Saúde

Centro de recuperação física e esportiva oferece reabilitação hi-tech

Inaugurado no Estádio do Morumbi, complexo é resultado de investimento de 5 milhões de reais

Por: Cristiane Bonfim

Centro de Recuperação do Estádio do Morumbi
Instituto Vita no Estádio do Morumbi: quase um hospital (Foto: Mario Rodrigues)

Debruçada sobre o gramado do Estádio do Morumbi, do qual é separada apenas por uma parede de vidro, a piscina de 25 metros de água sempre aquecida a 34 graus tem três níveis de profundidade para exercícios específicos que contemplem dos tornozelos aos ombros. Sete jatos de diferentes velocidades foram estrategicamente posicionados para fazer massagem, drenagem ou provocar uma espécie de correnteza para corridas aquáticas sem impacto. No andar inferior, um laboratório futurista recheado de equipamentos avaliados em 600.000 dólares é capaz de radiografar todo o corpo humano. Uma grande cápsula digital analisa detalhadamente a composição corporal e, ao lado, um equipamento com seis câmeras infravermelhas é capaz de captar imagens de alta definição de qualquer movimento físico e lançá-las em um computador, no qual um software analisa os ângulos, a velocidade, a força e a pressão de cada gesto para detectar riscos de lesão.

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Essa infraestrutura faz parte da nova filial na cidade do Instituto Vita, rede com outros quatro endereços por aqui e muito procurada por atletas de ponta (atendeu noventa dos 259 competidores da delegação brasileira que participou da Olimpíada deste ano, por exemplo). Entre seus pacientes atuais, encontram-se o ginasta Diego Hypolito, em fase de recuperação das três cirurgias a que se submeteu neste  ano, e sua irmã, Daniele, no estaleiro atualmente devido a uma leve lesão no pé.

Wagner Castropil - Vita Estádio Morumbi
Wagner Castropil, presidente do Vita e ex-judoca olímpico: de olho nos atletas amadores (Foto: Mario Rodrigues)

Em breve, muitos desses campeões passarão a ser atendidos nas dependências da clínica do Morumbi. Sua inauguração está prevista para o próximo dia 5. Fruto de um investimento de 5 milhões de reais, o local foi projetado para ser a mais moderna unidade de reabilitação esportiva e de consultoria de condicionamento físico de São Paulo. O serviço ocupa uma área de 1.700 metros quadrados e funcionará nos moldes de um bem equipado hospital. Com onze consultórios, será possível tratar todos os problemas em um único lugar — o corpo de especialistas inclui traumatologistas, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas e cirurgiões. Muitos deles têm os pés (literalmente) no mundo esportivo, a começar pelo presidente, o ortopedista e ex-judoca olímpico Wagner Castropil. “Quem sofreu na pele as dores de treinos e competições entende melhor o sofrimento dos atletas”, diz ele. 

O estabelecimento vai acirrar a competição com outras grandes referências na área de reabilitação esportiva na capital. Um dos principais concorrentes é o Core, instalado no Hospital do Coração, no bairro do Paraíso, e chefiado por René Abdalla, um dos ortopedistas mais respeitados de São Paulo. O maior trunfo do serviço foi a criação de um departamento especializado em joelhos, três anos atrás. Outro nome de peso no setor é o Instituto Cohen, capitaneado pelo ortopedista Moisés Cohen, que mantém uma unidade de 3.500 metros quadrados na Cidade Jardim. O centro, que trata as lesões dos artistas do Cirque du Soleil desde a primeira visita da trupe ao Brasil, em 2006, acaba de investir em um programa de prevenção de lesões e ampliou sua área de cinesioterapia, que trabalha movimento e agilidade, com a aquisição de equipamentos de última geração.

Diego e Daniele Hypolito
Os irmãos Diego e Daniele Hypolito: tratamentos na rede para voltar ao circuito das competições (Foto: Mario Rodrigues)

O investimento em armas “cosméticas”, como ambiente moderno e agradável, tem levado a esses locais cada vezmais empresários, socialites e esportistas de fim de semana, que dividem lado a lado aparelhos de ginástica e macas de fisioterapia com grandes profissionais.“Acho fantástico poder ter o mesm otratamento que os melhores atletas brasileiros e ser atendido por médicos que têm experiência em casos muito maiscomplexos que o meu”, diz o diretor geral da Microsoft no Brasil, Michel Levy, que há cinco anos trata a coluna com médicos do Vita.

A estrutura e os principais diferenciais do serviço

■ Área: 1 700 metrosquadrados

■ Equipe: quinzemédicos, dois dentistas,dez fisioterapeutas,quatro osteopatas, trêspersonal trainers e doisterapeutas ocupacionais

■ Especialidadesortopédicas: pé,tornozelo, joelho,ombro, cotovelo, mão,coluna e quadril

■ Apoio: doispsicólogos e doisnutricionistas

■ Estrutura: onzeconsultórios e umlaboratório completode biomecânica

■ Maior atração:piscina aquecidadebruçada sobreo gramado, comtrês níveis deprofundidadee jatos paramassageme drenagem

■ Preço das consultasiniciais: de 400

Fonte: VEJA SÃO PAULO