Comportamento

Onde comprar as pulseirinhas coloridas que têm feito a cabeça das crianças

Para comprar as originais, pais têm de recorrer a sites de e-commerce ou a trazê-las de viagens do exterior. Em ruas de comércio popular, produtos falsificados despertam a atenção de órgão de defesa do consumidor

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Kate
A duquesa Kate Middleton usa o adereço colorido (Foto: Reprodução)

Desde 2013, as Rainbow Looms são febre nos Estados Unidos. O acessório, que conquistou crianças, adolescentes e alguns adultos também, é formado por pulseiras elásticas das mais variadas cores. No kit, 600 eslásticos ajudam a produzir braceletes personalizados. No Brasil, a moda pegou após circularem algumas fotos de celebridades, como o príncipe William e sua esposa, Kate Middleton, David Beckham e Heidi Klum, com os adereços nos pulsos.  

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Rainbow Loom
Pulseirinhas coloridas: falsificações podem trazer riscos à saúde (Foto: Reprodução)

Para ter as pulseirinhas originais no Brasil, as únicas opções são trazê-las na volta de viagem ao exterior ou recorrer aos sites de e-commerce - Mercado Livre e eBay, com preços que variam de R$ 40 a R$ 100, mais os custos de entrega.

Uma alternativa é o Fábrica de Pulseiras, da Estrela, que pode ser encontrado em lojas como RiHappy, Best Toys, PBKids. O preço é tabelado em 59,99 reais.

E como toda febre, o mercado informal não perdeu tempo em aproveitar a onda. Em famosos polos de comércio popular, como a Rua 25 de Março e o bairro do Brás, versões falsificadas são presença garantida entre os ambulantes. Esses produtos, no entando, demandam atenção especial: o Proteste (Associação de Consumidores) pede a retirada dessas pulseirinhas do mercado porque o elástico usado para fabricar as Rainbow Looms paralelas pode conter excesso de substâncias com potencial cancerígeno.

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Rainbow Loom
As pulseirinhas coloridas originais (Foto: Reprodução)
Rainbow Loom
Cópia da Rainbow Loom (Foto: Reprodução)

A resolução foi definida com base em teste realizado pelo laboratório inglês Birmingham Assay Office, especializado em testes em bijuterias, joias, brinquedos e outros bens de consumo. O exame apontou que um elástico continha 40% do composto ftalato em sua composição, enquanto a legislação da União Europeia estabelece o limite máximo de 0,1%. Os ftalatos são de uma família de compostos químicos utilizados para tornar plásticos mais flexíveis. Alguns, no entanto, são banidos por serem considerados cancerígenos, mutagênicos e podem causar danos à fertilidade.

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De acordo com o Proteste, todo produto do tipo deve trazer o selo de certificação do Inmetro — garantia de que foi submetido a testes e atende aos requisitos mínimos de segurança — e indicação da faixa etária. A Estrela possui o crivo e pode continuar vendendo suas pulseirinhas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO