Especial

São Paulo entre aspas

De Rui Barbosa a Margareth Thatcher, as muitas declarações de amor e ódio nestes 460 anos da cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO [Pesquisa Bizuka Correa]

Esquina Avenida Ipiranga São João Centro São Paulo
Esquina da Avenida Ipiranga com a São João, centro de São Paulo (Foto: Priscilla Vilariño/SPTuris)

Elogios derramados, observações surpreendentes e críticas agudas, algumas justas, outras nem tanto, em uma seleção especial de 44 frases ditas por celebridades das mais diferentes áreas e épocas (do jurista Rui Barbosa ao ator americano James Franco) sobre os encantos e defeitos da metrópole que completa 460 anos neste sábado (25). Confira:

 

“São Paulo tem o espírito de luta e de conquista dos antigos bandeirantes. É desbravadora. É uma cidade que valoriza o trabalho e não quer nada de graça.” Antônio Ermírio de Moraes, empresário, em 2003, numa entrevista à revista EXAME  

frase Elettra - aniversário de SP
(Foto: Jeffrey Ufberg/Getty Images)

“Uma só vontade, um só coração.” Paulo Bomfim, poeta, em 2004, num poema sobre São Paulo  

 “É uma cidade onde coexistem todas as tribos urbanas. A falta de personalidade se transformou na personalidade da cidade.” Isay Weinfeld, arquiteto, em 2004, ao jornal espanhol El País 

frase rui barbosa - aniversário de SP
(Foto: Reprodução)

“É tarefa para os poetas. Só eles ainda podem ver o azul no negrume do nosso ar poluído, a pureza cristalina no marrom das águas.” José Carlos de Figueiredo Ferraz (1918-1994), ex-prefeito, em 25 de janeiro de 1983, num artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo sobre o aniversário da metrópole 

“Os paulistas sabem viver; o resto do Brasil vive... sem saber.” Roquette-Pinto (1884-1954), carioca, médico, professor, antropólogo e considerado o pai da radiodifusão brasileira, em 1927, no livro A História Natural dos Pequeninos

 

“Não sei que sentimento é esse que faz com que se amem as pedras das calçadas. São Paulo nada tem fora disso. Só as pedras das calçadas. No entanto, duvido que haja na terra agarramento maior por um trecho de chão do que o que sentimos por nossa cidade.” Oswald de Andrade (1890-1954), escritor, em maio de 1944, no livro de crônicas Telefonema 

“A elegância, a graciosa galanteria de São Paulo fazem dela uma cidade completamente europeia.” Nicolau Fanuele (1888-1914), advogado e jornalista brasileiro, em 1910

“O nome da solução do problema ‘Brasil’ é São Paulo feliz.” Caetano Veloso, em 2004, durante o show em comemoração aos 450 anos da capital

“São Paulo me dá uma sensação de liberdade que não sinto em nenhuma outra grande capital do mundo, seja Paris, Roma, Nova York ou Tóquio. Aqui o cosmopolitismo é total e cada pessoa acaba tendo seu espaço preservado.” Manabu Mabe (1924-1997), pintor brasileiro, em 1993, num depoimento ao livro São Paulo — Brasil    

“Há um calor humano aqui que você dificilmente encontra em outros centros mundiais. Tem uma certa bagunça também, mas mesmo ela, quando não é demais, parece-nos simpática.” Wolfgang Sauer (1930-2013), alemão naturalizado brasileiro, ex-presidente da Volkswagen do Brasil, em 1993, em depoimento ao livro São Paulo — Brasil  

frase lévi strauss - aniversário de SP
(Foto: Reprodução)

“São Paulo é uma locomotiva poderosa, puxando vinte vagões.” Artur Neiva (1880-1943), cientista e político baiano, em 1917, numa conversa com o seu pai  

“São Paulo marcha com passo mais rápido que o normal, e de tal modo se vai distanciando das suas congêneres deste e dos outros continentes.” Francisco Prestes Maia (1896-1965), ex-prefeito, em 1924, quando era engenheiro da Secretaria de Obras e Viação

“Por que nunca me contaram que existia isto aqui?” Margaret Thatcher (1925-2013), ex-primeira-ministra britânica, em março de 1994, antes de aterrissar em São Paulo, impressionada com o skyline da cidade  

frase alessandra negrini - aniversário de SP
(Foto: Marcelo Tabach)

“A função de São Paulo é ligar o Brasil ao resto do mundo.” Ugo Giorgetti, cineasta, em 2001, ao jornal O Estado de S. Paulo

“Em São Paulo, há dois modos de ser capa da Folha, do Estadão: um é assaltar um banco sozinho. É difícil. Outro é fazer três gols no Corinthians. É mais fácil. Aí eu fazia três gols no Corinthians e era capa.” Dario, o Dadá Maravilha, atacante que brilhou no Atlético Mineiro e fez parte do elenco da seleção que conquistou o tri no México, em 2012, num depoimento ao Museu do Futebol

frase mário de andrade - aniversário de SP
(Foto: Reprodução)

“São Paulo é feia. Ou melhor, é feia à beça.” Anthony Bourdain, chef, escritor e apresentador americano, em 2007, no programa Sem Reservas, do canal Discovery Travel & Living  

“O lugar mais esquisito onde já fiz amor? São Paulo.” Bussunda (1962-2006), humorista carioca, em 1992, ao Jornal do Brasil

“Comecei a viagem ao Brasil em Porto Alegre, experimentei o sul germânico, aí fui para São Paulo e experimentei a loucura.” Alain de Botton, escritor suíço, em novembro de 2011, numa entrevista à Folha de S.Paulo

 

“Aqui as pessoas falam pegando, achei estranho.” James Franco, ator americano, em novembro de 2012, no Terraço Paulistano, de VEJA SÃO PAULO  

frase tom zé - aniversário de SP
(Foto: Andre Conti)
frase nelson rodrigues - aniversário de SP
(Foto: Antonio Andrade)

“São Paulo é uma Suíça cercada de Biafras. O desafio é transformar as Biafras em Suíças.” Olavo Setúbal (1923-2008), engenheiro, industrial, banqueiro e político, entre 1975 e 1979, quando ocupava o cargo de prefeito de São Paulo  

“Cidade enigma e síntese do Brasil.” Lourenço Diaféria (1933-2008), escritor, em crônica publicada em 1980 na Folha de S.Paulo

“Amo São Paulo com todo o ódio.” Carlito Maia (1924-2002), publicitário mineiro que morou na cidade a partir da década de 40  

“São Paulo não ficou europeia, nem americana, nem brasileira.” Décio Pignatari (1927-2012), poeta, em 2000, à Folha de S.Paulo

“A São Paulo que fala ‘dois pastel’ e ‘acabou as ficha’ é um horror. Não acredito que o fato de ser uma cidade com um grande número de imigrantes seja uma explicação suficiente para esse ‘português esquisito’ dos paulistanos. Na verdade, é inexplicável.” Pasquale Cipro Neto, professor de português, em 1997, a VEJA  

“São Paulo é uma cidade tão estranha que o melhor lugar pra paquerar é o Facebook.” Tati Bernardi, roteirista e escritora, em 2011, no seu Twitter  

“Só nos resta apelar a Anchieta para que nos auxilie numa exorcização e expulse o capeta que se apropriou de São Paulo.” Carlos Lemos, arquiteto que participou do projeto do Parque do Ibirapuera e foi o responsável pela conclusão do Edifício Copan, em 1999 

“A vida em São Paulo está barata. Vemos ali sanduíches de queijo ou de presunto a 200 réis.” Rubem Braga (1913- 1990), escritor, em 1935, numa crônica publicada no jornal Folha da Noite

frase regina casé - aniversário de SP
(Foto: Globo/Divulgação João Januario)

“Uma cidade de mortos — não há nenhuma cara bonita em janela, só rugosas e desdentadas – e o silêncio das ruas só é quebrado pelo ruído das bestas sapateando no ladrilho das ruas.” Álvares de Azevedo (1831-1852), poeta, por volta de 1849, em carta enviada à mãe  

frase erasmo dias - aniversário de SP
(Foto: Sergio Sade)

“Para esquecer que é paulista é que o paulista trabalha tanto!” Mário da Silva Brito, poeta e ensaísta, em 1961, em seu livro Desaforismos  

 

“São impressionantes os garçons das festas de São Paulo. Eles são muito mais bonitos que os convidados.” Chico Buarque, cantor e compositor, em 2004, na festa de lançamento de seu filme Benjamin, no Jardim Europa  

RIO X SP

“Nunca vi o desfile de São Paulo. Mas, pelo que me contaram, parece uma parada militar.” Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 2000

“Não se pode pedir a São Paulo o cenário do Rio. O pitoresco, contudo, não falta.” Georges Clemenceau (1841-1929), político francês, em 1910, em seu livro de viagens à América do Sul 

“São Paulo só serve para trabalhar. No Rio de Janeiro tem sol, praia e mulher bonita.” Faustino Asprilla, ex-jogador colombiano com passagens pelo Palmeiras e pelo Fluminense, em 2000  

Frase Paulo Mendes Campos - Aniversário de SP
(Foto: Ari Gomes)

“Deve haver uns quatro ou cinco paulistas que se salvam, mas vale lembrar que existem cariocas horrendos também. São cariocas paulistas.” Luis Salem, autor do musical Subversões Social Clubber, que satiriza paulistas, políticos e famosos, em 2003 

A PAULICEIA SEGUNDO OS PAULISTANOS

Uma seleção de frases entre as mais de 2 500 deixadas na página da revista no Facebook. A missão era completar “São Paulo é...”  

“uma cidade que recebe todos com braços abertos, criando oportunidades para quem realmente as procura.” Ana Claudia Pedrasoli 

“um país.” Rosana Maroti  

”meu caos favorito. Não consigo viver longe.” Patrícia Visconti  

“a mãe que sustenta todos os filhos, até os mais ingratos.” Thiago Gazzani  

“a selva onde eu consegui ser livre.” Danny Dantas  

“um monstro querido.” Ivani Marques  

“uma cidade forte para os fortes.” Clarina Melchiori  

“perfeita para quem ama movimento, para quem quer saber antes e para quem não tem medo de buscar.” Sonia Magalhães  

“uma cidade do tamanho dos meus sonhos.” Marilene Veiga  

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    Casa Manioca

    Rua Joaquim Antunes, 212, Pinheiros

    Tel: (11) 4304 9942 ou (11) 4304 9943

    Sem avaliação
  • Asiáticos

    Fisherman’s Table

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  • Docerias

    Dulca - Jardins

    Rua Doutor Melo Alves, 490, Cerqueira César

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  • As crianças ligadas em música, literatura, pintura e outras atividades do tipo têm uma boa alternativa de diversão nestas férias: o Museu de Arte Moderna (MAM) oferece oficinas gratuitas de terça a sábado, até o dia 30. Para participar de algumas brincadeiras, basta retirar uma senha com trinta minutos de antecedência. Aproveite a tarde da terça (19) para levar os bebês com mais de 6 meses para um atividade de experimentação com tintas naturais. Fique tranquilo: a oficina, marcada para as 15h, usa só pigmentação natural feita com legumes, como a beterraba. Os meninos e meninas também podem participar de um piquenique com esculturas comestíveis marcado para sexta (22), às 11h. Até 30/7/2016.
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  • Show da cantora sul-mato-grossense Alzira E está entre as opções 
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  • Exposições

