Teatro

As melhores peças infantis em cartaz

Cinco atrações que conquistam a plateia

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

19ª edição do Festival de Férias
Paula e Marcelo Zurawski: O Flautista de Hamelin (Foto: Veja São Paulo)

Veja as peças mais bem avaliadas pela nossa redação:

+ Dicas e atrações para as férias

  • Reza a lenda no circo que nenhum artista deve se apresentar depois da meia-noite. Desse horário em diante, o picadeiro precisaria ser liberado para os fantasmas do nariz vermelho. Essa é a premissa da divertida peça Antes do Dia Clarear, da Cia 2Dois. Fruto de três anos de pesquisa, o enredo homenageia a história de importantes palhaços brasileiros: Arrelia, Carequinha e Torresmo. Dirigidos por Fernando Escrich e Ronaldo Aguiar, David Taiyu (que dá vida a Dadúvida) e Sandro Fontes (o Sandoval) lançam mão de pouquíssimas falas em cena e arrancam risadas de adultos e crianças. A dupla, que também trabalha junto na ONG Doutores da Alegria, acompanha uma madrugada cheia de assombrações — que não metem medo nenhum, pode ficar tranquilo. De duas malas, tiram seus figurinos e assumem diferentes papéis. Preste atenção na sincronia dos atores na hora de maquiar um ao outro em cena e de montar o cenário no qual realizam truques clássicos. Na interpretação da trilha sonora composta por Fernando Escrich e musicada por Nino Rota, um bumbo, um prato e uma vitrolinha antiga e ruidosa atraem a geração que nasceu na época da música tocada em iPods. Recomendado a partir de 4 anos. Estreou em 21/11/2014. Até 21/8/2016.
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  • A dupla — que já manipulou bonecos, adaptou clássicos e gravou CD — inspira-se aqui na conhecida história dos irmãos Grimm. Marcelo interpreta o músico incumbido de livrar dos ratos a cidade de Hamelin. Ao soprar sua flauta, ele enfeitiça os roedores e os conduz para bem longe. Quando volta, leva um calote do prefeito corrupto e decide se vingar. É nesse ponto que os atores mudam o rumo da trama e surpreendem a platéia com um final interativo. Recomendado a partir de 4 anos. Estreou em 2006. Até 25/9/2016.
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  • O primeiro texto para o teatro de Antonio Calmon, autor de novelas como Vamp e Top Model, guarda semelhanças óbvias com o universo de Harry Potter, entre elas os elementos de bruxaria e a caracterização dos personagens (o protagonista usa óculos de aros redondos, por exemplo). Inspirada pelo poema homônimo de Goethe, datado de 1797, a peça O Aprendiz de Feiticeiro conta a história de Arthur (Ghilherme Lobo). O aluno nota 10 sofre bullying por ter uma imaginação bastante fértil. O menino é salvo de uma agressão por Jane (a atriz global Klara Castanho), de quem ganha um celular. Ao bisbilhotar os aplicativos do aparelho, ele é transportado para tempos medievais. Nessa terra fantástica, encontra o feiticeiro Ambrósio (Maurício Machado), com quem começa a treinar magia. O garoto descobre, então, que a princesa Jane procura um pretendente e se candidata para um desafio de força e inteligência. No espetáculo, chama atenção o uso do teatro de sombras e o revezamento dos sete atores, entre eles Victor Garbossa e Julio Oliveira, para interpretar onze personagens. Na plateia, os mais novinhos se encantam com os truques de mágica, enquanto os jovens curtem as cenas de ação e o clima de romance entre Arthur e Jane. Recomendado a partir de 5 anos. Estreou 15/7/2016. Até 12/11/2016.
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  • Sabe aquele papo de “ficar mocinha”? É só uma das histórias da passagem da infância para a adolescência que dão pano para manga no musical O Livro de Tatiana, com roteiro e direção de Bruno Garcia, que também interpreta o pai da protagonista. Na trama, Tatiana (Isabella Moreira) acaba de completar 11 anos e tem todas as dúvidas e sonhos típicos da idade. Um dia, ela encontra um livro de capa vermelha, sem uma palavra sequer escrita nas páginas. Com a ajuda de sua melhor amiga, Tina (Maria Bia), ela percebe que, com a força de seu pensamento e vontade, tudo o que ela deseja começa a se tornar realidade, incluindo um “crush” (ou paquerinha, no vocabulário antigo) com o garoto dos seus sonhos. Juntos, os dois vão parar na Lua, em um determinado momento. Se o texto agrada aos pais e mães pelas sacadas inteligentes, a plateia mirim é conquistada pela emoção. Somam pontos positivos o figurino gótico-suave que parece saído de Monster High, assinado por Marco Lima, e o cenário criativo. Num dos melhores momentos, Tatiana se equilibra sobre uma roda vermelha de 3 metros de diâmetro. Três músicos e a vocalista Karina Lima, da banda Armonika, interpretam ao vivo no palco todas as canções do espetáculo. Recomendado a partir de 5 anos. Estreou em 25/6/2016. Até 28/8/2016.
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  • A fórmula é a mesma. Telões de LED, bolhas de sabão, simulação de vento e muito papel picado são os artifícios usados pelo diretor italiano Billy Bond em suas releituras de clássicos da Disney. Depois de Branca de Neve e os Sete Anões e Cinderela, o escolhido desta vez foi o conto Alice no País das Maravilhas, do inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898). A adaptação em formato de musical mostra-se grandiosa e traz cinco ricos cenários combinados com projeções no fundo do palco e 140 figurinos. Trinta atores compõem o elenco, que dança e canta as 32 composições criadas pelo próprio diretor. Vale destacar as inteligentes soluções encontradas para os esquetes do Gato Risonho, que é montado e desmontado durante o espetáculo e brilha sob o efeito de luz negra, e o momento em que Alice aumenta e diminui de tamanho para passar pela portinha de entrada do País das Maravilhas. Contudo, a montagem tem fraquezas. A atriz Karina Mathias, que interpreta a protagonista quando moça, não consegue convencer a plateia e carece de técnica nos números de dança. Outro descuido está na falta de fio narrativo — a história não é bem costurada e pode deixar os menorzinhos confusos. Ou seja, chama mais atenção pela beleza do que pelo conteúdo. Recomendado a partir de 4 anos. Estreou em 2/5/2015. Até 7/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO