Teatro

As melhores peças infantis em cartaz

Cinco atrações que conquistam a plateia

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Pluft, o Fantasminha
'Pluft, o Fantasminha' (Foto: Divulgação)

Veja as peças mais bem avaliadas pela nossa redação:

+ Dicas e atrações para as férias

  • Aviso aos adultos que vão acompanhar os meninos e meninas em O Alvo Parte 2 — Hateclub: talvez algumas expressões usadas sejam quase desconhecidas. O pequeno glossário aqui embaixo ajuda, mas a melhor forma de se inteirar é perguntar aos filhos os detalhes do texto escrito pelo também diretor Pedro Garrafa. Os jovens sabem direitinho como se travam as disputas entre amigos nas escolas. A história começou na elogiada ✪✪✪✪ O Alvo, de 2015, quando o autor abordou a trajetória de cinco garotas que atormentavam Maria Cláudia, apelidada de “dinossaura”. A sequência mostra uma reviravolta. Agora é o quinteto que passa a ser excluído pelos outros alunos. Para fazer a garotada a partir dos 8 anos refletir sobre um assunto sério como o bullying, a montagem abusa de referências adolescentes na trilha sonora, recheada de hits como Sorry, de Justin Bieber, e Work, de Rihanna. Em sintonia, as atrizes Andressa Andreato, Julia Freire, Kuka Annunciato, Luiza Porto, Natalia Viviani e Pauline Mingroni não perdem a mão nem nas cenas de discussão — e olha que são muitos gritos agudos simultâneos. Também somam pontos positivos o bom uso da luz negra e os acessórios de cores vibrantes, destacados ainda mais no escuro. Quem perdeu a primeira peça pode conferir uma sessão extra do enredo, às 17h30, no mesmo teatro. Recomendado a partir de 8 anos. Estreou em 4/6/2016. Até 31/7/2016. Glossário para os pais: Shippar: torcer para que duas pessoas comecem a namorar, mesmo quando elas nem têm interesse Tombar: fazer alguma coisa que chama a atenção de um grupo de pessoas Fazer a louca: tomar uma atitude extrema Bafônica: fofoca quente sobre alguém
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  • Em Caminho da Roça, as comadres Durvalina (Antônia Matos) e Maricota (Simone Grande) têm pesadelos com o saci e a mula sem cabeça, a ponto de não saírem de casa. Mas elas são obrigadas a enfrentar seus pesadelos quando encontram uma viola mágica, com poderes especiais. A dupla precisa, então, achar coragem para correr em busca das verdadeiras donas do objeto, uma avó e uma neta (interpretadas pelas mesmas atrizes). Com vinte anos de estrada, As Meninas do Conto tiram de letra o desafio de viver diferentes personagens, cada um com um trejeito divertido. A direção, assinada por Erick Nowinski, mescla bonitas canções, cenas cômicas de arrancar gargalhadas e algumas surpresas. No final, um cheirinho de bolo — sim, de verdade — toma conta do teatro. Recomendado a partir de 4 anos. Estreou em 14/5/2016. Até 26/6/2016.
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  • Quando estreou, em 2005, a peça O Ilha do Tesouro causou frisson - era difícil conseguir lugar para acompanhar a divertida aventura. O motivo estava em sua pouco convencional mescla de encenação, interatividade e uma instalação cenográfica de 500 metros feita de madeira, lona e barro. De volta ao cartaz, o espetáculo começa numa taverna na qual o ator Yunes Chami participa da primeira cena com as crianças (obrigatoriamente com mais de 7 anos). Depois, elas entram por um alçapão e partem em busca do tal tesouro. Do outro lado, os adultos presentes viram piratas e também brincam em túneis, labirintos e sequências de lutas de espada até o desfecho, dentro do Teatro do Centro da Terra. Recomendado a partir de 7 anos. Estreou em 14/5/2005. Até 26/6/2016.
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  • No texto escrito por Maria Clara Machado, Pluft é o pequeno fantasma que mora no sótão de uma casa abandonada em uma ilha com sua mãe fantasma e o dorminhoco tio Gerúndio — que transformou um baú em sua cama. Ele não sabe se gente existe, porque nunca viu de perto, e tem um medo danado de encontrar alguma pessoa. Pluft conhece Maribel, neta do falecido Capitão Bonança, quando a menina é aprisionada no casarão pelo terrível pirata Perna-de-pau. A garota espera ser resgatada pelos amigos João, Julião e Sebastião, enquanto o pirata procura o tesouro perdido de Bonança. Para fugir e resguardar o tesouro, a família fantasma e a garota precisam deixar o medo e as diferenças de lado. O espetáculo encanta crianças de cerca de 2 aninhos por sua linguagem fácil e pela bela interpretação da companhia Vila Teatro. Estreou em 11/6/2016. Até 31/7/2016.
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  • Só de ler o nome do espetáculo, Chapeuzinho Vermelho, bate uma preguiça da velha história? Pois nesta montagem o diretor Eduardo Leão deixa para trás a mesmice. A graça da peça bem acelerada — são apenas quarenta minutos de duração — está em reconhecer a fábula sem precisar ouvir as batidas falas como “Vovó, que olhos grandes você tem!”. A proposta muda dá certo por causa dos ótimos atores, que se desdobram em caras e bocas e arrancam gargalhadas da plateia. A protagonista (Manuela Figueiredo) e o vilão Lobo Mau (Marcelo Diaz) se revezam entre muitos personagens e mostram sua versatilidade na pele da Vovozinha e do musculoso Lenhador. A bonita trilha sonora assinada por André Abujamra dá ao espetáculo o tom de conto de fadas, além de acompanhar os amalucados personagens em alguns passos de dança. O fim da história todo mundo já sabe, nem precisa de spoiler, mas, mesmo assim, vale a pena não desgrudar os olhos do palco para aproveitar cada segundo. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 6/2/2016. Até 26/6/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO