Transportes

Projeto de expansão das ciclovias custa mais que o triplo do previsto

Os projetos de ciclovias e ciclofaixas da cidade custam em média 650 000 reais por quilômetro construído, mais que o triplo do previsto pela prefeitura. Essa é só uma das questões mal explicadas do programa

Por: Aretha Yarak e Silas Colombo - Atualizado em

ciclovia avenida paulista
Quebradeira na Paulista: segundo a CET, trata-se de uma obra de sinalização com ajustes viários (Foto: J. Duran Machfee)

O investimento em faixas exclusivas para bicicletas pode ser considerado um termômetro moderno do grau de civilidade de uma metrópole. Entre outros benefícios, a política representa uma ferramenta para melhorar o fluxo no trânsito, a qualidade de vida da população e a paisagem urbana.

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São Paulo finalmente acordou para essa tendência mundial com a chegada de Fernando Haddad ao Edifício Matarazzo, em janeiro de 2013. Até então, a capital possuía apenas 63 quilômetros de pistas do tipo. A partir de junho de 2014, o atual prefeito bateu recordes de execução de projetos na área e transformou o negócio em uma das principais bandeiras de sua administração.

Entre ciclovias (trajetos segregados dos carros por alguma barreira física) e ciclofaixas (feitas apenas com a pintura do asfalto), ele entregou 156 quilômetros, aumentando a malha daqui para mais de 200 quilômetros. A marca deve subir caso ele cumpra sua promessa de campanha de fazer outros 244 quilômetros até ofim de 2015. Chegaríamos assim perto da faixa dos 500 quilômetros.

marginal pinheiros - ciclovia
Ciclovia Rio Pinheiros: mais de 20 quilômetros de via (Foto: Mario Rodrigues)

Dessa forma, São Paulo fica mais próxima do compasso de outras grandes cidades estrangeiras. Berlim, na Alemanha, e Nova York, nos Estados Unidos, possuem malhas de 620 e 543 quilômetros, respectivamente. Lá fora, a conquista de espaço para os ciclistas não foi pacífica e gerou vários protestos em regiões mais povoadas. Em São Paulo não tem sido diferente, com problemas verificados em bairros como Moema e Higienópolis, onde comerciantes e moradores protestaram e exigiram mudança nos traçados.

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Pode-se dizer, no entanto, que esses problemas foram pontuais. Prova disso é que a iniciativa conta com a simpatia da maioria da nossa população. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em setembro do ano passado, quase 80% dos paulistanos apoiam a ideia (no domingo, 8 de fevereiro, uma nova sondagem do instituto apontava queda no índice, para 68%). “Para minha surpresa, foi muito mais rápido do que eu imaginava. Esperava que o apoio viesse em quatro, cinco, seis anos”, afirmou Haddad na época. Seu objetivo é viabilizar uma alternativa real de transporte na capital e proteger quem pedala da barbárie do trânsito.

Entre 2013 e 2014, registrou-se uma diminuição de 15% no número de acidentes com ciclistas por aqui. O volume de casos no ano passado ainda foi alto (596, sendo 32 fatais), mas a tendência é que ocorra uma redução mais rápida do problema com a ampliação do programa municipal.

ciclovia faria lima
Ciclovia Faria Lima: projeto completo vai custar 54 milhões de reais (Foto: Fernando Moraes)

Embora muitíssimo bem-vinda, a política de abrir rotas ao transporte sobre duas rodas não pode virar uma caixa-preta em termos de orçamento, incluindo atalhos obscuros na contratação de empresas e no uso do dinheiro público. Em outros termos, São Paulo precisa de ciclovias, mas não a qualquer custo.

Quando anunciou seu plano para a área, o prefeito planejava gastar 80 milhões de reais para criar na capital 400 quilômetros exclusivos para bicicletas (somando ciclofaixas e ciclovias). Isso dá uma média de 200 000 reais por quilômetro. Esse orçamento inicial, no entanto, tem tanto valor hoje quanto um pneu furado.

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Até agora, saíram dos cofres municipais 39 milhões de reais para fazer 156 quilômetros. Conclusão: o município consumiu quase metade do orçamento previsto para fazer pouco mais de um terço do projeto. As maiores obras em andamento (21 quilômetros, que incluem as ciclovias das avenidas Paulista e FariaLima, entre outras) vão totalizar mais 77 milhões de reais em investimentos (part eda dinheirama já está sendo gasta).

Somando-se os trechos entregues e as pistas em construção, a prefeitura vai gastar em 177 quilômetros de vias um total de 116 milhões de reais, o equivalente a cerca de 650 000 reais por quilômetro. Como outros trechos devem sair do papel até o fim deste ano, de modo a totalizar os 400 quilômetros prometidos, a conta vai ficar ainda maior. “Teremos de pedir mais dinheiro”, reconhece Tadeu Leite Duarte, diretor de planejamento, projetos e educação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um dos órgãos municipais responsáveis pelos projetos.

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O total de 650 000 reais é mais que o triplo do gasto previsto incialmente por Haddad. É também superior à média mundial de 300 000 reais por quilômetro, conforme apuração de um time de correspondentes de VEJA SÃO PAULO no exterior.Os dados foram obtidos durante entrevistas com profissionais dos departamentos de trânsito de dez cidades estrangeiras que são referência em investimentos nessa área (veja o quadro abaixo). A cada uma dessas fontes, os jornalistas pediram um cálculo em valores atualizados sobre o custo médio de construção por quilômetro de faixas exclusivas para bicicletas (incluindo ciclovias e ciclofaixas).

quadro ciclovia mundo
Custo médio das ciclovias de São Paulo comparado ao de pistas de outras cidades do mundo (Foto: Arte Veja São Paulo)

Comparando-se o custo da malha de Haddad com o de circuitos similares forado país, São Paulo desponta como a mais cara no ranking que inclui metrópoles como Paris, na França, Madri, na Espanha, e Copenhague, na Dinamarca. Mesmo fora da Europa, a pista da prefeitura continua acima da média. Vale mais que o dobro da de Bogotá, na Colômbia, por exemplo.

Nas comparações com obras semelhantes no Brasil, acontece o mesmo. São Paulo fica à frente de capitais como Curitiba e Porto Alegre. Segundo a prefeitura daqui, cerca de 95% das obras entregues desde o ano passado são trechos feitos basicamente com pintura no chão e sem pavimento próprio. 

Empresas do mercado consultadas por VEJA SÃO PAULO garantem que esse serviço sai bem mais barato que os 200 000 reais previstos pelo governo municipal. A reportagem fez cotação com três companhias especializadas da cidade. Elas só aceitaram mandar o orçamento com a condição de seu nome permanecer em sigilo, por estarem participando de outros processos licitatórios.

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Para calcularem os preços, usaram como valores de referência para as matérias primas e o custo de implementação as médias definidas no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Segundo as fontes consultadas, o quilômetro de pista custaria em torno de 105 000 reais, incluindo a margem de lucro do serviço. Esse valor fica um pouco mais próximo do padrão de Nova York. Por lá, os trechos mais simples, feitos com pintura no asfalto, saem em média por 140 000 reais, segundo o Departamento de Transportes da cidade americana.

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A proliferação de ciclovias pela cidade, sem que nenhum documento passasse por fiscalização prévia, chamou a atenção do Tribunal de Contas do Município (TCM). Desde setembro do ano passado, o relator de Transportes e vice-presidente da corte, Edson Simões, tenta receber as informações dos contratos da era Haddad. Até agora, teve acesso completo apenas aos papéis relativos às ciclovias da Avenida Paulista e da Rua Amaral Gurgel (sob o Minhocão).

Juntas, elas somam 8,8 quilômetros e investimentos de 22 milhões de reais. Com base nos dados fornecidos, o TCM finalizou há duas semanas um relatório com onze volumes de documentos que lista uma série de irregularidades. VEJA SÃO PAULO teve acesso com exclusividade ao material em que sobressaem pontos como a ausência de análise sobre a viabilidade e o impacto no trânsito dos projetos.

Além disso, eles não estão centralizados na CET, mas pulverizados por diversas secretarias, incluindo a do Verde e Meio Ambiente, a de Coordenação de Subprefeituras e a de Infraestrutura Urbana. “Isso dificulta a fiscalização”, diz Simões.

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O maior dos problemas encontrado pelo relator, no entanto, envolve a forma de contratação das empresas responsáveis pelas obras. Ela ocorreu por ata de registro de preço, uma ferramenta criada para agilizar despesas menores e rotineiras do município, a exemplo da compra de material de escritório para repartições públicas ou do pagamento de serviços como a manutenção de semáforos.

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Pelo sistema de ata, a prefeitura promove uma única licitação, que vai definir o melhor preço de compra. A partir daí, firma acordos para a aquisição dos produtos durante determinado período. Segundo relatório do TCM, o uso do instrumento para viabilizar ciclovias e ciclofaixas é ilegal. Essa conclusão é baseada em leis como a municipal número 13 278, de 2002, que diz que “o fornecimento de materiais em geral e a prestação de quaisquer serviços, em ambos os casos, desde que habituais ou rotineiros, poderão ser contratados pelo sistema de registro de preços”.

Outros especialistas têm a mesma interpretaçãodo TCM. “Obras para a implementação de vias para bicicletas não são algo rotineiro”, afirma Antônio Cecílio Pires, professor de direito administrativo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Além disso, acarretam uma transformação do espaço público. O mais certo seria abrir licitações pontuais.”

A prefeitura diz que fez tudo dentro da lei. “O uso da ata é correto, pois a construção de ciclovias não é obra, e sim ajuste no sistema de trânsito”, argumenta Tadeu Duarte, da CET. “Para implementá-las, é preciso apenas modificar a sinalização viária e fazer alterações geométricas nas vias, quando necessário.”

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Coerentemente com esse raciocínio, os contratos em questão não discriminam em nenhum ponto a execução de faixas exclusivas para bicicletas. Eles falam genericamente em “execução de projeto para sinalização semafórica” e “reconfiguração geométrica e serviços complementares”. 

Uma das companhias que enviaram proposta para fazer o trabalho da Paulista, a Serttel Ltda., com sede em Pernambuco, foi pega de surpresa pela desqualificação da concorrência. Sem saber que teria de fazer uma ciclovia, apenas apresentou o orçamento para a readequação de semáforos.

tabela ciclovia brasil
Custo médio das ciclovias de São Paulo comparado ao de pistas de outras cidades brasileiras (Foto: Arte Veja São Paulo)

O vencedor do processo da Paulista, que vai custar 15 milhões de reais, foi o Consórcio Semafórico Paulistano, formado pelas empresas Arc Indústria e Comércio, Meng Engenharia e Sinalronda, todas de São Paulo. Ele está inscrito na Junta Comercial desde 19 de maio de 2014. O documento informa que sua sede fica na Rua Siqueira Bueno, 35, no Belenzinho, na Zona Leste. Trata-se do endereço de um edifício residencial, o Luzia Costa. 

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 Na manhã da última terça (3), a reportagem de VEJA SÃO PAULO esteve no local e falou com alguns moradores e funcionários. Ninguém sabia da existência de um Consórcio Semafórico Paulistano no lugar. Por meio de uma nota oficial, a empresa afirmou que o responsável pelo registro na Junta cometeu um equívoco. A sede, na verdade, ficaria dentro de um galpão nas redondezas, onde se realizam algumas atividades da Arc Indústria.

Os trabalhos na Paulista começaram em 5 de janeiro. Com a ajuda de três escavadeiras e de quarenta operários, grande parte do canteiro central, do número 1 313 ao 2 200, já foi destruída para dar lugar à futura pista. Ao todo, ela terá 3,8 quilômetros e vai ocupar ao menos 50 centímetros das faixas de rolagem dos carros. Oito relógios de rua, seis postes de iluminação e três totens de semáforos terão de ser realocados.

ciclovia plano de meta faria lima
Página que incluía a ciclovia da Operação Faria Lima no plano de metas foi retirada do ar (Foto: Divulgação)

Grades também serão instaladas em alguns trechos nas laterais da via, especialmente nas pequenas rampas de concreto que levarão os ciclistas para o nível da rua nos cruzamentos, para ampliar sua segurança. Parece algo muito maior que os "ajustes no sistema viário", como defende a CET.

"A própria prefeitura denomina o que está fazendo na Paulista como uma obra. É só olhar os cartazes que estão espalhados por perto: eles dizem 'obra'. Além disso, há uma equipe lá realizando uma alteração do espaço público. A calçada vai ficar de outro tamanho, de outro jeito", questiona Antônio Cecílio Pires, da Mackenzie.

Embora seja o projeto de maior visibilidade, o da Paulista não é o mais caro do pacote de Haddad. Esse posto cabe ao circuito da Operação Urbana Faria Lima: cada um dos 12 quilômetros do traçado custará cerca de 4,5 milhões de reais, totalizando um empreendimento de 54 milhões.

+ Prefeitura gastará 77 milhões de reais em três ciclovias

A título de comparação, um estudo do Departamento de Transportes de Nova York publicado em setembro do ano passado mostrou que as ciclovias mais caras daquela metrópole foram as da Columbus Avenue (entre as ruas 96 e77), Broadway (entre 23 e 18), 2nd Avenue (entre 2 e 14) e novamente outra faixa na 2nd Avenue (entre 23 e 32). Elas foram instaladas entre 2010 e 2011 e custaram aproximadamente 1 milhão de reais por quilômetro.

Em 11 de abril de 2014, a Secretaria Municipal de Coordenação das subprefeituras (SMSP) assinou seis contratos com a empresa Jofege Pavimentação e Construção para a realização da ciclovia Faria Lima. A via a ser erguida no canteiro central deve ligar a Ceagesp ao Parque do Ibirapuera, passando por avenidas importantes como a Faria Lima e a Hélio Pellegrino. Mas o trecho entre o Largo da Batata e a Praça Apecatu já existe e está em operação desde 2012. Dessa forma, seria o primeiro caso mundial de uma ciclovia construída sobre outra.

Passados cinco meses, os trabalhos acabaram sendo paralisados pela prefeitura, após o TCM apontar a duplicidade do traçado. O embargo atingiu apenas 2,5 quilômetros (o restante do trajeto continua em obras, com previsão de conclusão em outubro). Curiosamente, a pista instalada custou um décimo da nova, orçada em mais de 15 milhões de reais. Coincidência ou não, nos últimos dias foram retiradas do ar as informações sobre o projeto de 12 quilômetros da Faria Lima na área do site da prefeitura em que é detalhado o plano de metas da gestão para ciclovias.

ciclovia afonso de sampaio
Avenida Afonso de Sampaio e Sousa, em Itaquera: degrau inusitado (Foto: Felipe Neves)

Para avaliar os melhores e os piores trechos da malha atual da metrópole, a reportagem de VEJA SÃO PAULO percorreu, na semana passada, mais de 200 quilômetros do sistema. Cerca de 60% dos locais avaliados apresentavam problemas de pavimentação, como rachaduras e buracos no asfalto. Das 82 ciclovias e ciclofaixas, quarenta tinham longos trechos com falhas na conservação da tinta aplicada no chão. Na região central, foi preciso travar uma batalha com as centenas de pedestres que invadiam as vias.

A maioria das faixas aparenta não ter muita utilidade prática como transporte público. A de Mirandópolis, na Zona Sul, por exemplo, tem 200 metros de extensão e ocupa somente um quarteirão da Rua Guapiaçu. Os melhores trechos em funcionamento estão localizados nas avenidas Eliseu de Almeida e Faria Lima e no Rio Pinheiros, todos na Zona Oeste, com piso bem conservado, boa sinalização e fluidez.

Essas são justamente as ciclovias que apresentam o maior número de usuários. A da Faria Lima recebe cerca de 1 700 ciclistas por dia, segundo estimativas da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade). A prefeitura não tem pesquisas atualizadas sobre o nível de utilização das faixas da cidade.

ciclovia praça vilaboim
Rua Armando Penteado com Praça Vilaboim: traçado revisto depois de polêmica com moradores e comerciantes de Higienópolis (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)

Depois de terminar a auditoria sobre as obras da Paulista e da Amaral Gurgel, o relator Edson Simões enviou à prefeitura, em 26 de janeiro, os ofícios EES-2003/15, EES-2004/15 e EES-2005/15. A Secretaria de Transportes, de Jilmar Tatto, tem até a próxima terça (10) para apresentar explicações ao TCM. Porta-voz do governo municipal para o programa,Tatto negou-se a falar com VEJA SÃO PAULO a respeito do assunto.

Limitou-se a enviar a seguinte nota à redação: “Estamos atuando conjuntamente com outras secretarias, como a de Subprefeituras e a de Obras, quando necessário, para a implementação da rede cicloviária na cidade. O cumprimento da meta de 400 quilômetros está assegurado”.

Procurado pela revista, Fernando Haddad também não falou sobre o assunto (sua assessoria alegaou falta de tempo na agenda). Se a prefeitura não convencer o TCM da legalidade dos contratos, as obras correm o risco de ser suspensas e o Judiciário pode pedir a devolução das quantias que considerar superfaturadas .É fundamental esclarecer o caso. As ciclovias merecem aplausos, mas a pista precisa estar limpa.

* Colaboraram Felipe Neves e Juliene Moretti

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    Brasil a Gosto

    Rua Professor Azevedo Amaral, 70, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3086 3565

    8 avaliações
  • Cozinha variada

    Mercearia do Conde

    Rua Joaquim Antunes, 217, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3081 7204

    VejaSP
    11 avaliações

    Este está sendo um ano agitado para a empresária Maddalena Stasi e a chef Flavia Mariotto. Em agosto, elas lançaram um livro ilustrado por Marco Mariutti com receitas que fazem sucesso no menu. Na orelha da publicação, as autoras afirmam que “espalham alegria e guloseimas por onde passam”. Comprove essa tese ao provar algumas receitas tentadoras que surgem como o risoto de abóbora com carne-seca, folhas de mostarda e mandioca palha sai a R$ 72,00. Para a sobremesa, tem gostinho brasileiro a banana-da-terra servida com sorvete de tapioca e calda de goiabada (R$ 29,00).

    Preços checados em 14 de junho de 2016.

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  • Drinques

    Emiliano - Bar

    Rua Oscar Freire, 384, Cerqueira César

    Tel: (11) 3068 4390

    VejaSP
    1 avaliação

    Embora se localize no meio do caminho entre o lobby e o restaurante do Emiliano, o bar do hotel de luxo tem brilho próprio. Do início da manhã até o fim da noite, é possível pintar no lugar e pedir um champanhe do caprichado arsenal. São cerca de oitenta opções, dispostas desde o ano passado em uma adega exclusiva para 340 garrafas. Na ala dos drinques, duas novidades: o bloody mary com infusão de pimenta e o gim-tônica ao aroma de alecrim (R$ 36,00 cada um). A cozinha, assumida em novembro pelo italiano Andrea Montella, também apresenta mudanças. Bolinho clássico, o arancino ganha o formato de um pequeno e crocante cilindro de risoto de açafrão com cobertura de ragu de linguiça (R$ 40,00). Outra estreia, que pesa no bolso mas nunca no paladar, a tábua de queijos nacionais vem junto de mel trufado (R$ 78,00).

