Zu Lai

Passeio zen: as atrações do maior templo budista da América Latina

Meditação, rituais sagrados, caminhadas por florestas de bambu e até aulas de kung fu estão entre as atrações do monastério, que fica a 30 quilômetros da capital

Por: Carolina Giovanelli

TEMPLO ZULAI
Prática de tai chi chuan no pátio do local: 25 000 visitantes por ano (Foto: Leo Martins)

De segunda a segunda, pontualmente às 6 horas da manhã, batidas ressoam por um dos prédios do Zu Lai, em Cotia, a aproximadamente 30 quilômetros da capital. As nove monjas que vivem no local, entre 40 e 62 anos, vindas em sua maioria de Taiwan, Malásia e Indonésia, fazem revezamento na tarefa de acordar umas às outras golpeando com um martelo uma placa de madeira. Trata-se de uma das várias tradições milenares reproduzidas ali.

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Depois de despertarem, elas seguem para a mesa de café da manhã. Mingau de arroz com legumes e sopa de macarrão compõem o cardápio, sempre vegetariano. As conversas entre elas ocorrem todas em mandarim. Essas são as guardiãs daquele que é o maior templo budista da América Latina. Aberto ao público, com entrada gratuita, o local virou ponto turístico da região metropolitana de São Paulo. No ano passado, recebeu cerca de 25 000 pessoas. A expectativa é fechar 2016 com um total de 35 000.

Templo Zu Lai
Alexandre Leal, mestre de kung fu: treinos no pátio oriental (Foto: Leo Martins)

O lugar funciona de terça a sexta, das 12 às 17 horas, e nos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17 horas. O trajeto de carro dura cerca de trinta minutos desde a região do Butantã, e o endereço fica perto do quilômetro 28,5 da Rodovia Raposo Tavares. Não é cobrado o estacionamento.

Existe uma opção de transporte a partir da Estação Liberdade do metrô. Aos domingos, um ônibus fretado sai de lá às 8h30, retornando para São Paulo por volta das 16 horas. O percurso de ida e volta custa 15 reais. Entre os visitantes, há um número crescente de interessados nos preceitos da religião e filosofia budistas, mas a grande maioria vai ao local para desfrutar suas atrações.

Templo Zuali
A suástica no peito da estátua não tem nada a ver com o nazismo. Representa o equilíbrio (Foto: Leo Martins)

Na chegada, depois de passar por um pórtico com teto no estilo oriental que parece flutuar sobre a base, o visitante tem acesso a um pátio aberto, cercado por construções interligadas umas às outras através de varandas. Ao fundo, fica o prédio principal, inspirado nos palácios da Dinastia Tang. O templo surgiu em 1992, após a doação do terreno de um antigo sítio do empresário chinês Chang Sheng Kai, também criador do Instituto Sidarta, localizado em frente ao monastério. No começo era uma edificação modesta; em 2003, ganhou a arquitetura atual, graças à contribuição de discípulos. Foi erguido com peças vindas do Oriente e por arquitetos e engenheiros estrangeiros.

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O Zu Lai fica em um terreno de 150 000 metros quadrados. Cerca de 70% da área abriga bosques e jardins, onde há bambuzais, cerejeiras e lótus. Ainda há um lago com dezenas de carpas e tartarugas de água doce. Para quem deseja conhecer melhor a religião, existe um museu no local que expãe esculturas e explica um pouco a trajetória das divindades do budismo. O templo conta com salas preparadas para a meditação e um ambiente dourado dedicado à memória dos mortos, onde ficam as cinzas de seguidores importantes.

Ali, são deixadas oferendas, de bolachas recheadas industrializadas a frutas e arroz. No maior espaço de cerimônias, o público pode sentar em banquetas em frente a um altar adornado por uma estátua de Buda, feita de jade e com 4,5 toneladas. No lugar, há também 5 600 pequenas imagens iluminadas individualmente decorando as paredes. Já visitaram o endereço personalidades como o Dalai Lama, em 2006.

Dali Lama Templo Zu Lai
Dalai Lama: o mestre tibetano visitou o espaço em 2006 (Foto: Israel Antunes/Folhapress)

Funcionam também no lugar uma cafeteria e um restaurante, que oferece um almoço oriental aos sábados, domingos e feriados, das 12 às 14h30. Por 30 reais (criaças pagam 22 reais) aproveita-se o bufê com pratos quentes e frios. Tempurá de legumes e yakissoba vegetariano estão entre as especialidades do menu. No templo principal e na pequena filial na Liberdade, são dadas aulas de meditação, tai chi chuan e kung fu (é cobrada uma mensalidade de 120 reais por cada um deles). Professor de artes marciais, Alexander Leal tem ligação com o espaço há dezoito anos  — inclusive casou-se com sua primeira mulher no Zu Lai.

Suas classes de kung fu ocorrem aos sábados. Os aprendizes utilizam elementos como espadas e leques. Para testar os alunos, o tutor se inspira em técnicas à la Kill Bill. “Eles precisam subir rampas segurando baldes cheios nos braços estendidos e também realizar movimentos com uma tigela d’água na cabeça sem derrubá-la”, descreve.

Templo Zulai
Leal: aulas de kung fu com treinos à la Kill Bill (Foto: Leo Martins)

Entre as monjas que cuidam do templo, apenas uma delas nasceu no Brasil, mas cresceu em meio aos costumes orientais de sua família. Chefiadas por uma líder denominada “abadessa”, elas são responsáveis pela administração da instituição e por comandar as cerimônias — a rotina inclui estudar e meditar. À primeira vista, é fácil confundi-las umas com as outras e achá-las mais novas do que realmente são. Todas têm os olhos puxados, usam roupas iguais (trajes marrons para o dia a dia e pretos e laranja para eventos especiais) e raspam a cabeça a cada duas semanas. Não podem ostentar acessórios, apenas um relógio.

Em seu guarda-roupa, costuma haver apenas dois pares de sapatos e quatro vestes oficiais, além de algumas camisetas e calças para serem usadas por baixo da roupa típica.

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As monjas dedicam quase todo o tempo a atividades ligadas à instituição. Viajam frequentemente para as filiais mais próximas da ordem, em Olinda, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Argentina, Paraguai e Chile. Costumam sair do templo para tarefas como atender discípulos internados em hospitais. Na maior parte do tempo, porém, ficam reclusas, o que reforça a barreira da língua. A mestra taiwanesa Juexi, de 52 anos, há quinze no Brasil, fala pouco português. Comunica-se em mandarim ou inglês. “Aprender um idioma é um dom que não tenho”, afirma a ex-professora de jardim de infância.

A malasiana Miao You comunica-se melhor em nosso idioma, apesar do forte sotaque, e é admiradora das músicas de Lulu Santos e de Chico Buarque. Está aqui há uma década. Formada em administração e economia em Londres e caçula de oito irmãos, perdeu os pais na juventude. Chegou a procurar os mórmons antes de seguir o caminho do budismo. “Nunca foi uma fuga, mas uma escolha de vida”, garante. Vive mexendo no celular para trocar mensagens sobre assuntos relacionados ao centro.

Templo Zulai
Miao Tze, na biblioteca: decisão de virar monja depois de terremoto (Foto: Leo Martins)

Engana-se quem pensa que as monjas não lançam mão da tecnologia. O aparelho é usado ainda para falar com os familiares distantes. Tudo se mostra, porém, bastante comedido. TV ou computador servem apenas para que elas acompanhem temas budistas. O objetivo é fugir das distrações. Por isso, também são celibatárias. Monja há dez anos, a indonésia Youchien, de 42 anos, nunca namorou. “Minha mãe me pressionava para casar, mas vi muitos exemplos de relacionamentos que deram errado”, afirma a mestra, que gosta de caminhar pelos jardins e de saborear farofa, feijão e queijo com goiabada.

Ao se ordenarem, depois de anos de estudo, elas renunciam à companhia da família e ganham um novo nome, como “sinceridade” e “proteção”. Na cerimônia de iniciação, recebem três marcas na cabeça, logo acima da testa, símbolos de comprometimento, feitos com grossos incensos. Para deixar a cicatriz, é preciso queimar a pele por alguns minutos. A dor serve como uma espécie de sacrifício.

Templo Zulai
Youchien: fã de caminhadas pelos jardins do terreno (Foto: Leo Martins)

Para os interessados nas práticas budistas (e quem sabe na carreira monástica), existem cursos oferecidos pelo templo que funcionam como uma iniciação nesse universo. Um retiro com esse objetivo ocorreu em junho — o próximo está marcado para outubro. Reuniu 22 pessoas, mas três delas desistiram no meio do caminho, antes dos trinta dias previstos pela programação.

A rígida rotina compreendia acordar cedo, assistir a aulas de temas como pronúncia de mandarim e meditação, ajudar nas tarefas do templo (até limpar os banheiros)... Entre os ensinamentos mais inusitados, aparecem comer mingau com hashi, manter a postura ereta e arrumar a cama corretamente. Os pupilos tinham direito a apenas um pequeno nicho para guardar seus pertences, que incluíam as vestes cinza, iguais para todos.

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Acesso ao celular apenas uma vez por semana, às segundas, durante cerca de cinco horas contadas. "Aprendi a controlar melhoro tempo", diz o publicitário Luís Luz, que raspou os cabelos, a exemplo dos outros homens. "De manhã, tínhamos só dez minutos para nos arrumar. Não conseguia, por exemplo, escovar os dentes com calma, dente por dente, como fazia antes." O engenheiro mecânico Michel Boczko acabara de perder o emprego como diretor de uma multinacional de consultoria e tomou a decisão de participar da atividade. Para isso, afastou-se dos dois filhos pequenos e da esposa. "Foi como voltar a ser criança", conta. "Aprendemos de novo a andar, respirar, sentar, comer." O estudante Bruno Provetti, de 18 anos, veio de Americana, no interior do estado, e deu um tempo no cursinho. "Foi legal para desligar de tudo", afirma.

TEMPLO ZULAI
O estudante Provetti, de 18 anos: retiro de um mês (Foto: Leo Martins)

O budismo está em expansão em São Paulo. Na capital, de acordo como o último censo do IBGE, de 2010, há cerca de 75 000 praticantes, número 11% maior do que o registrado em 2000. "A religião se restringe cada vez menos à comunidade oriental", acredita a monja Coen, uma das principais personalidades budistas da cidade. A paulistana difunde a prática japonesa, a mais antiga no país, trazida pelos imigrantes — o primeiro templo foi construído em Cafelândia, no interior de São Paulo, em 1932 —, a qual divide espaço aqui, principalmente, com a chinesa (do Zu Lai) e a tibetana.

Todas se baseiam na ideia de fazer o bem. Mestra do santuário de Cotia, Miao Tze descobriu seu caminho de uma maneira inusitada. Enquanto estudava a religião na sede da ordem em Taiwan, em 2005, ocorreu um forte terremoto. No restaurante do centro, com centenas de religiosos ao redor, ela se surpreendeu ao ver que parte deles entoava cânticos baixinho e que os monges continuavam comendo, sem demonstrar desespero. "Foi ali que percebi que queria aquilo para mim", conta.

Templo Zulai
Miao You: adepta do celular para tratar de assuntos do monastério (Foto: Leo Martins)

Curiosidades do santuário

Alguns dados do endereço que recebe 25 000 pessoas por ano

> Monastério imponente

A construção do prédio mais recente do templo, terminada em 2003, durou três anos e meio, teve grande parte dos materiais importada da Ásia e foi pensada por engenheiros e arquitetos orientais

> Fumaça à vista

Aproximadamente 1 000 incensos são utilizados por semana na ação de oferenda para Buda

> Festas cheias

O evento mais badalado no templo é o Ano-Novo chinês, que, em fevereiro, recebeu o recorde de 8 000 pessoas em um só dia

> Regras de conduta

Entre as recomendações a ser seguidas ao visitar o local, estão não usar roupas inadequadas, como peças com decote, e evitar contatos íntimos, como abraços e beijos

> Banho no Buda

Uma das cerimônias mais inusitadas consiste no banho de uma estátua do Buda menino, em maio, como representação da purificação da mente

> Show de selfies

Como é permitido fotografar na área externa do templo, vale a pena levar máquina ou o celular carregado. A construção e a área verde vão garantir muitos "likes" nas redes sociais

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  • Latinos

    La Peruana Cevichería

    Alameda Campinas, 1357, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3885 0148

    VejaSP
    3 avaliações

    Desde que a peruana Marisabel Woodman trocou seu food truck por este restaurante, no ano passado, o endereço bomba. Se na estreia os pratos tinham um bom padrão, hoje eles oscilam um pouco na qualidade. O arroz com pato norteño, que acaba de sair do cardápio, vinha pobre em sabor e com a carne da ave dura. Em compensação, as tenras lulinhas na brasa (R$ 26,00) são deliciosas. Além do ceviche tropical (atum, manga, abacate ao limão e muito shoyu; R$ 36,00), vai bem a causa de polvo (R$ 22,00), cuja base é de batata amassada.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Carnes

    Kod

    Rua Simão Álvares, 49, Pinheiros

    Tel: (11) 3360 8189

    VejaSP
    Sem avaliação

    Fica no meio do caminho entre uma churrascaria e uma hamburgueria a casa moderninha do publicitário Bruno Alves, dono também de uma banca de condimentos no Mercado Municipal de Pinheiros. O cozinheiro acerta em sugestões nada triviais como o trio de bochecha, língua e glândula timo bovinas (R$ 39,00) e a rabada (R$ 42,00). Também é de primeira o fat iron (R$ 54,00), derivado do dianteiro do boi. Da lista de acompanhamentos, prefira a salada coleslaw em estilo asiático (R$ 12,00). Para quem não resiste a um hambúrguer, o constanza (R$ 25,00) vem com queijo cheddar, gema curada, cebola-roxa tostada e torresmo. Ajudam a aliviar a carteira duas cortesias: a água filtrada e a taxa de rolha.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Oui

    Rua Vupabussu, 71, Pinheiros

    Tel: (11) 3360 4491

    VejaSP
    4 avaliações

    De olho na bistronomia, movimento francês de valorização dos pequenos restaurantes de cozinha caprichada, o chef Caio Guerreiro Ottoboni propõe dois menus, com entrada, prato e sobremesa, cujos itens também podem ser pedidos separadamente. O mais simples, saboreado de terça a sábado no almoço, custa R$ 49,00 e inclui pernil suíno com purê de batata. O outro, um pouco mais sofisticado, o menu inspiração do mercado (R$ 84,00), servido só no jantar e no domingo, traz paleta de cordeiro com guarnições como o ragu de feijões e cogumelo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Guarita

    Rua Simão Álvares, 952, Pinheiros

    Tel: (11) 3360 3651

    VejaSP
    Sem avaliação

    O que veio primeiro: o bolovo ou o chef Greigor Caisley? O salgado, muito provavelmente. Só que a história do acepipe na metrópole ganhou novo capítulo após a chegada desse australiano. Por aqui há dezesseis anos, ele já deu consultoria a uma série de bares, mas foi só em junho que lançou o petisco (R$ 9,00) em sua melhor forma. “Eu me inspirei nos botecos do interior paulista”, diz o sócio do recém-aberto Guarita, que já fazia uma versão à inglesa em sua hamburgueria, 12 Burger &Bistrô. Na fórmula renovada, o recheio duplo — meio ovo cozido de gema cremosa e carne moída refogada e molhadinha — é envolvido por uma camada de massa de coxinha antes de ser empanado e frito. O tamanho mostra-se na medida para que se sinta, numa bocada só, o sabor de tudo. Caisley garante ter acertado a receita de primeira quando fez os testes para o cardápio do bar. Complicado mesmo foi equilibrar faca e ovo na foto ao lado. “O mais difícil era sorrir”, diz.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Drinques

    G&T Bar

    Rua Peixoto Gomide, 1679, Jardim Paulista

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    Em alta na cidade, o gim-tônica ganhou em fevereiro um bar para chamar de seu. Era para ser temporário, mas acabou virando fixo por “culpa” do pessoal arrumadinho que bate cartão por lá. Titular das coqueteleiras, Mario Oliveira abastece essa galera com sugestões como o algarve (R$ 25,00), com infusão de hibisco, suco de limão-galego, licor de amêndoas e alecrim. No arapuru, servido em copo americano, entram gim nacional, caju e casca de limão (R$ 35,00). Único petisco disponível, a porçãozinha de amendoim é cortesia.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Bar Léo

    Rua Aurora, 100, Santa Efigênia

    Tel: (11) 3221 0247

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    Sem avaliação

    O que falar de um bar que segue na mesma toada desde 1940? Gente de toda a cidade continua a se apinhar no folclórico salão de decoração da Baviera em busca do chope Brahma (R$ 8,50) e dos petiscos benfeitos. O bolinho de carne (R$ 29,00, três unidades) faz jus à fama e vem bem temperado. Outra pedida que costuma agradar é o bolinho de bacalhau (R$ 8,50). Mas é bom ficar esperto: o primeiro sai de segunda a sexta e o segundo, só às quartase aos sábados. Pratos também têm dia certo para aparecer, como a rabada com agrião e polenta (R$ 39,00) das terças.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Hamburguerias

    Bullguer - Vila Madalena

    Rua Fradique Coutinho, 1136, Vila Madalena

    Tel: (11) 3360 4703

    VejaSP
    Sem avaliação

    Em dezembro, a hamburgueria da Zona Sul abriu a segunda unidade, no térreo de um edifício modernoso na Vila Madalena (Rua Fradique Coutinho, 1136,☎ 3360-4703). Até o fim do ano, prepara-se para inaugurar mais um ponto, na região do Pacaembu. O motivo de tanto sucesso? Pedidas como o lumberjack, com 100 gramas de carne suculenta mais queijo prato, bacon e picles, que custa módicos R$ 18,00. Pelo mesmo preço sai o stencil, acrescido de alface, tomate e cebola-roxa. Para aguçar o apetite enquanto o lanche não vem, a batata frita (R$ 9,00) tem corte ondulado, é bem temperada com páprica e chega ladeada por maionese.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Sorveterias

    Davvero Gelato Tradizionale - Shopping Iguatemi

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3034 1732

    VejaSP
    Sem avaliação

    Nos dias de maior movimento da loja do Itaim Bibi, não é raro ver as irmãs Suelen Ferrari e Débora Tesoto atrás do balcão, seja no caixa, seja auxiliando um cliente na escolha do sorvete. Elas também trabalham duro nos bastidores do negócio. Estão sempre a criar novos sabores e assim fizeram a quantidade de receitas do catálogo saltar de sessenta para perto de 200 desde a inauguração, em janeiro do ano passado. Entre as ofertas mais recentes estão a adaptação do creme brûlé, com direito a crosta de açúcar queimado, e a opção de manga com maracujá, que combina o doce do primeiro ingrediente com o azedinho do segundo — na dúvida, é só pedir uma bola de cada (R$ 12,00 no copo ou R$ 16,00 na casquinha). Em agosto, as irmãs abriram a segunda loja, no Shopping Iguatemi.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Com adaptação assinada por Íris Abravanel, a novela Cúmplices de um Resgate é o atual fenômeno infantil do canal SBT. Para gravar as cenas do último capítulo, a produção decidiu organizar uma série de shows. Pais e mães correram para garantir aos filhos a chance de ver os ídolos da televisão ao vivo, e os 44 000 ingressos (caros, vale avisar) já estão quase acabando. No papel de duas irmãs gêmeas, a atriz Larissa Manoela — que, sozinha, acumula 5,5 milhões de seguidores no Instagram — é a maior responsável pela histeria causada no público mirim. Também ajudam na popularidade os figurinos coloridos e as músicas-chiclete. Para apresentar faixas como Para Ver Se Cola, o elenco promete não usar playback de voz, mas os sons de guitarra, bateria e outros instrumentos serão gravados. Dias 27 e 28/8/2016. +Larissa Manoela responde a 35 perguntas
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  • Ana Luísa Lacombe toca seu uquelele para embalar a contação de histórias. Na próxima apresentação, o primeiro episódio é sobre um alfaiate que vê seu manto ficar todo desgastado, exceto em um pequeno e misterioso pedacinho. A segunda trama aborda a descoberta de um mundo novo para um grilo e uma diabinha que nunca saíram de trás de um fogão. Dia 27/8/2016.
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  • Quem espera ver uma peça, digamos, mais certinha pode se frustrar. Ao menos por enquanto, Alexandre Nero revela-se disposto a usar o bom momento da carreira para atrair o público a experiências menos convencionais no palco. Foi dele a ideia da comédia O Grande Sucesso, escrita e dirigida por Diego Fortes, de Curitiba. Da cidade em que Nero nasceu e construiu carreira como ator e músico antes de virar galã global vem ainda parte da ficha técnica, incluindo cinco dos oito atores. Ao longo da narrativa, pontuada por canções, os espectadores acompanham a coxia de uma peça, na qual atores secundários esperam sua vez de entrar. Despidos de seus insignificantes papéis, numa espécie de limbo, eles cantam, dançam e filosofam sobre sucesso, fracasso e outras questões existenciais. Partem do personagem de Nero, o mais entediado, as maiores ironias, que são como metáforas que vão muito além dos bastidores teatrais. Mas ele não é a estrela do show: leve, melancólica e colorida (figurinos e cenário são atrações à parte), a peça dá a cada integrante seu momento de brilhar.  Estreou em 12/8/2016. Até 16/10/2016.
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  • Nove anos depois de montar My Fair Lady pela primeira vez, Jorge Takla está à frente desta outra versão igualmente sofisticada e obrigatória para os fãs de musicais que rezam a cartilha da Broadway. A ficha técnica escolhida por ele faz por merecer. Fábio Namatame assina os figurinos deslumbrantes, enquanto o argentino Nicolás Boni criou os imponentes cenários que transportam a plateia para a Londres do início do século XX. É lá que se passa a trama, inspirada na peça Pigmaleão, do irlandês Bernard Shaw, que fala da luta de classes tendo como base a relação de amor e ódio entre um refinado professor de fonética e uma pobre florista de sotaque irritante. A aguardada estreia do cantor lírico Paulo Szot em um musical brasileiro surpreende, mas não somente pela sua voz. Com exceção de I’ve Grown Accustomed to Her Face, um dos momentos mais emocionantes, as canções exigem muito menos do que sua voz de barítono pode alcançar. O desafio maior de Szot é construir um personagem irônico, que tem aversão às mulheres, e ele o vence com louvor. Seu professor Higgins é odioso, como deve ser. Outra boa surpresa é Daniele Nastri, selecionada por Takla entre 600 candidatas para viver a florista Eliza Doolittle. Bonita e talentosa, ela promete dar o que falar daqui para a frente. No afinadíssimo elenco que reúne trinta atores também ganham destaque na cena Eduardo Amir, competente como o coronel Pickering, amigo do professor, e Sandro Christopher. A esse último, no papel de Alfred Doolittle, pai de Elisa, cabem os números musicais mais divertidos do espetáculo. Atenção: Szot é susbstituído até o final da temporada por Fred Silveira. De 27/8/2016. Até 6/11/2016. + Em Números 5 milhões de reais foram necessários para montar o musical 44 artistas estão no elenco, sendo 30 atores e 14 músicos 600 atrizes disputaram o papel da florista Eliza Doolittle 200 trajes são usados pelos atores a cada sessão 500 horas foi o tempo total gasto com os ensaios
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  • A licença-maternidade de Mallu Magalhães estava prevista para terminar no ano que vem, quando ela lança seu quarto álbum, ainda sem nome. Mas a moça, prestes a completar 24 anos, começou a sentir falta do palco e decidiu vir de Lisboa (onde mora com Marcelo Camelo e a filha, Luisa) para São Paulo para mostrar o show batizado justamente de Saudade. Nele, a cantora relembra suas origens, quando andava com "o violão desafinado e a gaita esganiçada", como ela mesma se refere às apresentações juvenis. Mallu entrará sozinha no palco para cantar as faixas desse início precoce de carreira e as do terceiro CD, Pitanga (2011), no qual faixas como Velha e Louca e Sambinha Bom evidenciaram seu amadurecimento. No espetáculo, um dos pontos altos é Janta, feita em parceria com Camelo. "Corro grande risco de chorar", diz Mallu. O público pode esperar também pela recém-lançada Casa Pronta. Dia 27/8/2016.
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  • O projeto MDB, Música Divertida Brasileira, faz releituras de composições cuja letra renderia bons esquetes de programas de humor. Com Rafael Cortez e a banda Pedra Letícia, o show traz faixas de registros dos anos 20 aos 80, como Lorota Boa, de Luiz Gonzaga, Samba do Arnesto, de Adoniran Barbosa, e Piruetas, de Chico Buarque (cantada também pelos Trapalhões), além de canções infantis e marchinhas de Carnaval. “Decidimos por esse período porque poucas pessoas atentaram ao teor humorístico dessas músicas”, diz Cortez. Dia 23/8/2016.
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  • Completados dez anos de SP-Arte/Foto, ficam claros os efeitos da maior feira dedicada à fotografia no país. Nesse período, o número de galerias que participam do evento mais que dobrou e o mercado para esse tipo de arte se profissionalizou. De quinta (25/8) a domingo (28/8), 32 expositores atraem experts que observam tendências, colecionadores em busca de jovens talentos e apaixonados pelo universo dos cliques. A melhor parte para os visitantes? De 25 a 28/8/2016. Programa-se: As mesas de debate na quinta (25/8) e na sexta (26/8), às 16h30, contam com nomes importantes do mundo das fotos. De Nova York, marcam presença o curador do Metropolitan, Jeff Rosenheim, e Christopher Phillips, do Centro Internacional de Fotografia. Brett Rogers, do Centro de Fotografia de Genebra, na Suíça, também estará por lá. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas no site sp-arte.com.
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  •  Em 1968, Yuri Dojc e Katya Krausova foram alguns dos jovens que deixaram a antiga Checoslováquia quando os tanques russos ocuparam as ruas da capital, durante a Primavera de Praga. Eles viveram quase quarenta anos no Canadá e na Inglaterra, respectivamente, até que o interesse pela história de seu país natal os reuniu novamente. Em 2005, Dojc era um fotógrafo consagrado pelas imagens de sobreviventes do Holocausto, enquanto Katya era uma cineasta engajada. Foi quando se puseram a caminho da Eslováquia, à procura de memórias de judeus perseguidos pelo nazismo. Setenta fotografias realizadas durante os dez anos dessa jornada podem agora ser vistas na Unibes Cultural, no Sumaré, que celebra seu primeiro aniversário com a imperdível Last Folio. Organizada pela empresa de mídia Bertelmann, a mostra já passou por países como Alemanha e Rússia e agora chega ao Brasil ainda mais completa, com peças inéditas. Ao mesmo tempo belas e aterrorizantes, as imagens de sinagogas abandonadas, cemitérios fantasma e retratos de sobreviventes da II Guerra Mundial trazem à tona histórias da cultura judaica. Dá o tom à mostra a série de retratos de livros encontrados em escolas e sinagogas (acima). "Eles estavam tão degradados que quase desapareciam", conta Dojc. "Essas fotografias vão fazer desses livros memórias eternas", completa. De 19/8/2016. Até 22/10/2016.
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  • Ação / Aventura

    Ben-Hur
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    As comparações serão inevitáveis. Embora também inspirado no livro do americano Lew Wallace, o novo Ben-Hur é um épico para as novas gerações e há diferenças consideráveis em relação ao clássico de 1959, estrelado por Charlton Heston e vencedor de onze estatuetas no Oscar. Dotado de uma técnica irrepreensível para fitas de ação (vide seu estupendo trabalho em O Procurado), o diretor cazaque Timur Bekmambetov faz uma combinação de drama familiar, tragédia bíblica e aventura reluzente nesta recente adaptação. A trama, ambientada na Jerusalém do ano 33 d.C., começa mostrando a harmonia entre o príncipe judeu Judah Ben-Hur (Jack Huston) e Messala (Toby Kebbell), seu irmão de criação. A paz, porém, cai por terra quando Messala se une ao exército romano e, anos depois, volta para castigar a família que o acolheu. Entre as memoráveis sequências, há uma batalha naval de impressionante realismo e, claro, a já clássica cena da corrida de bigas. Outro ponto alto é a atuação de Rodrigo Santoro como Jesus Cristo. Entre tantos acertos, contudo, há uma falha quase indesculpável: a falta de carisma e garra do protagonista Jack Huston. Mesmo no papel do “vilão”, Kebbell tem mais presença e versatilidade. Estreou em 18/8/2016.
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  • Sophie (Maria Bello) perdeu o marido, toma antidepressivos e pouco dá atenção ao pequeno filho, Martin (Gabriel Bateman). Para piorar, tem o hábito de falar sozinha, sobretudo no escuro. Ao sentir que a barra está pesando na casa da mãe, a jovem Rebecca (Teresa Palmer) tenta proteger o irmão levando‑o para morar com ela. Quando as Luzes Se Apagam tem a fórmula do terror da nova safra, a exemplo de Invocação do Mal. Se antes o tormento atendia pelo nome de Annabelle, agora o espírito do mal é Diana, uma personagem ligada ao passado de Sophie. Alguns sustos estão garantidos, assim como um desfecho surpreendentemente radical e sem concessão. Se não inova, o filme, ao menos, dá um respiro na mesmice. Estreou em 18/8/2016.
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  • Comédia dramática

    Esperando Acordada
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    Perrine (Isabelle Carré) é uma violinista cujo trabalho se resume em animar festinhas para crianças e idosos. Solitária e tímida, ela ainda não encontrou sua cara-metade, aos 38 anos. Contudo, sua vida banal sofre uma reviravolta quando ela provoca um incidente que resulta na queda de um desconhecido. No dia seguinte, a trintona entra em desespero ao saber que a vítima está em coma e, a partir daí, fará de tudo para salvá-lo. Com uma protagonista apática e titubeante, por vezes até infantil, fica difícil se identificar com suas dúvidas e receios. A comédia dramática Esperando Acordada ainda apela para um romance nada convincente entre eles. Estreou em 18/8/2016.
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  • Enjeitados

    Atualizado em: 19.Ago.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO