Cinema

Corinthians: documentário 'Todo Poderoso' revive os 100 anos do Timão

Com farto material de época, filme tem relatos de grandes nomes do futebol, entre eles o depoimento do filho de Amílca Barbuy, primeiro corintiano na seleção

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Sócrates e Palhinha: tabela entre os craques se estende à mesa do bar São Cristovão (Foto: Divulgação)

No ano passado, os corintianos foram agraciados com dois documentários. Enquanto ‘Fiel’ focava na torcida e no rebaixamento do Corinthians à segunda divisão, ‘23 Anos em 7 Segundos’ retratava a vitória no campeonato paulista de 1977. Documento mais amplo e completo encontra-se agora em Todo Poderoso: o Filme — 100 Anos de Timão, em cartaz apenas no Cine Bombril e com lançamento em DVD previsto já para setembro. Trata-se, claro, de um produto destinado à grande nação corintiana, estimada em 30 milhões de torcedores.

Os diretores Ricardo Aidar e André Garolli, ambos estreantes, contaram com roteiro correto e didático escrito pelo jornalista esportivo e pesquisador Celso Unzelte. Sob narração do ator Dan Stulbach e sustentado em farto material de época, o filme rememora muitos altos e poucos baixos dos 100 anos dessa verdadeira instituição paulistana. Desenvolto à frente da câmera, Unzelte, responsável pelos bate-papos com os entrevistados, apresenta fatos e curiosidades. Está lá, por exemplo, o emocionado depoimento do filho de Amílcar Barbuy (1893-1965), o primeiro jogador corintiano a entrar para a seleção brasileira. Outra relíquia: uma declaração para a TV Cultura feita em 1974 por Manuel Nunes, o Neco (1895-1977), o maior ídolo do time nas décadas de 10 e 20.

Não poderiam ficar de fora do filme registros de Zé Maria, Palhinha, Sócrates, Biro-Biro, Neto, Marcelinho Carioca e outros craques do Parque São Jorge. Capítulo à parte, Wladimir, recordista no número de partidas (805), chega às lágrimas ao relembrar seus dribles. Outra vantagem do documentário é dar voz a adversários lendários, como o santista Pelé e o palmeirense Ademir da Guia. A fita, óbvio, carrega no clima de oba-oba, mas muito bem dosado, para não cansar. Até o presidente Lula dá o ar da graça. Corintiano roxo, ele veste literalmente a camisa em mais um exemplo de amor incondicional pelo Timão.

Fonte: VEJA SÃO PAULO