Teatro

As melhores peças infantis em cartaz

Cinco atrações que conquistam a plateia

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

O Novo Rei de Beleléu
'O Novo Rei de Beleléu:' time de atrizes da Cia. Ouro Velho (Foto: Divulgação)

Veja as peças mais bem avaliadas pela nossa redação:

+ Dicas e atrações para as férias

  • Quando estreou, em 2005, a peça O Ilha do Tesouro causou frisson - era difícil conseguir lugar para acompanhar a divertida aventura. O motivo estava em sua pouco convencional mescla de encenação, interatividade e uma instalação cenográfica de 500 metros feita de madeira, lona e barro. De volta ao cartaz, o espetáculo começa numa taverna na qual o ator Yunes Chami participa da primeira cena com as crianças (obrigatoriamente com mais de 7 anos). Depois, elas entram por um alçapão e partem em busca do tal tesouro. Do outro lado, os adultos presentes viram piratas e também brincam em túneis, labirintos e sequências de lutas de espada até o desfecho, dentro do Teatro do Centro da Terra. Recomendado a partir de 7 anos. Estreou em 14/5/2005. Até 26/6/2016.
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  • Encantadora, a fábula musical do compositor russo Sergei Prokofev ganha vida e (muitas) cores pelas mãos dos hábeis manipuladores da Imago Cia. de Animação. A trama apresenta um menino que desobedece ao avô e foge para a foresta na companhia de um pato, um gato e um passarinho. Lá, encontra um lobo feroz e tem de usar a inteligência para se safar e salvar os amigos. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 3/1/2004. Até 28/2/2016.
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  • A jornada escrita pelo francês Júlio Verne (1828-1905) ganha uma boa adaptação infantil, dirigida por Eric Nowinski. Na história, o geólogo Otto Lindenbrok (Bruno Rudolf) e seu sobrinho Axel (Ricardo Rodrigues) decidem chegar ao centro do planeta através de um vulcão na Islândia. A aventura só é possível com a ajuda do guia Hans (André Schulle). Mesmo falando um dialeto incompreensível — e engraçadíssimo —, ele encontra soluções para levar o tio deslumbrado e o sobrinho um tanto medroso ao seu destino. Em completa sintonia, os três atores pulam, carregam uns aos outros nas costas e se contorcem no cenário que se transforma a cada passagem de tempo. O resultado é um espetáculo com ritmo frenético, capaz de manter até os mais agitados com os olhos vidrados no palco. Exibições em vídeo gravadas em tempo real, uma das especialidades do diretor, dão a impressão de que a plateia mergulha junto no vulcão e, numa das cenas mais bonitas, até navega num rio dentro da Terra. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 12/9/2015. Até 14/2/2016.
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  • Como falar do perigo da indiferença (e do poder do brilho no olhar) para uma criança? A Cia. Ouro Velho dá conta desse recado em O Novo Rei de Beleléu — sem cair na armadilha do discurso vazio. Um time de seis atrizes sobe ao palco para contar a história do tal condado de Beleléu. Após a morte de seu líder, o lugar é tomado pela epidemia de uma grave doença chamada “tanto faz”, que tira a vontade de viver de todos os moradores. Três homens ambiciosos, Mister Midas (Danilla Figueiredo), Dr. Furaboulus (Aline Penteado) e o General Matraca (Thais Luna), decidem entrar em uma difícil jornada para conseguir o cargo cobiçado. Para impedir que a cidade caia nas mãos erradas, os últimos dois sonhos da população (interpretados por Tássia Melo e Aline Gonçalves) pedem ajuda a Gabriel (Lara Hassum), um artista revolucionário com outra visão de mundo, capaz de animar os doentes e salvá-los da terrível peste. Elementos da cultura popular, como o cordel, a folia de reis e até um boi-bumbá de bolso, completam o espetáculo. A boa química do elenco e a intimidade com instrumentos como sanfona, violão e pandeiro são pontos positivos. Com música ao vivo e em clima de festa, fica difícil deixar o teatro com a sensação de que tanto fez ter pago o ingresso para a peça. Recomendado a partir de 5 anos. Estreou em 16/1/2016. Até 21/2/2016.
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  • O espetáculo usa a própria peça para mostrar um pouquinho da arte do teatro. A garotada pode ver em cena o elenco se maquiar e trocar de fgurino entre uma cena e outra, como se estivesse nas coxias. A história dos irmãos abandonados que se perdem na foresta é transportada aos tempos atuais. Na trama, João (Elber Marques) e Maria (Pitty Webo, que também dirige a montagem) brincam num sótão com adereços antigos. Mas a aventura começa mesmo quando a dupla passa a adaptar clássicos infantis, com direito a uma bruxa moderna, famosa por apresentar um programa de culinária na internet — com uma casa toda feita de chocolates, é claro. Com atuações corretas, cheias de trejeitos infantis, os atores animam a plateia cantando canções conhecidas pelos pais, entre elas Ovelha Negra, de Rita Lee, e História de uma Gata, de Chico Buarque. Estreou em 4/1/2014. Até 28/2/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO