Memória

Vila Itororó passa por restauro e abre centro cultural para visitantes

Após décadas de abandono, o antigo conjunto residencial e agora abriga oficinas de marcenaria e outras atividades

Por: Alexandre Nobeschi (com reportagem de Alessandra Freitas) - Atualizado em

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O complexo durante sua construção, nos anos 20: idealizado pelo português Francisco de Castro (Foto: Arquivo Benedito Lima de Toledo)

As paredes desgastadas e as colunas de aparência frágil são o que ainda sustentam as casas e o palacete principal da Vila Itororó, erguidos entre 1922 e 1929 pelo comerciante português Francisco de Castro. Das 37 construções projetadas para integrar o conjunto residencial, só onze ainda permanecem para contar a história.

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Em 2011, as oitenta famílias que viviam no local acabaram sendo desalojadas, e a Secretaria de Estado da Cultura ganhou a posse do terreno. Em 2014, o Instituto Pedra assumiu a tarefa de restaurar o espaço. A primeira fase da obra, que incluiu limpeza, drenagem e avaliação da estrutura, encerrou-se em abril.

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Palacete principal: a recuperação da precária estrutura deve se estender até 2018 (Foto: Nelson Kon)

A previsão é que a reforma completa termine em 2018. No mês passado, atividades como criação de hortas e oficinas de marcenaria começaram a ocorrer por lá, todo último fim de semanado mês, das 11h às 17h.

Fonte: VEJA SÃO PAULO