    Preços checados em 19 de julho de 2016.

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  • Espanhóis

    Venga!

    Rua Delfina, 196, Vila Madalena

    Tel: (11) 3097 9252

    VejaSP
    9 avaliações

    Nascida em um modesto ponto do Leblon seis anos atrás, a marca de origem carioca está presente por aqui desde 2011. Fica em uma vistosa esquina da Vila Madalena, cujas mesas da varanda dão vista para a praça em torno da qual distribuem-se outros dois bares de sucesso, Astor e Pé de Manga. Receitas em pequenas porções feitas com ingredientes de qualidade predominam no menu. Os dados de bacalhau são três deliciosos cubos do pescado cobertos por aïoli ao mel e acompanhados de espinafre (R$ 26,00). Bebidas merecem um capítulo à parte. A gostosa caipirinha venga, feita de cachaça, maçã verde, limão-taiti e um choro de vinho Pedro Ximenez (R$ 22,00), é uma alternativa ao básico chopinho Stella Artois (R$ 10,00).

    Preços checados em 5 de julho de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Ciao! Vino & Birra

    Rua Tutoia, 451, Paraíso

    Tel: (11) 2306 3541 ou (11) 2306 3561

    VejaSP
    2 avaliações

    É um pequeno e bom lugar à moda italiana para beber e petiscar. Descole uma cadeira na agradável varanda e veja a vida passar no Paraíso enquanto prova o ciao limone(R$ 22,00), coquetel de limoncello, vinho lambrusco e limão-siciliano, com gostinho que lembra o de picolé da fruta. Mais que os drinques, a carta é dominada pelos vinhos e pelas cervejas. Petiscos e pratos estão listados no cardápio em forma de jogo americano. Peça o sanduíche de linguiça toscana e cebola na ciabatta tostada e pincelada de mostarda (R$ 29,00). Mais gostoso ainda, o bolinho de quatro queijos fica bem crocante com o empanado de macarrão cabelo de anjo (R$ 27,00, oito unidades). Para alternar com os goles alcoólicos, a água filtrada é de graça e vem em saudosas garrafas de groselha.

    Preços checados em 15 de julho de 2016.

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  • Docerias

    Anusha Chocolates - Vila Olímpia

    Rua Comendador Miguel Calfat, 420, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3045 6054

    VejaSP
    2 avaliações

    Adotar a palavra “chocolates” no nome sugere que a marca seja especializada apenas nesse tipo de guloseima. Apesar de gostosos e bem acabados, os bombons recheados de gianduia, caramelo, café, capim-cidreira e Amaretto (R$ 300,00 a R$ 315,00 o quilo) dividem a atenção do público com apetitosos bolos. São opções com bastante recheio, caso da massa entremeada de musse de chocolate e do rocambole de doce de leite (R$ 120,00 o quilo para comer no local ou R$ 98,00 para levar). A torta de brigadeiro amargo (R$ 120,00, o quilo) faz bom par com o expresso orgânico (R$ 4,50). Passou a servir chá da tarde, das 15h às 18h, pelo valor fixo de R$ 45,00 por pessoa. Chocolates moldados em formato de sapato com salto alto (R$ 90,00; 230 gramas) e peças de Lego (R$ 35,00) são opções criativas para presentear. Lançou uma loja on-line com delivery para as zonas Oeste e Sul, e um quiosque com cardápio reduzido no Food Hall do Shopping Cidade Jardim.

    Preços checados em 3 de junho de 2015.

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  • Parques

    KidZania

    Avenida Rebouças, 3970, Pinheiros

    Tel: (11) 3995 4500

    VejaSP
    13 avaliações

    A cada meia hora, uma simulação de um grande incêndio acontece no hotel da cidade fictícia de KidZania. Em poucos minutos o minicarro dos bombeiros chega e dele sai um grupo de crianças treinadas para controlar o fogo em poucos minutos. Se houver algum ferido, uma ambulância com pequenos médicos socorre a vitima, que é encaminhada para o hospital, onde ocorrem também operações, como transplante de fígado. Toda essa agitação pode ser conferida na primeira unidade brasileira da rede mexicana KidZania, instalada no Shopping Eldorado desde dezembro de 2014. Por lá ocorrem ainda simulações de casos enfrentados em uma delegacia, cozinha de restaurante, agência de publicidade, laboratório de ciências e até em uma redação de jornal. A ideia ali é o visitante escolher quais profissões quer desempenhar durante o passeio, entre as 52 opções disponíveis.

    O parque mostra-se bem organizado, limpo e oferece um mix de atrações divertido, é verdade, mas o preço do ingresso revela-se um balde de água fria e só vale a pena para quem quiser muito conhecer o lugar ou tiver certeza de que a criança se identifica com o passeio. Custa 120 reais para as crianças – as de até 4 anos junto de outra pagante entram de graça e a garotada a partir de 8 anos pode ficar sozinha por lá. Só para acompanhar e sem participar de nada, os adultos desembolsam 50 reais. Quem optar por investir no passeio, deve se atentar ao horário de funcionamento para aproveitar ao máximo.

    Ao cruzar o portão de entrada, semelhante a um aeroporto, o visitante recebe um cheque de 50 kidZos – moeda local. A aventura começa com uma ida ao banco para trocar o cheque por cédulas ou um cartão, usados para ingressar nos diversos estabelecimentos e instituições da cidade. Depois de “trabalhar” em uma das áreas, eles recebem o salário em kidZos – a moeda pode ser utilizada também para pagar por serviços como manicure.

    Para os adultos que quiserem dar um tempo do barulho da música ambiente somada a sirenes e buzinas dos veículos das brincadeiras, há um espaço equipado com poltronas, wi-fi, tomada para carregar celular e uma cafeteria. Quem estiver acompanhado de crianças de até 4 anos possui à disposição outro ambiente com jogos e brinquedos voltados para essa faixa etária. É proibido entrar com alimentos, mas dentro do local, dispõe de unidades do Burger King, 1900 Pizzeria e Kopenhagen, além de uma pequena praça de alimentação.

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  • Parte do ateliê instalado logo na entrada do Centro Cultural Banco do Brasil convida o visitante a conhecer um pouco da intimidade de Carlos Bracher. Além de exibir objetos pessoais, como um sofá e uma TV, o local revela os discos que o artista plástico mineiro, de 74 anos, ouve enquanto está pintando. As canções de Bach, Beethoven e Verdi são tocadas nas salas da exposição e funcionam como trilha sonora da retrospectiva Bracher — Pintura & Permanência, que apresenta noventa obras realizadas ao longo de seus quase sessenta anos de carreira. As pinceladas dramáticas, marca de sua produção, aparecem nos mais diversos temas. Das naturezas-mortas aos retratos, passando pelas paisagens, muitas delas de seu estado natal, como Panorâmica de Mariana (2005). Sem o bucolismo com que Minas Gerais costuma aparecer nas telas, Bracher deixa transparecer intensidade até quando pinta cenas banais. Os grossos e expressivos traços são especialmente interessantes quando dedicados a reproduzir as linhas de Brasília, imprimindo vivacidade ao cenário tradicionalmente frio. A caprichada montagem conta ainda com uma reprodução da residência onde ele cresceu, um oásis artístico em Juiz de Fora, e uma sala interativa. Nela, um computador transforma o movimento corporal do público em coloridos digitais. Até 2/3/2015.
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  • A proposta é menos ambiciosa do que parece. Dirigido por Tadeu Aguiar, o drama Querido Brahms, escrito por José Eduardo Vendramini, não pretende assumir ares biográficos e retrata um episódio que envolve um trio célebre. Na Alemanha do século XIX, o compositor Johannes Brahms (papel de Olavo Cavalheiro) passa uma temporada na residência de um casal de amigos, os também músicos Robert e Clara Schumann (interpretados por Werner Schünemann e Carolina Kasting). Os anfitriões enfrentam uma crise, gerada pela instabilidade psicológica dele e pela frustração de Clara, cada vez mais voltada ao lar. Brahms surge como contraponto capaz de provocá-los, afinal ele tem juventude e energia criativa para promover uma desestabilização. Carolina e Schünemann sobressaem em personagens ricos de nuances, e Cavalheiro fica limitado a um tipo restrito. O espetáculo é um tanto conservador do ponto de vista estético e narrativo. Vendramini construiu uma dramaturgia linear e de pouca profundidade, mais próxima do folhetim televisivo. Aguiar, por sua vez, concebeu uma encenação cuidadosa e correta, mas carente de ousadias mínimas, que já garantiriam um diferencial. Estreou em 30/1/2015. Até 29/3/2015.
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  • Sidney Santiago protagoniza o monólogo dramático da Cia. Os Crespos. Em cena, um homem negro se corresponde com Madame Satã, figura mítica da noite carioca, e debate homoafetividade e racismo. Estreou em 2/5/2014. Até 16/4/2015.
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  • Conflitos da classe média sempre serviram de inspiração para a dramaturgia. Boa parte da obra de Nelson Rodrigues e o roteiro do filme O Discreto Charme da Burguesia, de Luis Buñuel e Jean-Claude Carrière, são exemplos notáveis. Sob as tintas carregadas do humor, o tema, no entanto, promove uma reflexão incômoda, sobretudo se facilmente traduzida como reflexo de nossa vizinhança. Dirigida por Zé Henrique de Paula, a ácida comédia do inglês Nick Gill se inicia em um fim de tarde que deveria ser exatamente igual aos outros para o casal James e Jane (Marco Antônio Pâmio e Chris Couto). Racistas declarados, eles estão diante de um fato inesperado: a filha (Bruna Thedy) leva para casa o novo namorado (Sidney Santiago), negro e de fortes convicções religiosas. Uma sucessão de absurdos toma conta da ação, e diálogos impactantes são vociferados por Pâmio e Chris. Quem também surpreende pela versatilidade é Bruna Thedy nas parcerias com Santiago e Thiago Carreira, que representa seu irmão. Dias 3, 4, 5, 10, 11, 12/4/2015.
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  • Intérpretes conhecidos da televisão estão em cartaz com espetáculos que prometem fazer a sua diversão
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  • Os instrumentos deles são os pickups. Sonoridades antigas e ritmos eletrônicos misturam-se nas produções da dupla, que sempre aparece mascarada. Parece que estamos falando do duo francês Daft Punk, mas o Dengue Dengue Dengue! vem de Lima, no Peru, e o gênero modernizado por eles não é a disco music e sim a cumbia, de origem colombiana. Por trás dos adereços no rosto, inspirados em festas regionais de seu país, estão os produtores e DJs Rafael Pereira e Felipe Salmon, que têm no currículo o disco La Alianza Profana (2012) e o EP Serpiente Dorada, eleito pelo jornal americano Washington Post um dos cinquenta melhores álbuns do ano passado. O som, chamado pela dupla de tropical bass, mostra-se interessante. A harmonia repetitiva e o ritmo intenso da cumbia tornam-se muito mais sombrios com os graves e os efeitos espertos de Pereira e Salmon. O mais importante, é claro, continua preponderante: impossível ficar parado ao ouvir as dançantes Simiolo, Banana e Chacalom. Dia 13/2/2015.
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  • Após estudar em Cambridge e Princeton, o matemático e prodígio Alan Turing (papel de Benedict Cumberbatch) foi chamado para, junto de um grupo de criptógrafos, decifrar um código nazista durante a II Guerra. Ao chegar à instalação militar secreta Bletchley Park, Turing, um sujeito tão tímido quanto arrogante, foi rechaçado pelos colegas. Sua prepotência, aliada à inteligência, foi decisiva para que seus chefes o colocassem na posição de líder. Trazer à tona a figura de Turing é o maior mérito desse drama, que levou o Oscar de melhor roteiro adaptado. Em desempenho notável, Cumberbatch cumpre à risca o papel: Turing, embora rolasse um clima com sua colega Joan Clarke (Keira), era homossexual. O roteiro, contudo, passa de raspão pela intimidade do biografado para dar ênfase ao seu trabalho, considerado precursor da ciência da computação. Levado em clima de tensão dramática, o longa-metragem faz parte da linhagem de fitas inglesas feitas sob encomenda para concorrer a prêmios. Isso, ao menos, conseguiu. Estreou em 5/2/2015.
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  • Ao saírem as indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar, foi notada a esnobada em Corações de Ferro na corrida às principais premiações do cinema. Dá para imaginar os motivos. Sem originalidade e contado sob uma ótica para explorar a violência, o longa-metragem abusa de clichês e desaba no previsível. Salva-se o elenco, encabeçado pelo galã Brad Pitt (também produtor), escudado pelo cada vez mais promissor Logan Lerman (da cinessérie Percy Jackson e de Noé). A trama é ambientada em abril de 1945, quando os alemães enfrentavam, em seu país, a invasão dos aliados. Líder de um tanque nos campos de batalha, o sargento americano Don Collier (Pitt) tem um exército de três homens (Shia LaBeouf, Michael Peña e Jon Bernthal) para encarar os inimigos. A eles, junta-se o novato Norman Ellison (Lerman). O rapaz, além de inexperiente com armas, não tem o traquejo nem a malícia dos soldados veteranos. Diretor de dispensáveis fitas de ação como Os Reis da Rua e Marcados para Morrer, David Ayer, também roteirista, parece brincar de “filme de guerra”. Exagera o foco em corpos mutilados, injeta um romance para suavizar o drama e mostra cidades destruídas por explosões. A artificialidade domina o que seria o realismo da II Guerra. Estreou em 5/2/2015.
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  • Em 1965, um ano após receber o Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King (interpretado por David Oyelowo), ferrenho defensor dos direitos civis, juntou-se a uma campanha para que os negros tivessem direito a voto. No sul racista dos Estados Unidos, a situação era crítica e a pequena cidade de Selma, no Alabama, foi escolhida como QG de uma marcha histórica. A trama do drama Selma — Uma Luta pela Igualdade, candidato ao Oscar de melhor filme e canção (para Glory), é, por si só, atraente e, não à toa, as imagens reais que despontam no desfecho emocionam mais do que a romantização do fato. A diretora Ava DuVernay consegue bons momentos dramáticos, sobretudo pelo empenho de atores como Oyelowo, Tom Wilkinson e Tim Roth, este na pele do governador George Wallace. Há também cenas de forte impacto. Entre elas, a explosão que mata quatro garotinhas negras numa igreja (tema do documentário 4 Little Girls, de Spike Lee) e os violentos ataques à população negra por policiais brancos. São registros que espelham uma realidade ocorrida há apenas cinco décadas e, daí, a importância de ser retomados a qualquer instante. Estreou em 5/2/2015.
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  • O Cinema de Nicolas Philibert é a mostra que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a partir de quarta (11/2), com ingresso a R$ 4,00. Do notável documentarista de 64 anos, serão exibidos oito longas-metragens, até o dia 23 de fevereiro. O adorável Ser e Ter está entre os bons registros e tem projeção agendada para a quinta (12/2), às 17h. Trata-se de uma delicada incursão por uma escola infantil flagrando o comportamento dos alunos. De 11 a 23/2/2015.
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  • Alçados à condição de revolucionários por causa do formidável Matrix (1999), os diretores Andy e Larry Wachowski foram metendo os pés pelas mãos em seus trabalhos posteriores, incluindo as duas sequências da seminal ficção científica. Larry trocou de sexo, virou Lana e, assim, vieram os longas-metragens de pouca expressão Speed Racer (2008) e A Viagem (2012). Pior ainda é o resultado de O Destino de Júpiter, mais uma incursão pela fantasia dos, agora, The Wachowskis. Além de apresentar figurinos, maquiagem e direção de arte horrendos, o filme investe em efeitos visuais genéricos para entreter a plateia diante de uma trama banal. No início da história, Júpiter (Mila Kunis) nasce dentro de um contêiner no Oceano Atlântico quando sua mãe migra da Rússia para os Estados Unidos após o assassinato de seu pai. Adulta, a moça trabalha como faxineira em Chicago e leva uma vida humilde até ser perseguida por... alienígenas (!). Escapa da morte com a ajuda do caçador espacial Caine (o galã Channing Tatum) e descobre algo surpreendente: ela descende da rainha de um planeta comandado pelos herdeiros Abrasax. Os irmãos Titus (Douglas Booth) e Balem (Eddie Redmayne, de A Teoria de Tudo) têm interesse em Júpiter, cada um querendo, à sua maneira, tirar proveito da terráquea. Os realizadores pretendem injetar “complexidade” no enredo adotando um tom solene na interpretação dos extraterrestres (Redmayne ganha em canastrice), um arremedo shakespeariano no roteiro e um clima operístico nos minutos finais. Sobra barulho e falta estofo. Estreou em 5/2/2015.
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  • Exibida no canal pago Nickelodeon a partir de 2000, a série de desenhos animados Bob Esponja virou um sucesso. Faltava um longa-metragem em 3D para o cinema a fim de coroar o projeto. Bob Esponja — Um Herói Fora d’Água, porém, conserva a ingenuidade das tramas televisivas e não consegue alcançar um público além do infantil. Benfeitinha, a animação começa com os traços à moda antiga mostrando a vida na Fenda do Biquíni. Lá, no fundo do mar, o chapeiro Bob Esponja trabalha na lanchonete cuja especialidade é o hambúrguer de siri. Quando a fórmula da guloseima desaparece, o povo fica em polvorosa. Cabe ao protagonista e seu grupo de amigos ir à procura do ladrão. A partir do momento em que os personagens saem da água, a projeção ganha as três dimensões. A trama, então, aposta na ação tendo Bob e sua turma como super-heróis de corpo sarado. Estreou em 5/2/2015.
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  • Argentino naturalizado brasileiro, o cineasta Hector Babenco ganha uma mostra na Cinemateca no ano em que seu primeiro longa-metragem de ficção, O Rei da Noite, completa quatro décadas. A Retrospectiva Hector Babenco, que segue até 1º de março, reprisa nove filmes do diretor, incluindo Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), Pixote — A Lei do Mais Fraco (1980) e O Beijo da Mulher-Aranha (1985). Um dos maiores sucessos de sua carreira, Carandiru (2003) tem exibição no domingo (15/2), às 18h30. 
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  • O adorável desenho animado volta às telas, agora com cópias em 3D, mesmo esquema já testado em A Bela e a Fera, os dois primeiros Toy Story e O Rei Leão. Trata-se aqui de uma hilariante aventura no fundo do mar. Com impressionante riqueza de detalhes, a soberba animação é de tirar o fôlego. O cenário são as belas águas que banham a costa leste da Austrália. Quando o peixe-palhaço Nemo é raptado por um dentista mergulhador, seu pai empenha-se em resgatá-lo com a ajuda de uma peixinha desmemoriada. Reestreou em 12/10/2012.
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  • Hotéis meio caídos

    Atualizado em: 6.Fev.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO