Mistérios da Cidade

Prefeitura altera nomes de ruas que homenageiam algozes da ditadura

Veja abaixo alguns dos personagens lembrados nesses espaços

Por: Mauricio Xavier [Com reportagem de Andreza Monteiro]

Grafites laterias de prédios
O Elevado Costa e Silva, que lembrava o ex-presidente do regime militar, agora se chama Elevado Presidente João Goulart (Foto: Rodrigo Dionisio)

Um projeto da prefeitura está alterando o nome de logradouros, praças e viadutos quando relacionado à violação aos direitos humanos. Batizada de Ruas de Memória, a iniciativa inclui 22 locais na capital.

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O primeiro a ser rebatizado foi o Elevado Costa e Silva (ex-presidente do regime militar), o popular Minhocão, que há duas semanas passou a se chamar Elevado Presidente João Goulart, em referência ao ex-presidente deposto em 1964.

Abreu Sodré
Abreu Sodré (Foto: Orlando Brito)

Abreu Sodré: governador de 1967 a 1971. Em seu mandato, a Polícia Militar começou a receber instruções do famigerado DOI-Codi. Viaduto na Mooca e rua no Morumbi.

Marechal Humberto de Alencar Castello Branco
Castello Branco (Foto: Reprodução)

Castello Branco: marechal do Exército, primeiro presidente militar, de 1964 a 1967, e criador do Serviço Nacional de Informações. Avenida no Bom Retiro.

Filinto Müller
Filinto Müller (Foto: Amilton Vieira)

Filinto Müller: senador entre 1947 e 1973 e chefe da polícia política durante o Estado Novo, instaurado pela ditadura Vargas. Rua em São Rafael, na Zona Leste.

Henning Boilesen
Henning Boilesen (Foto: Arquivo/Agência Estado)

Henning Boilesen: dono da empresa Ultragaz, financiou a Operação Bandeirante, que vitimou diversos presos políticos durante o regime militar. Rua no Butantã.

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Olympio Mourão
Olympio Mourão (Foto: Agência JB)

Olympio Mourão: general e presidente do Superior Tribunal Militar entre 1964 e 1969, foi responsável por uma série de perseguições políticas. Rua no Rio Pequeno.

Sérgio Fleury
Sérgio Fleury (Foto: Carlos Namba)

Sérgio Fleury: delegado acusado de liderar o grupo de extermínio Esquadrão da Morte, que participou de torturas e execuções. Rua na Vila Leopoldina.

Fonte: VEJA SÃO PAULO