MOBILIDADE

Cai número de motoristas que usam carro diariamente

Em 2014, 56% dos paulistanos afirmavam sair com o carro todos os dias, ante 45% neste ano

Por: Estadão Conteúdo

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Cada vez mais paulistanos têm deixado o automóvel em casa (Foto: Renato Cerqueira/Futura Pressa)

Pesquisa sobre Mobilidade Urbana, feita pelo Ibope para o Dia Mundial sem Carro, nesta terça-feira (22), indicou que caiu 11 pontos porcentuais o número de motoristas que usam o automóvel todos os dias ou quase todos os dias na capital paulista. Em 2014, 56% dos paulistanos diziam usar o carro diariamente, ante 45% neste ano.

O levantamento foi encomendada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Foram entrevistados 700 moradores da capital, acima de 16 anos, entre os dias 28 de agosto e 5 de setembro. 

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Os moradores de São Paulo gastam, em média, oito minutos a menos nos deslocamentos em comparação com o ano anterior, indicou o estudo. Somente entre os que usam o carro todos os dias, o tempo médio de locomoção diária é de duas horas e 48 minutos - uma queda de cinco minutos em relação aos números de 2014.

Por outro lado, os usuários do transporte público passaram a gastar dez minutos a mais nos deslocamentos. Quase a metade dos paulistanos (48%) gasta pelo menos duas horas por dia, considerando o total.

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Segundo Maurício Broinizi, coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo, a tendência é de que mais paulistanos deixem o automóvel em casa porque o tempo de deslocamento entre quem se locomove de carro e de transporte público é quase igual. "O que está dando para perceber é que, talvez, o tempo de deslocamento dos ônibus tenha realmente melhorado em relação à locomoção de carro. O tempo que se gasta no trânsito está quase empatando."

Bicicleta

O levantamento apontou que, em 2007, 34% afirmavam que não usariam bicicleta na capital "de jeito nenhum". O número de pessoas que recusava a locomoção por bicicleta vem caindo ao longo dos anos: em 2014, eram 24% e, em 2015, 13%. Entre os que não usam bicicleta, 44% declararam que usariam caso houvesse mais segurança, outros 18% se tivesse mais sinalização nas ruas e 13%, mais ciclovias (em 2014, o número era 26%).

Caso houvesse uma boa alternativa de transporte, 80% afirmaram que deixariam de usar o carro, contra 71% no ano passado.

Lotação

Em relação ao ano passado, cresceu a percepção de que a lotação é maior. A pesquisa mostrou que 59% disseram que a lotação aumentou no último ano, 30% afirmaram que está igual e 8% acreditam que diminuiu. Em 2014, 39% disseram que a lotação havia crescido, 54% declararam que estava igual e 7%, que reduziu.

Transporte público

A avaliação do transporte público é mais negativa entre os que declararam utilizar carro "todos os dias" ou "quase todos os dias" (4,1) em relação aos usuários do próprio serviço, que deram nota de 5,1.

A diferença também é grande no item "tempo gasto para se deslocar": a nota média entre os que usam carro todos os dias ou quase é 3,3, e de 5,2 entre os que não usam.

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Ônibus

As notas em relação ao serviço dos coletivos de São Paulo continuam abaixo da média (5,5). Mas, de acordo com a pesquisa, "houve significativa melhora" no porcentual de notas 9 e 10 nos itens como limpeza, conservação e manutenção dos terminais (passou de 5% para 13%), cordialidade e respeito por parte de motoristas e cobradores (de 5% para 10%), limpeza, conservação e manutenção dos ônibus (de 4% para 10%), tempo de duração da viagem (de 2% para 8%), entre outros.

Entre os entrevistados, 90% são a favor da construção de faixas e corredores de ônibus. "É um dado significativo porque no começo teve muita reclamação e, agora, os usuários de carros estão respondendo favoravelmente", afirmou Broinizi.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO