Vinho da casa ganha destaque nos cardápios

Restaurantes estampam sua marca em rótulos de boas versões da bebida

Na São Paulo dos anos 1990, pedir o vinho da casa em um restaurante era quase certeza de consternação. Em geral, reservavam-se para esse papel as marcas mais baratas, de qualidade inferior, cujo rótulo dificilmente ficava à mostra. Na década seguinte, o risco de deparar com algo ruim ficou menor, mas, para escolher as melhores garrafas da adega, era preciso olhar mais adiante no cardápio. Só recentemente, em especial do ano passado para cá, estabelecimentos renomados passaram a imprimir suas marcas em rótulos exclusivos.

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A rede de churrascarias Fogo de Chão lançou seus primeiros em janeiro. São quatro opções de tintos, vindos do Chile, da Argentina e dois deles da Itália, que instigaram a curiosidade dos clientes. “Essas garrafas entraram rapidamente para a lista das mais vendidas do restaurante”, diz Arri Coser, sócio-fundador da rede.

Disponível desde o ano passado, a bebida personalizada do espanhol Eñe, um tinto produzido na Espanha, está tendo boa saída (a estimativa é vender 3.000 garrafas neste ano) e despertou em Arcádio Martinez, um dos sócios, o desejo de ampliar a lista de exclusividades. “Nos próximos dois meses, devemos oferecer um espumante da casa”, conta.

“Hoje os clientes entendem da bebida, os restaurantes contratam sommeliers e tudo isso resultou em bons vinhos próprios”, avalia Fernando Basile, diretor de degustação da Associação Brasileira de Sommeliers em São Paulo.

Estabelecimentos mais informais também entraram na onda. No início do ano passado, o bar Bottega Botagallo oferecia apenas um vinho da casa. Hoje, são quatro. “O mais vendido é o Rosso de Montepulciano, que sozinho representa 30% de nossas vendas de vinho”, diz o sommelier Paulo Neto.

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Além de terem fórmulas exclusivas, os rótulos personalizados conseguem êxito devido a seus bons preços. “Importamos da Itália diretamente do produtor e compramos em grande quantidade, o que derruba o custo”, explica Carlos Bertolazzi, chef do Zena Caffè, que vende 100 garrafas por mês a 54 reais cada uma.

Outra tendência entre os restaurantes é optar por produtores brasileiros. “O vinho da casa precisa ser da nossa terra”, defende Lamberto Percussi, que serve em sua Vinheria Percussi um Miolo produzido na fronteira com o Uruguai.

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