luvas e carteiras feitas com base em exemplares típicos do beisebol — esporte que é o DNA da marca, fundada em 1941 em Nova York —, a nova tacada é a coleção Legacy (legado, em português), que recria modelos marcantes na história da grife, como os assinados pela designer Bonnie Cashin, a primeira diretora de estilo da Coach e responsável por hits nos anos 1960 e 1970 .

“Percebemos que muitas meninas começaram a procurar nossas bolsas vintage em brechós”, diz Kimberly Price, vice-presidente de design da marca. “Saiu daí a ideia de reviver nossos clássicos.” A Legacy traz 35 itens, entre bolsas, carteiras e sapatos de couro, femininos e masculinos, assinados por Reed Krakoff, diretor de criação desde 1996. Ele reinterpretou, entre outras, a Duffle Sac, uma bolsa-saco; a Penny, pequena e com alça alongada; a Tote, de formato mais rígido; e a Musette, uma bolsa-carteiro. Criadas por Bonnie, elas estavam em sintonia com o que a década da libertação feminina pedia: as bolsas-saco permitiam carregar muitos objetos, a alça a tiracolo deixava as mãos livres e o formato rígido combinava coma ideia de poder. “Guardamos a essência, que são o design clean e a expertise no trabalho com o couro, e adicionamos modernidade com cores”, diz Krakoff sobre as atuais peças, que custam entre 800 e 3 000 reais.

Reed Krakoff

Reed Krakoff

A paleta da Legacy mistura cores sóbrias, como o preto, o marrom e o caramelo, a tons vibrantes de amarelo, vermelho, verde e azul — uma aposta no color blocking que coloriu os anos 1960 e voltou com força nos últimos desfiles. Os novos modelos também trazem o fecho de metal dourado idealizado por Bonnie e hoje um dos símbolos da Coach. Contratada em 1961, a estilista, considerada uma das criadoras do sportswear americano pelos traços com foco na funcionalidade, lançou sua primeira coleção para a grife, a Cashin-Carry, em 1962, e ocupou o posto até 1975. Além do trabalho para grandes marcas, Bonnie, que morreu em 2000, foi responsável por figurinos de filmes como Anna e o Rei do Sião (1946).

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