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  • Comédia dramática

    A Última Sessão
    VejaSP
    12 avaliações
    Toda semana, eles marcam um almoço no mesmo restaurante. Lá, um grupo de amigos, na casa dos 70 e 80 anos, come, bebe e revive alegrias e mágoas. Odilon Wagner, também diretor, escreveu a comédia dramática A Última Sessão. A história poderia ser apenas um pretexto para o público se deleitar e ver no palco Laura Cardoso, Nívea Maria, Etty Fraser, Miriam Mehler e Sylvio Zilber, entre outros nomes consagrados. Quem for com essa expectativa não se arrependerá, mas o texto opta por uma curva capaz de levá-lo a caminhos menos acessíveis. Depois de uma virada na trama, a coroa resolvida (papel de Laura) revela-se uma terapeuta. O ator frustrado (representado por Zilber) e a mulher traída (Nívea) pela amiga (Miriam), na verdade, carregam outras identidades. Essa adesão ao psicodrama confunde o espectador e prejudica seu envolvimento com os personagens. A experiência do elenco, no entanto, segura o pique da montagem, entre o riso e a perplexidade, e compensa um pouco a falta de consistência na dramaturgia. Com Gésio Amadeu, Gabriela Rabelo, Yunes Chami e Marlene Collé. Estreou em 16/1/2014. Até 26/7/2015.
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  • Ambas as montagens fizeram sucesso em 2013
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  • Se as bonitas adoram falar que sofrem um bocado, imagine as menos favorecidas. Publicado em 2005, o romance escrito por Claudia Tajes que originou o monólogo cômico A Vida Sexual da Mulher Feia possui um toque de melancolia. A versão teatral, adaptada por Julia Spadaccini, traz Otávio Müller como intérprete e diretor, e a opção de ter um homem no papel de Maricleide já torna a personagem mais risível do que o imaginado. Müller vive a protagonista da adolescência até a fase adulta. Em meio à sensação de inadequação, surgem a dificuldade para namorar e a busca para definir uma personalidade. Por vezes divertido, Müller segue pelo caminho mais fácil e extrai o riso muitas vezes tirando proveito do próprio físico. Bom ator, ele se mostra mais convincente na cena final, quando abre mão da peruca e aposta nas palavras em um belo desfecho. Estreou em 10/1/2014. Até 27/3/2016.
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  • A artista comanda a encenação das comédias L’Illustre Molière e As Viúvas
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  • Desprezado pela família, o desempregado Gary Manda (Tahar Rahim) encontra uma chance de trabalho no sul da França. Poucas pessoas se arriscam a pegar o emprego, e há um motivo para isso. O local onde Gary passa a cumprir as tarefas é na área de maior contaminação de uma usina nuclear. Além de correr alto risco profissional, o protagonista do drama francês Grand Central embarca num romance radioativo. Ele faz amizade com a turma de colegas, recebe especial atenção de Toni (Denis Ménochet) e acaba se envolvendo com Karole (Léa Seydoux), a mulher dele. Gary e Karole são jovens e não têm um futuro tão promissor. Em seu segundo longa-metragem, a diretora e roteirista Rebecca Zlotowski faz um interessante registro do amor. Compara a tensa relação dos amantes com a instabilidade de viver sob o domínio do medo de um desastre nuclear. Em ricos papéis, Tahar Rahim (O Profeta) e Léa Seydoux (Azul É a Cor Mais Quente) garantem mais credibilidade à trama. Estreou em 24/1/2014.
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  • Tony Scott (1944-2012) vinha da publicidade quando, em 1983, causou furor em seu primeiro longa-metragem, Fome de Viver. Nesse terror, o realizador inglês, irmão de Ridley Scott (Gladiador), caprichou na trilha sonora, nos ambientes cheios de fumaça e provocou as plateias com uma quente cena romântica entre as personagens de Catherine Deneuve e Susan Sarandon. Se a trama dos vampiros ainda tem algum apelo de sensualidade, o visual ficou datado. A história cobre a relação secular do casal de sanguessugas Miriam (Catherine) e John (David Bowie). Quando ele começa a envelhecer numa velocidade assustadora, entra em cena a doutora interpretada por Susan. Contudo, há algo fascinante: a sequência de abertura, um charmoso videoclipe embalado pela música Bela Lugosi Is Dead, do Bauhaus. Reestreou em 24/1/2014.
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  • É preciso enfrentar o humor anacrônico da comédia para captar suas qualidades. De difícil arrancada, a história traz dois irmãos de quase 50 anos sem nada em comum. Eles tomaram rumos distintos na vida. Not (Benoît Poelvoorde) recusou os prazeres burgueses, mora nas ruas e se diz o primeiro punk europeu. Vendedor de uma loja de colchões, Jean-Pierre (Albert Dupontel) possui uma relação instável com a ex-mulher. Os pais deles representam o fracasso e têm um restaurante às moscas. Ao perder o emprego, Jean-Pierre segue Not nas badernas diárias. No fundo de um enredo aparentemente inconsequente, emerge uma crítica à crise econômica na Europa. As armas usadas pelos personagens são a rebeldia e o eterno espírito punk. Estreou em 24/1/2014.
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  • De uma família mórmon, que mora numa propriedade rural no interior do Estado de Utah, Rachel (Julia Garner) possui muitas curiosidades sobre o mundo. A mocinha desse drama, de 15 anos, vive cercada de proibições pelo pai severo (Billy Zane). Ao encontrar uma fita cassete no porão de casa, Rachel entra em contato com o rock pela primeira vez. Fica fascinada pela canção e, três meses depois, aparece grávida. Apesar de ela afirmar não ter transado com o irmão (Liam Aiken), seus pais decidem punir os filhos. A garota, porém, parte para Las Vegas e, lá, faz amizade com os integrantes de uma banda cujo líder é Clyde (Rory Culkin). O ponto de partida carrega na originalidade, mas a história desanda quando sai de seu curioso rumo original. Na cidade dos cassinos, há personagens caricatos e situações pouco verdadeiras. Estreou em 24/1/2014.
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  • James Dean (1931-1955) é um caso raro no cinema. Mesmo tendo estrelado apenas três longas-metragens (Vidas Amargas, Juventude Transviada e Assim Caminha a Humanidade), virou um mito, sobretudo por causa da trágica morte, em um acidente de carro, aos 24 anos de idade. Para relembrar os melhores momentos do ídolo, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, de quarta (29/1/2014) a 16 de fevereiro, a mostra Eternamente Jovem — Retrospectiva James Dean. Serão exibidos, além das três fitas fundamentais de sua carreira, documentários e seriados dos quais participou. No dia da abertura, têm vez, às 16h, James Dean — Memórias de um Rebelde e, às 19h30, Sentence of Death. Outras boas opções: Vidas Amargas, no sábado (1º/2), às 17h10, e Assim Caminha a Humanidade, programado para domingo (2/2), às 17h30. Nesse seu derradeiro trabalho, Dean dividiu a cena com dois outros célebres atores, Elizabeth Taylor e Rock Hudson.
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  • Embora chegue um pouco atrasado às telas da rede Cinemark, o balé O Quebra-Nozes, um clássico natalino, leva a nobre assinatura do The Royal Ballet, de Londres. A história traz a aventura mágica da menina Clara e seu boneco quebra-nozes. Embalado pela música de Tchaikovsky, o espetáculo tem duas exibições. No sábado (1º/2/2014), ocupa a sessão das 11 horas no Cidade Jardim 3, Eldorado 7, Iguatemi 4, Market Place 7, Metrô Santa Cruz 9, Mooca Plaza 5, Metrô Tucuruvi 4, Pátio Higienópolis 3, Pátio Paulista 7 e Villa-Lobos 2. No domingo (2/2/2014), a projeção ocorre no mesmo horário no Iguatemi, Mooca, Metrô Tucuruvi e Villa-Lobos. Nos demais, será às 15 horas. O ingresso custa R$ 60,00 e R$ 70,00 (no Cidade Jardim).
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  • Exibido no festival Mix Brasil em 2013, o documentário São Paulo em Hi-Fi entra, finalmente, em cartaz. O CineSesc exibe em sessões diárias o precioso registro do diretor Lufe Steffen sobre a noite gay paulistana. Passando de raspão pelos anos 60, o filme centra foco e faz uma apurada radiografia de boates lendárias das décadas de 70 e 80, a exemplo de Medieval, HS, Corintho e Nostromondo. Frequentadores da noite e empresários pioneiros, como Celso Curi e Elisa Mascaro, dão depoimentos. Estreou em 19/5/2016.
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  • Ainda pouco famoso, ele estrela Ajuste de Contas e O Lobo de Wall Street
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  • Variados

    Sapatos de Sambista

    Atualizado em: 24.Jan.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO