Internacional

A pegadinha do elogio de Obama a Dilma

Na Cúpula das Américas, americano teria dito que "precisou uma mulher chegar ao poder para limpar a corrupção". Casa Branca, porém, não tem registro do discurso 

Por: Veja São Paulo

obama
Obama: "é bom que o Brasil esteja crescendo rapidamente" (Foto: Reprodução)

Um texto publicado no Portal Metrópole e que circula nas redes sociais atribui ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a frase "precisou-se que uma mulher chegasse ao poder para se começar a limpar a corrupção". O mandatário norte-americano teria feito o elogio à presidente Dilma Rousseff durante a Cúpula das Américas, evento que ocorreu na semana passada no Panamá e reuniu diversos chefes de Estado americanos, como Raúl Castro (Cuba) e Nicolás Maduro (Venezuela). 

A frase, no entanto, não consta nas transcrições dos discursos e das coletivas de imprensa concedidas por Obama durante o evento. A Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, disponibiliza todo o material em seu site. Dilma e Obama tiveram encontro público, no qual ficou agendada uma visita da presidente do Brasil aos Estados Unidos no dia 30 de junho. 

+ Confira as últimas notícias da cidade

Durante a reunião, o norte-americano elogiou o Brasil e outras nações sul-americanas. "O Brasil não é apenas um dos países mais importantes desse hemisfério, mas um líder em diversos assuntos. Estou ansioso para encontrar a presidente e conversarmos sobre coisas como mudanças climáticas, energia, educação, ciência e tecnologia", afirmou Obama. 

Após o encontro, Obama destacou que é "bom para os Estados Unidos que o Brasil esteja crescendo em ritmo acelerado", assim como é interessante que o Panamá e o México estejam prosperando economicamente. 

O Brasil, no entanto, patina na economia. A taxa de inflação, medida pelo IPCA, foi de 8,13% nos 12 meses terminados em março. O Fundo Monetário Internacional revisou para baixo as projeções para o PIB brasileiro. Segundo o FMI, o país deve ter retração de 1% em 2015 e crescer apenas 0,9% em 2016.

Fonte: VEJA SÃO PAULO