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Dicas para escolher a profissão certa

Em dúvida na hora de preencher sua inscrição para o vestibular? VEJINHA.COM conversou com especialistas e reuniu dez dicas para você não tomar a decisão errada

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

Profissões
Médico, advogado ou administrador?: saiba como escolher entre as várias opções (Foto: Thinkstock)

1. Pense nos seus hobbies

O que você gosta de fazer? Quais atividades o deixam feliz? Para Sofia Esteves, presidente da Cia de Talentos e especialista em carreiras, essas são algumas perguntas que o estudante deve fazer nesse momento de autoconhecimento. "Lembrar as brincadeiras favoritas na infância e coisas que fazem os olhos brilharem é importante para a pessoa definir os seus gostos e afinidades."

2. Liste seus pontos positivos e negativos

"Às vezes, nem sempre se é bom naquilo que gosta ou naquilo que deseja fazer", explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com. Por isso, o também especialista em mercado de trabalho aconselha o jovem a fazer um levantamento honesto de seus pontos fortes e fracos. "Não adianta querer estudar turismo, por exemplo, se a pessoa não fala outro idioma ou odeia estudar línguas."

3. Analise e entenda o mercado atual

Feito um estudo sobre si mesmo, o jovem deve avaliar a realidade do mercado de trabalho. Isso inclui fazer um levantamento das profissões do momento e das possibilidades de futuro. “Mas é bom ter cuidado para não basear sua escolha nos famosos rankings de carreiras, muito imediatos”, alerta Carmen Alonso, gerente de treinamento do Nube.

4. Limite suas escolhas

Hoje, existem 22.000 cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), o que pode deixar o jovem confuso na hora de optar por uma ou outra profissão. “A variedade muitas vezes atrapalha, porque, se o aluno decidir ler sobre cada curso, no final estará ainda mais indeciso”, afirma Renato Grinberg, presidente do Trabalhando.com e especialista em carreiras.

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5. Cruze os dados

Depois de listar seus pontos positivos e negativos, analisar o mercado e delimitar as opções de carreira, é hora de cruzar todas as informações. “Veja se os seus pontos fortes e gostos se encaixam com as profissões que te interessam”, aconselha Sofia Esteves. “Há pessoas que adorariam trabalhar na área de comunicação, mas é introvertida, não gosta de lidar com os outros.”

6. Analise a profissão desejada

Selecionado um curso, estude tudo sobre ele: as melhores instituições de ensino, as possibilidade de trabalho, as áreas de atuação, as competências exigidas. Nessa etapa você também pode verificar a grade das faculdades e ver as disciplinas de cada ano. “Na universidade, provavelmente, a pessoa terá algumas matérias das quais não gosta, mas isso não deve desmotivar se o conjunto geral do curso ainda interessar", lembra Carmen Alonso.

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7. Procure profissionais da área

"Conversar com quem tem experiência e atua na sua área de interesse sempre funciona", afirma Marcelo Abrileri. O especialista em carreiras também aconselha o jovem a visitar o local de trabalho do profissional e conhecer um pouco da rotina. "Muitas vezes o dia a dia é diferente do que a pessoa imagina."

8. Reflita sobre o seu projeto de vida

Pode parecer um pouco precipitado, mas é aconselhável traçar um plano de metas. "Não precisa planejar a terceira idade, mas verificar se a escolha profissional se encaixa com algumas coisas que se deseja fazer no futuro", explica Carmen Alonso. Por exemplo, se você planeja fazer intercâmbios ou viajar muito, talvez seja bom escolher uma carreira que dê essa possibilidade.

9. Pense menos

Sim, pense menos. Ficar quebrando a cabeça e querer ter certeza de que a decisão é 100% correta pode levar qualquer um à loucura. “Se, depois de todos os cuidados anteriores, você ainda estiver em dúvida entre dois cursos, use sua intuição. Não dá para ter uma garantia de tudo”, acalma Renato Grinberg.

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10. Tenha um plano B

Caso o jovem queira fazer um curso menos tradicional, cujo mercado é mais restrito, uma boa opção é se matricular não em uma, mas em douas formações. Assim, ele fará o que gosta, porém, ao mesmo tempo, terá outra opção, que poderá dar maior segurança no futuro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO